segunda-feira, 4 de setembro de 2023

A singularíssima paixão dos investigadores da Univ. do Porto e a quase aversão dos investigadores da Univ. do Minho


Em Novembro de 2020, num post sobre um idolatrado cientista (campeão mundial do número de artigos nas revistas Plos One), agora a braços com uma mais do que merecida investigação criminal. manifestei a minha incredulidade pelo facto de um país pobre como Portugal, ter dinheiro para (proporcionalmente) estar quase ao mesmo nível dos EUA, em gastos de processamento de artigos das referidas revistas, conhecidas que são por serem de aceitação quase garantida, bastando para isso que o artigos não tenham erros, para seram aceites automaticamente, mesmo que nada tenham de inovador.
"...o rácio número de artigos nas revistas Plos One, por 100.000 habitantes que é 22 para Portugal e 24 para os Estados Unidos, ou seja um país pobre como é Portugal gasta proporcionalmente quase tantos milhões em APCs como um país rico como são os EUA (que tem um PIB/capita que é 270% superior ao de Portugal) https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/um-cientista-de-etica-muito-rasteira-e_2.html

De lá para cá, desde 2021, Portugal pagou os custos de mais 332 artigos naquelas revistas, o que no mínimo teve um custo global de quase 700.000 euros, no caso dos artigos em causa terem custado o valor mínimo (2100 dólares) ou então mais de 1 milhão de euros, se bastantes desses artigos, tiverem sido daqueles que pagam custos de processamento de 5500 dólares (Plos One Biology) ou de 6300 dólares (Plos One Medicine).

Uma analise na plataforma Scopus revela que a Universidade do Porto, ainda continua a ser a universidade Portuguesa que mais publica nas revistas Plos One. Reproduzo abaixo um ranking ordenado pelo rácio de artigos publicados em revistas Plos One, desde 2021, por cada 100 docentes doutorados. 

UPorto...........6,7 rácio de artigos por cada centena de doutorados
UAveiro.........4,7
UTAD............4.6
UNova...........4,6
UALG............4,6
UÉvora..........3.8
ULisboa.........3,5
UBI................3,4
UCoimbra......2,9
ISCTE...........2,6
UMinho.........2,0 

Pela minha parte registo com satisfação a quase aversão dos investigadores da Universidade do Minho pelas revistas Plos One. Já a a unidade orgânica, de todo o ensino universitário, onde a atracção pelas revistas Plos One atinge niveis estratosféricos é a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que tem um rácio de (artigos/centenas de doutorados) de 23

PS - A informação relativa ao número de docentes doutorados por instituição foi obtida num documento da DGEEC, de Março de 2023, sobre endogamia académica https://www.dgeec.mec.pt/np4/385/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=847&fileName=EndogamiaAcademica_20212022.pdf

domingo, 3 de setembro de 2023

If “You are what you eat”, but also “what your mother ate and your grandmother ate before her” what does it mean that the Czechs consume 500% less fish than the Portuguese?



Australian researchers have recently uncovered evidence (published in the journal Nature Cell Biology) suggesting that females can transmit increased brain protection to their descendants when they consume particular types of food. In the context of these research findings, what does it mean that the Czech diet is heavily reliant on smoked meats and Czechs eat 500% less fish than the Portuguese (60kg/capita)?

When asked about the above question, ChatGPT responded: "...The Portuguese, with their higher fish consumption, may be more likely to pass on a richer nutritional profile to their descendants, potentially affording them greater neuroprotective advantages... Conversely, the Czech population's lower fish consumption may result in a diminished transmission of these beneficial nutrients, potentially influencing the cognitive and brain health outcomes in subsequent generations."

PS - Today an article titled "Rethinking human excellence in the AI age", was published in the Elsevier journal "Personality and Individual Differences". It involved a total of 943 participants, and its author measured intellectual humility by using Krumrei-Mancuso and Rouse (2016) 22-item Comprehensive Intellectual Humility Scale. It can be read that "Individuals with higher intellectual humility show more positive attitudes toward ChatGPT" 

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Engenheiros que cobram quase 200 euros por cada instrução e a produção científica de Portugal abaixo da do Bangladesh


Depois de uma anterior edição alarmista, que critiquei no post de título "A falta de rigor da revista Visão acerca das putativas "20 profissões mais suscetíveis de serem substituídas pelo ChatGPT" a mesma revista Visão volta novamente ao tema, "jurando" que há 75 milhões de postos de trabalho que estão em risco. E isso muito embora logo no inicio do artigo se possa ler que "as projecções apocalipticas contrastam com números (de destruição de empregos) pouco impressionantes no terreno"Mais interessante do que esses alarmismos estéreis é ler na página 39 do mesmo artigo que "...disparou a procura por especialistas em fazer a pergunta "certa" à máquina, para tirar o máximo proveito das suas respostas. Estes engenheiros podem cobrar 200 dólares por cada comando...". Curiosamente, quando se pergunta ao próprio ChatGPT, sobre qual a melhor forma de criar os tais bem pagos, comandos de texto (prompts), para assim conseguir obter respostas de alta qualidade dos modelos de IA, obtém-se a resposta que se reproduz no final deste post. 

Pena é porém que a revista Visão, ao invés de se dedicar a produzir artigos com títulos alarmistas, sem adesão à realidade, não se empenha antes em divulgar o atraso Português no campo da IA, como seja por exemplo o facto da Academia portuguesa ter produzido até hoje metade das publicações científicas sobre o ChatGPT (indexadas pela Scopus), que no mesmo período foram produzidas pela Grécia, e muito pior do que isso que até são em menor número do que as produzidas por países pobres como as Filipinas, o Peru e o Bangladesh. Tendo em conta que 42% das quase 1500 publicações indexadas na Scopus sobre o ChatGPT pertencem à área da medicina, resulta daqui que os investigadores Portugueses que trabalham naquela área, são os primeiros responsáveis pelo referido mau (leia-se indigente) desempenho internacional de Portugal. Recordo que uma pesquisa que levei a cabo na referida base Scopus no dia 10 de Junho, mostrou que no grupo dos países com mais publicações sobre o ChatGPT, Portugal aparecia então somente na 44ª posição, infelizmente de lá para cá caiu para a desgraçada 57ª posição!

Declaração de interesses - Declaro que, de tempos a tempos, me vejo obrigado a criticar a revista Visão, como por exemplo aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/o-falacioso-artigo-da-revista-visao.html ou muito antes disso por exemplo aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/a-maquina-de-estupidificar-os.html

  1. Seja Claro e Específico: Certifique-se de que seus prompts sejam claros e específicos ao expressar o que deseja da IA. Evite ambiguidades para obter respostas precisas.

  2. Forneça Contexto: Inclua contexto relevante ou informações de fundo, se necessário, para que a IA compreenda e responda adequadamente.

  3. Use Palavras-Chave: Use palavras-chave relevantes que se relacionem com o seu tópico ou pergunta. Palavras-chave ajudam a guiar a compreensão da IA sobre a sua consulta.

  4. Faça Perguntas Abertas: Formule suas perguntas de forma a exigir respostas detalhadas e informativas, em vez de respostas simples de sim ou não.

  5. Especifique Formato e Comprimento: Se você tem requisitos específicos para o formato da resposta (por exemplo, um resumo, uma lista, uma história) ou comprimento (por exemplo, um parágrafo curto, uma explicação detalhada), deixe isso claro no seu prompt.

  6. Defina o Tom e o Estilo: Especifique o tom desejado (formal, informal, informativo, persuasivo, etc.) e o estilo (por exemplo, explicar, debater, comparar) para a resposta.

  7. Forneça Exemplos: Se aplicável, inclua exemplos para ilustrar o seu pedido. Por exemplo, "Você pode fornecer um exemplo de..." ou "Explique esse conceito com um caso da vida real, como..."

  8. Use Múltiplos Prompts: Às vezes, perguntas complexas podem exigir uma série de prompts ou uma conversa interativa para obter respostas abrangentes.

  9. Itere e Experimente: Não hesite em refinar e experimentar com diferentes prompts se a resposta inicial não for satisfatória. Você pode reformular ou esclarecer seu pedido.

  10. Evite Perguntas Tendenciosas: Certifique-se de que seus prompts sejam neutros e imparciais, especialmente ao lidar com tópicos sensíveis ou controversos.

  11. Verifique a Clareza e Erros: Revise seus prompts para eliminar erros de digitação, erros gramaticais ou qualquer outro problema que possa confundir a IA.

  12. Compreenda as Capacidades do Modelo: Esteja ciente das capacidades e limitações do modelo de IA. O ChatGPT é habilidoso na geração de respostas baseadas em texto, mas pode não ter acesso a dados em tempo real ou fontes externas.

  13. Respeite Diretrizes Éticas: Evite gerar conteúdo prejudicial, ofensivo ou que viole diretrizes éticas.

  14. Envolver-se em Conversas: Em vez de prompts isolados, considere envolver-se em uma conversa com a IA, fornecendo contexto e respondendo às mensagens anteriores. Isso pode levar a respostas mais coerentes e relevantes.

  15. Fornecer Feedback: Após receber uma resposta, você pode fornecer feedback e pedir à IA para esclarecer ou expandir pontos específicos, se necessário.

  16. Adaptar-se a Diferentes Casos de Uso: Adapte seus prompts ao caso de uso específico. Seja para obter informações, conteúdo criativo ou assistência em uma tarefa, ajuste seus prompts de acordo.

  17. Testar e Refinar: Teste e refine continuamente seus prompts para melhorar a qualidade das respostas geradas pela IA ao longo do tempo.