quarta-feira, 30 de março de 2022

Catedrático da ULisboa queixa-se de ter sido enganado por jovem investigador


"He is a junior colleague of mine who did not have the decency to warn me...leaving me in a terrible situation...increase his publication rate by cheating, but never informed us about it"

A culpa até pode ser do jovem investigador, que no artigo acima é acusado pelo tal catedrático, mas em boa verdade a culpa não é só dele, é também de um sistema (caduco e corrompido) que acha normal haver super-cientistas com super-poderes de publicaçãohavendo até quem produza muitos papers já depois de ter morrido, pelas simples razão, que colocar num artigo o nome de um cientista famoso (mesmo morto e enterrado) é meio caminho andado para a aceitação desse artigo em revistas de topo. 

Um sistema (caduco e corrompido) que parece assumir que seja absolutamente natural que quem não possui tais superpoderes de publicação é incompetente e por conseguinte só conseguirá publicar mais do que a média dos seus pares somente se não dormir e nem se atrever a fazer sexo durante mais de 10 anos como se comentou no final deste post aqui

Ainda sobre cientistas zombie, que continuam a publicar artigos científicos, depois de terem morrido, como aquele zombie muito bem conservado, que aparece na imagem acima, que está a acabar de escrever mais um lindo artigo científico, convém recordar o que foi escrito num post anterior onde questionei se as revistas, no momento da submissão dos artigos, não deviam exigir que os autores provassem que ainda estão vivinhos da silva https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/necroauthorship-dead-scientists-who.html

PS - Por um estranho acaso do destino (leia-se Carma) o tal supracitado catedrático do IST, que agora se queixou de ter sido enganado por um jovem investigador, é curiosamente o mesmo catedrático que foi presidente de um júri de um concurso que recusou (de forma ilegal) uma bolsa de doutoramento a uma investigadora estrangeira https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/uma-linda-historia-de-embalar-sobre-uma.html Karma is a bitch.

terça-feira, 29 de março de 2022

Custos da energia empurram Portugueses para casas sustentáveis


O título deste post foi "roubado" a um artigo incluído na secção de Economia do Expresso da passada Sexta-Feira. No mesmo é referido que construir com emissões zero e eficiência energética está associado a um acréscimo do custo de apenas mais 15% por metro quadrado, infelizmente nada é dito sobre o acréscimo dos honorários desses projectos. Seja como for, é garantido que o acréscimo dessa parcela ficará muito longe dos 150% que foram mencionados num artigo acerca de custos de projecto de edifícios que alcançam a classificação máxima do sistema de avaliação de sustentabilidade BREEAM  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/mit-maastricht-breeam-outstanding.html

O referido artigo publicado no semanário Expresso faz referência ao sistema de avaliação da sustentabilidade de edifícios LiderA e bem assim também a algumas declarações do seu criador, o Professor Manuel Duarte Pinheiro do IST, razão porque entendo pertinente divulgar um recente artigo, de vários investigadores Italianos (dois deles  com os quais já colaborei no passado, F.Ascione e G.Vanoli) artigo esse que avalia o estado da arte de vários sistemas de avaliação da sustentabilidade de edifícios, BREEAM, LEED e LiderA (vide figura acima retirada do mesmo) e que acaba a concluir que os referidos sistemas não dão a importância devida a vários aspectos cruciais como seja por exemplo a ventilação em contexto pandémico, os eventos extremos ou as ilhas de calor, que irão adquirir uma importância crescente no futuro, quando as condições de temperatura e de humidade forem tais que facilmente colocarão em risco a vida de humanos, como se deu conta aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/a-antecipacao-de-um-quase-inferno-e-um_27.html

segunda-feira, 28 de março de 2022

A capa do jornal Público de hoje e as "lágrimas amargas" de Rita Jardim

 

Relativamente ao tema forte que hoje faz a capa do jornal Público, onde se denunciam fortes pressões, inadmissíveis, ao mais alto nível de conhecidos "senadores" socialistas (como um famoso fidalgote empertigado de nome Manuel e apelido Alegre, que ao longo da sua vida contribuiu bastante para conspurcar o património natural deste país com um metal tóxico), os quais moveram mundos e fundos, para não se alterar a lei da nacionalidade (a lei da legalização de judeus sefarditas, que até pode ser uma lei excelente pelo menos para tornar milionária a comunidade judaica do Porto que já despachou quase 80.000 pedidos mas é uma lei racista porque trata os descendentes dos mouros, que viviam em Portugal e que também foram expulsos. na mesma altura, como sub-humanos, sem direito a igual legalização) entendo neste contexto, como bastante pertinente, também recordar um artigo tocante, publicado no caderno principal do semanário Expresso, da passada Sexta-Feira, saído da pena de uma Portuguesa de nome Rita Mayer Jardim, através do qual aquela conseguiu fazer chorar muitos sensíveis corações de muitos leitores do Expresso. O meu, reconheço sem vergonha, foi um deles. 

O motivo do artigo relaciona-se, como não podia deixar de ser, com a recente monstruosidade cometida pelo Governo Português e que eu tinha já comentado anteriormente, quando por incrível que possa parecer elogiei o mesmo Governo por conta das (pequenas) alterações à famosa lei que permitiu legalizar judeus sefarditas à pressão, a um ritmo quase industrial  https://pachecotorgal.com/2022/03/17/tres-estarolas-e-uma-tiazinha-que-perderam-o-pio-e-a-receita-cientifica-para-ganhar-1-milhao/ O esclarecedor website da Dr. Mayer Jardim está disponível aqui https://www.mayerjardim.com/en/ e a sua nobre missão de vida tem sido nos últimos anos a de aumentar o número de pessoas neste Planeta com a nacionalidade Portuguesa. Aliás no Observador, onde ela parece que costuma brindar os seus leitores com as suas brilhantes e compungentes pérolas, aparece descrita como sendo uma "advogada dedicada à nacionalidade Portuguesa", que deve ser uma nova especialidade das ciências jurídicas ! 

Porém, talvez por manifesta falta de espaço no seu artigo no Expresso, a Drª Rita Mayer Jardim, não teve oportunidade de reconhecer que a anterior lei de legalização de judeus sefarditas (que o actual Governo andou bem em alterar, algo que já devia ter feito antes) era uma autêntica mina de ouro para os advogados deste país e é por isso bastante difícil acreditar na bondade das "lágrimas" daqueles advogados como a Drª Mayer Jardim, quando não é possível saber se as mesmas são afinal e tão somente motivadas unicamente pela redução substancial da sua conta bancária !

Declaração de interesses - Como é evidente pelo conteúdo de vários posts anteriores, muito pouco elogiosos, que escrevi sobre advogados, como por exemplo este aqui no mês passado ou aquele outro em que disse não compreender que ainda não tivesse havido uma sindicância à Ordem dos Advogados, ou aquele sobre a impunidade da roubalheira, confesso que não morro de amores por esta classe profissional, que entendo ter grandes culpas nos muitos problemas deste país, em especial aquela subespécie que são os advogados-deputados https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/deputados-aprovam-lei-que-impede-que_21.html