sábado, 16 de julho de 2022

O queque Presidente que tem medo que lhe acabem com a mamata

 


Na sequência do tal artigo do Expresso, vide post acima, que divulgou um estudo sobre as fortunas milionárias ganhas pelos juizes dos tribunais arbitrais, uma conhecida professora universitária da Universidade Nova (que tem no currículo o hábito de dizer coisas que deixam conhecidos parasitas com os cabelos em pé) afirmou ontem que muito estranhou a reacção desbragada do qeque Presidente do CAAD (curiosamente, o único emprego que aquele teve na vida) relativamente às conclusões do referido estudo https://www.publico.pt/2022/07/15/opiniao/opiniao/arbitragem-fiscal-privada-bem-paga-avessa-escrutinio-2013748

A mim porém essa reacção não me causa qualquer supresa, na justa medida em que se neste desgraçado país, houvesse políticos com um mínimo de integridade, já há muito que tinham aprovado legislação para que o Estado Português não pudesse ter casos julgados nos "tribunais" particulares, onde por regra é condenado a pagar inúmeros milhões de euros, que acabam por sair do bolso dos contribuintes e por conta disso os lucros do CAAD (e os rendimentos do seu Presidente) seriam muito menores. 

PS - E o que pensar a propósito da frase de um antigo Bastonário da Ordem dos Advogados que afirmou que os tribunais arbitrais são usados para "legitimar atos de corrupção"https://expresso.pt/sociedade/tribunais-arbitrais-usados-para-legitimar-atos-de-corrupcao=f799075

Obrigar os doutorados a prestar um juramento de integridade científica



Há pouco tempo atrás, vide post no link acima, elogiei a França por ser o país onde a justiça é corajosa e implacável (o que também significa que os catedráticos de Direito Penal daquele país não tem ilusões sobre a maldade humana) ao ponto de exigir que um ex-Primeiro-Ministro, que colocou os seus interesses pessoais à frente dos interesses públicos que jurou defender, fosse implacavelmente condenado a uma pena de cadeia efectiva  (o que é quase o mesmo que dizer que arrisca ser premiado na lotaria das violações anais que ocorrem em muitos estabelecimentos prisionais europeus e dos EUA e não só nas prisões da África do Sul, como recentemente se ficou a saber pelo caso do ex-Banqueiro Rendeiro)  e agora também não me resta outra alternativa, que não seja a de voltar a elogiar a França por conta da sua recente (e quase revolucionária) decisão de obrigar a que os novos doutorados tenham de prestar um juramento de integridade científica no dia da defesa da sua tese https://www.science.org/content/article/france-will-require-ph-d-s-take-research-ethics-oath 

Não que eu tenha qualquer ilusão sobre as consequências "milagrosas" de um tal juramento, mas ainda assim e mesmo que o referido juramento não consiga diminuir o número daqueles cientistas com uma ética muito rasteira https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/um-cientista-de-etica-muito-rasteira-e_2.html cuja existência também se fica a dever a razões, que foram analisadas num artigo que recebeu centenas de citações e cujo primeiro autor é um engenheiro civil (embora esse seja um problema residual nessa área científica mas seja particularmente agudo em áreas científicas como as ciências biomédicas)  pode ainda assim, pelo menos ajudar a colocar mais "pressão" sobre os mesmos, contribuindo assim para reduzir o seu sentimento de impunidade absoluta. 

PS - Neste contexto, também seria benéfico que as bases de dados indexadas tomassem a decisão de separar os artigos "despublicados" por conta de uma tipologia que hierarquizasse a gravidade do motivo ligado a essa "despublicação", como anteriormente já tinha sugerido, nos dois posts abaixo de Maio e Junho, para que não se misturem razões graves com razões inócuas que não prejudicam a ciência, assim contribuindo para branquear as primeiras, o que seria equivalente, passe o paralelo e o desconto das devidas distâncias, a colocar no mesmo saco o abuso sexual de uma criança e uma infracção por conta de um veículo mal estacionado: