segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

A scientometric support tool to help grant reviewers



Still following a previous post (link above) about a presentation by Vladlen Koltun, Distinguished Scientist at Apple, (formerly Chief scientist at Intel and prior to that was Professor at Stanford University) check the paper recently published in Plos One, which analyzes a scientometric support tool used in Hungary since 2020, to help grant reviewers:
"Comparing the scientific output of different researchers applying for a grant is a tedious work. In Hungary, to help reviewers to rapidly rank the scientific productivity of a researcher, a grant decision support tool was established and is available at www.scientometrics.org. In the present study, our goal was to assess the impact of this decision support tool on grant review procedures" 

Uma importante e valiosa ferramenta de apoio à decisão para ajudar os avaliadores de projectos de investigação



Ainda na sequência do post anterior, acessível no link acima, onde se comentou a inusitada tentativa Portuguesa (leia-se uma experiência falhada) de tentar avaliar unidades de investigação, sem recurso a métricas, e que muito ironicamente acabou por resultar numa avaliação, em que os avaliadores, desprezando o que dizia o regulamento, se socorreram das métricas que eram mencionadas nos relatórios de auto-avaliação, é pertinente divulgar o facto de há poucas semanas atrás ter sido publicado um artigo na revista Plos One, o qual analisa uma ferramenta de apoio à decisão, baseada em métricas, que desde 2020, é utilizada na Hungria, para ajudar os avaliadores de projectos de investigação:  https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0280480

Sobre métricas também é importante recordar a posição de uma catedrática da universidade de Oxford, posição essa que eu já tinha divulgado num post anterior, o qual terminava com uma questão que novamente reproduzo: 
"Será que é do melhor interesse da ciência Portuguesa e de Portugal, arriscar perder esses jovens investigadores, gastando importantes verbas públicas, somente para que os avaliadores internacionais, possam corroborar in loco, uma irrelevância científica, que as métricas já demonstram de forma bastante clara ?" 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Presidente da comissão de avaliação do ensino superior vaticina a fusão e até mesmo o fecho de instituições

 

O conhecido catedrático jubilado Alberto Amaral, doutorado pela prestigiada universidade de Cambridge, que foi Reitor da Universidade do Porto, e posteriormente Presidente da A3ES, mandato durante o qual deu uma grande ajuda ao nosso país, no respeitante a livrar-se de muito do lixo "superior" (leia-se cursos "superiores" da treta leccionados em instituições da treta, criadas durante o Cavaquismo) vem hoje na sua qualidade de Presidente da recém criada comissão de avaliação do ensino superior, alertar para a inevitável redução do número de candidatos ao ensino superior, que ocorrerá ao longo da próxima década:
"Entre 2020 e 2035, haverá uma quebra na zona norte de 26% dos jovens entre os 18 e os 29 anos...os estudantes estrangeiros não serão suficientes para colmatar esta diminuiçãohttps://www.publico.pt/2023/02/02/sociedade/noticia/reducao-jovens-levar-fim-fusao-instituicoes-ensino-superior-2037318  

Além de aventar a hipótese de fecho de algumas instituições e fusão de outras, como por exemplo dos Politécnicos, de Portalegre, Beja e da universidade de Évora, o referido catedrático jubilado Alberto Amaral, lembra que na Austrália, país que teve de lidar com um fenómeno similar, o Governo Australiano, recusou financiar as instituições que tivessem menos de 2000 alunos, como forma de as forçar as fundirem-se entre si. No artigo do jornal Público pode ler-se que a par da referida diminuição, haverá porém um aumento de jovens, no Algarve e na zona de Lisboa. 

A lógica subjacente, e que me parece inatacável, é que haja lugar a uma concentração de recursos para evitar desperdícios. Sucede porém que neste tema particular eu tenho ideias radicalmente diferentes das do referido catedrático. É verdade que eu também defendo extinções e fusões de instituições de ensino superior, porém não no Interior de Portugal, mas relativamente aquelas que se localizam na esbelta faixa Litoral. 

Quanto a fusões, a primeira e a mais urgente delas todas, será a fusão da universidade Nova com a universidade de Lisboa https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/12/fusao-da-universidade-nova-com.html Seguidamente devem extinguir-se os Politécnicos do Porto e de Lisboa, porque o ensino superior politécnico, no século XXI, faz sentido, principalmente num contexto de desenvolvimento regional. Assim, o primeiro será integrado na universidade do Porto e o segundo na universidade que resulta da fusão das duas supracitadas. 

Quanto aos argumentos a utilizar pelo Governo Português, para forçar essa mudança e ao contrário do argumento relativo a um número mínimo de alunos, que foi utilizado pelo Governo Australiano, deve priorizar-se o argumento do prestigio da deslocalização. Isto é, o Tribunal Constitucional recusou sair de Lisboa porque qualquer localização fora de Lisboa era desprestigiante, então o Governo deve declarar  que as instituições de ensino superior público, que usufruem do privilégio de uma localização prestigiada, deixarão de contar com qualquer financiamento público. 

Isso permitirá poupar várias centenas de milhões de euros, que serão muito úteis a financiar as instituições localizadas em lugares desprestigiantes e bem assim também a financiar lugares de investigação nessas instituições, que eu já tinha sugerido aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/universidades-e-politecnicos.html Mas note-se que o deve fazer também por uma razão científica, porque priorizar o financiamento de instituições localizadas fora de Lisboa, é criar condições para aumentar o aparecimento de Portugueses excepcionais, pois é sabido, que 16 dos 18 "moradores" do Panteão Nacional, nasceram todos fora de Lisboa. 

PS - É importante recordar que o catedrático jubilado Alberto Amaral, é o mesmo que há poucos anos "trucidou" aqueles como a Reitora da Universidade Católica que são incapazes de distinguir um ranking rigoroso de um ranking da treta https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/presidente-da-a3es-explica-pela-segunda.html E também o mesmo que muito antes disso, teve a coragem de "malhar" nos cursos de Direito, quando escreveu que as unidades de investigação dessa área científica, ao contrário de outras, não estavam habituadas a ser avaliadas https://www.docdroid.net/Yp8Y6wl/presidente-a3es.pdf  O certo é, que só depois disso é que os cursos de Direito mudaram de vida, e agora até já há dois deles (da Universidade do Minho e da Universidade do Porto) que conseguem produzir o suficiente para aparecerem no conhecido ranking Shanghai por áreas  https://www.docdroid.net/KCxBxFl/2022-portugal-no-ranking-shanghai-pdf