O artigo ontem publicado, acessível no link acima, informa que investigadores Norte-Americanos, que usaram simulações computacionais (depois confirmadas em contexto laboratorial) para entender como é que o óxido de tungsténio interage com o hidrogénio ao nível molecular, descobriram que o mesmo se pode integrar na sua estrutura tridimensional. Os referidos investigadores afirmam que estes resultados permitirão desenvolver uma nova família de catalisadores baseados no óxido de tungsténio, muito mais sustentáveis.
Portugal é um dos maiores produtores mundiais de tungsténio e a imagem acima mostra uma vista bastante esclarecedora dos impactos ambientais da exploração daquele metal nas Minas da Panasqueira, onde o Governo não precisa (nem nunca precisou) de se preocupar com manifestações de ambientalistas contra a sua exploração.
O mais estranho porém, é que uma pesquisa na base Scopus, sobre publicações relacionadas com tungsténio (nas áreas da engenharia quimica e da engenharia dos materiais), revela que a comunidade cientifica Portuguesa daquelas áreas, tem dedicado uma atenção reduzida ao estudo daquele metal, quase ao nível do "desprezo", atento o facto do nosso país ser um grande produtor mundial, quando comparada com a produção científica superior, de países onde esse metal nem sequer é explorado. Não sendo possivel comparar directamente a produção cientifica de Portugal, com a de países onde existe um número muito superior de investigadores, apresenta-se por isso abaixo, o rácio do desempenho de diferentes países normalizado pela sua população:



