sábado, 17 de dezembro de 2022

Catedrático lamenta o mau desempenho de Portugal no ranking da inovação mundial


O conhecido catedrático jubilado Vital Moreira, lamentou-se ontem no seu blogue, num post com o elucidativo título "Assim não vamos lá: Insuficiente inovação", sobre o facto de Portugal aparecer somente na 32ª posição do ranking dos países mais inovadores do mundo. 

O post do referido catedrático, sendo bastante telegráfico, pecou por não ter referido, que a Suíça, o país que aparece no 1º lugar, há 12 anos consecutivos, gasta em investigação, por habitante, 500% a mais do que Portugal (e possui universidades que pagam a um professor-auxiliar um valor entre 10.000 e 16.000 euros/mês, já os catedráticos considerados excepcionais podem ganhar mais de 22.000 euros/mês), pelo que a sua classificação não constitui grande surpresa, como há pouco tempo também já se tinha constatado, pela sua liderança num outro importante ranking (onde Portugal, desgraçadamente, aparece abaixo do Chipre).

Também sem qualquer surpresa, a Estonia, o país que possui um PIB/capita similar ao de Portugal, mas gasta em investigação, por habitante, 200% a mais do que gasta o nosso país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/governo-da-estonia-envergonha-governo_26.html aparece no referido ranking, bastante acima de Portugal, na posição 18.

PS - Talvez não fosse má ideia que este Governo (e outros antes dele) conseguissem aprender a lição que há poucos anos se podia ler num artigo publicado na revista The Economist e que se resume da seguinte forma "tech is the path to power"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

How Much Longer Will China Tolerate Russia's Theft of 1 Million km² ?

 

In a preceding post dated May of this year, I revisited historical Russian invasions of Chinese territory, citing instances in 1894, 1945, and 1969. https://pachecotorgal.com/2022/05/02/the-childish-opinions-of-a-genius/ However, in that discussion, I neglected to mention a pivotal event of even greater territorial consequence: the 1860 Russian annexation of the Amur region. This imperial land grab resulted in China’s loss of nearly 1 million square kilometers of its sovereign territory.

This territory is nearly ten times larger than the portion of Ukraine currently under Russian occupation. More strikingly, it surpasses the landmass of Taiwan by almost 30 times. In practical terms, this means that for China to fully restore its territorial integrity, it would need to reclaim an expanse equivalent to 29 Taiwans—an evocative and symbolic measure that extends far beyond the well-known territorial dispute in the South China Sea.

The critical question remains: why has China not yet formally demanded the return of these vast territories that were seized in such an overtly imperialistic and unscrupulous manner? Could it be that Beijing is waiting for an opportune moment—perhaps allowing Russia to exhaust its military and economic resources in the ongoing war in Ukraine—before asserting its historical claims?

PS - A few months back, I referenced Yuval Noah Harari's insights into Russia's substantial economic reliance on oil and gas https://pachecotorgal.com/2022/10/31/putin-and-irony-will-turn-russia-into-a-beggar-country-again/ Once again, credit is due (in abundance) for his recent article in The Atlantic, emphasizing the significance of the New Peace. https://www.theatlantic.com/ideas/archive/2022/12/putin-russian-ukraine-war-global-peace/672385/

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

O Procurador-geral adjunto que dá dores de cabeça ao Governo e os autarcas corruptos que recusam abandonar as câmaras municipais

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/direito-penal-do-amigo.html

O tal corajoso Procurador-geral adjunto jubilado, que colocou a nu a falsa estratégia anti-corrupção deste Governo e que eu já tinha mencionado num post anterior, acessível no link acima, volta novamente na revista Sábado, a partir a loiça, desta vez para a apontar o dedo aquilo que ele designa por "soberano desprezo" pela recuperação de activos, leia-se pela apreensão do produto dos crimes, para assim evitar que os criminosos possam beneficiar deles. O referido Procurador-geral adjunto, vai até mesmo ao ponto de sugerir que a avaliação dos magistrados deve passar a levar em linha de conta esta questão. 

Sobre a mesma questão entendo pertinente relembrar aquilo que escrevi há alguns meses atrás, no final de um post sobre a melhor forma de arranjar dinheiro para financiar a investigação, as universidades ou o sector da saúde"...o nosso Ministério Público só conseguiu apreender (leia-se congelar) nos últimos 5 anos um valor miserável que representa menos de 1% das actividades criminosas (o valor efectivamente declarado perdido a favor do Estado no final do julgamento é apenas 0.01%)" 

Porém talvez esse inconseguimento do Ministério Público se fique a dever à acção altamente perniciosa dos senhores deputados, que parecem apostados em garantir que, os criminosos fiquem com dinheiro suficiente nas suas contas bancárias, para poderem contratar aqueles advogados que se fazem pagar a 200 euros/hora. 

PS - Nem de propósito, na mesma edição da revista Sábado, há um vergonhoso artigo de 4 páginas, sobre vários autarcas que foram condenados por corrupção, mas que recusam abandonar as câmaras municipais, o que mostra que neste país o crime compensa. Muito pior do que isso, trata-se afinal da melhor prova, que como afirmou a conhecida Procuradora Maria José Morgado, no nosso país a corrupção beneficia da proteção da lei.