segunda-feira, 20 de junho de 2022
Os patrões que aconselham os empregados a tomar drogas psicadélicas para aumentar a criatividade
domingo, 19 de junho de 2022
Será que a missão da medicina é utilizar os doentes para fazer dinheiro ?
https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/a-estatua-da-vergonha-para-homenagear.html
Ainda na sequência do post acima é importante divulgar o teor de um artigo da revista Sábado, onde se dá conta que o médico candidato a Bastonário, Fausto Pinto, é quase uma máquina de fazer dinheiro. Além daquilo que que os contribuintes lhe pagam como catedrático na universidade de Lisboa, além daquilo que factura no seu consultório privado, ainda conseguiu receber mais de 100.000 euros de empresas farmacêuticas.
Perguntado pela revista Sábado se irá deixar de receber dinheiro de empresas farmacêuticas no caso de ser eleito Bastonário, mandou dizer de forma manhosa que não era oportuno responder a essa questão. Pena é que a revista Sábado não lhe tenha perguntado se ele também acha, como José Sócrates, que neste país não se consegue viver com 20.000 euros/mês.
O supracitado Fausto Pinto é o mesmo que diz que Portugal não tem falta de médicos (mesmo quando o nosso país importa médicos e há vagas que ficam desertas) e também o mesmo que enquanto Director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa recusou aumentar o número de vagas do curso de medicina autorizadas pelo Governo.
Até mesmo um diminuído mental percebe que quanto maior for o número de médicos, menor é o número de doentes que cabe a cada um deles e menor será o rendimento monetário que esses doentes podem proporcionar. Eu sei muito bem que há muitos médicos (sem qualquer vocação pela profissão que em má hora escolheram) que até sentem nojo pela proximidade com qualquer doente e só aceitam fazer esse "sacrifício" se a contrapartida for um rendimento mensal bastante elevado. Em boa verdade nada me move contra os médicos cuja ambição é rigorosamente a mesma do José Sócrates, espero é que ao menos me poupem a ladainha hipócrita de dizerem que estão muito preocupados com a saúde dos doentes.
Para agravar ainda mais a situação, os médicos em Portugal possuem quase carta branca para estropiar e até matar doentes, pois os processos disciplinares instaurados a médicos arrastam-se indefinidamente e no final acabam sem grandes consequências como sucedeu por exemplo neste caso aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/12-anos-para-condenar-um-medico-para.html onde um médico envolvido no nascimento de uma criança com graves danos cerebrais, que acabou por morrer, só dez anos depois recebeu da Ordem dos Médicos, depois de feita a prova da negligência, a pena ridícula de 10 dias de suspensão, que mesmo assim aquele se recusou a cumprir.
Tendo em conta que os Portugueses andam assim há muito tempo a ser reféns dos interesses financeiros (e também da incompetência profissional) de muitos médicos, e tendo também em conta que o ressentimento acumulado acaba por se transformar em ódio profundo, depois não pode constituir admiração que haja cada vez mais noticias de médicos agredidos e também que haja quem leia com essas noticias com satisfação. Que o mesmo é dizer que os médicos colhem aquilo que andaram a plantar.
PS - As melhores práticas de selecção de alunos candidatos ao ingresso no curso de medicina em universidades estrangeiras, há muito que rejeitam os candidatos, que embora sendo muito inteligentes não mostram possuir "bom senso, compaixão e humildade — qualidades que todo médico deve personificar" faz por isso todo o sentido perguntar, quantos anos serão ainda necessários para que em Portugal o acesso ao curso de medicina deixe de ser determinado apenas e somente pela média para assim se tentar evitar que aqueles candidatos a médicos que olham para os doentes apenas como uma forma de fazer dinheiro (ou pior do que isso que tenham afinal vocação para crimes, como aqueles 8 alunos mencionados aqui) consigam entrar no curso de medicina ?
sábado, 18 de junho de 2022
Reitores ‘chumbam’ doutoramentos nos politécnicos
Informa a imprensa que os Reitores não querem doutoramentos nos Politécnicos porque alegam que isso "prejudica a valorização do ensino superior". Porém como não apresentam qualquer estudo científico que sustente essa alegação então isso significa que (irreflectidamente por arrogância ou até mesmo por desespero) decidiram embrenhar-se no campo da pura opinião pessoal como o faz qualquer blogger.
E se assim é, então não é grave que eu também possa opinar sobre esse tema (até porque eu sei por experiência própria, mais sobre aquilo que se faz nos Politécnicos, do que sabem os Reitores todos juntos). Eu pensava que o que realmente prejudicava a sacrossanta "valorização do ensino superior", que agora tanto parece preocupar os Reitores, era a contratação (em concursos viciados de forma sistemática) de professores incompetentes (unicamente por via de ligações familiares, politicas ou maçónicas), de candidatos que se por hipótese concorressem a universidades estrangeiras de topo, não conseguiriam sequer ganhar uma bolsa de doutoramento e muito menos uma de pós-doutoramento.
Curiosamente o Comunicado do Conselho de Reitores sobre o mesmo assunto tem um título diferente "Transformar politécnicos em universidades criará “universidades de primeira e de segunda” onde se pode ler que a proposta que será discutida na Assembleia da República hierarquizará o sistema em universidades de primeira e universidades de segunda. https://www.crup.pt/comunicado-do-crup-transformar-politecnicos-em-universidades-criara-universidades-de-primeira-e-de-segunda/
Isso parece significar que o Conselho de Reitores ainda não foi informado que já há muito tempo que em Portugal há uma hierarquia de universidades, havendo universidades de primeira, universidades de segunda e até mesmo universidades de terceira (e nem sequer falo daquelas sem um minimo de qualidade, que já foram extintas, como por exemplo aquela onde José Sócrates obteve a sua linda licenciatura). Em termos de hierarquias basta olhar por exemplo para o ranking da Universidade de Shanghai de 2021, onde nas primeiras 500 posições há apenas três universidades públicas, havendo ainda mais três universidades públicas nas duzentas posições seguintes. Embora seja verdade que se análise for feita em em rankings da treta as universidades do nosso país possuem uma classificação bastante mais simpática.
Parece que também ninguém informou o Conselho de Reitores que se alguns Politécnicos passarem a Universidades Politécnicas (aqueles que verifiquem os requisitos, em termos de unidades de investigação, necessários para a atribuição do grau de Doutor) então isso também será bastante positivo para as universidades, porque é menos escandaloso dizer que a Universidade de Lisboa mostrou um desempenho inferior ao da Universidade Politécnica de Leiria do que dizer que teve um desempenho inferior ao do Politécnico de Leiria, como se deu conta aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/politecnico-de-leiria-com-desempenho_6.html
PS - Em 2018 a OCDE divulgou um relatório de avaliação do sistema científico, de ensino superior e de inovação em Portugal. Entre as recomendações desse relatório, encontra-se não só a possibilidade dos Politécnicos poderem atribuir o grau de doutoramento (caso cumpram certos requisitos científicos) mas encontra-se também uma pouca falada recomendação critica, no sentido das universidades evitarem ter oferta académica em sobreposição à oferta do ensino Politécnico. Assim sendo pergunto, será que o facto das universidades andarem "viciadas" em investigação aplicada, que não faz parte da sua missão natural (que consiste em investigação "fronteira" envolvendo multidisciplinaridade, transdisciplinaridade ou interdisciplinaridade), não prejudica a missão do ensino superior ?


