É verdade que o comunista-chefe, Álvaro Cunhal, que jurou que se dependesse dele
Portugal nunca sequer teria eleições, não conseguiu fazer de Portugal a Cuba da Europa, porém e mesmo já depois de ter partido deste mundo, deixou por cá muitos adeptos da sua pouco democrática filosofia de vida. E isso é bem patente nas universidades portuguesas, onde ainda há quem produza muito pouco, mas mesmo assim consiga ganhar mais do que quem produz muito, um sistema anacrónico, que como todos os sistemas comunistas, premeia a inércia e incentiva a preguiça
https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/quanto-e-que-portugal-perde-com-um.html
É assim sem surpresa que li a noticia que ontem fez capa no semanário Nascer do Sol, que revelou que um professor auxiliar da universidade Nova de Lisboa, de seu nome José Neves, autor de lindas publicações com títulos como "
Álvaro Cunhal e o Princípio da História" ou "
Entrevista com Boaventura Sousa Santos - O intelectual de retaguarda", achou boa ideia
denegrir a conhecida NovaSBE, precisamente a unidade orgânica daquela universidade, mais lucrativa (leia-se a que menos precisa do dinheiro dos contribuintes) e também aquela com a
menor percentagem de endogamia, entre todas as unidades orgânicas de todas as universidades Portuguesas, onde os professores não são contratados por serem amigos e conhecidos "
da casa", e muito menos por serem boys e girls com currículo exclusivamente partidário
https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/03/novo-estudo-da-dgeec-revela-que.html
Aditamento em 11 de Outubro - Fui hoje contactado por email pelo supracitado Professor Auxiliar José Neves, que afirmou não ser verdade que ele não tenha criticado aquilo que ocorreu na unidade do professor Boaventura Sousa Santos: "Para que fique claro, tenho muita estima intelectual pelo Boaventura Sousa Santos (de resto, o cientista social português com maior impacto mundial) e mais ainda pelo trabalho do CES. Mas não é isso que me impede de me pronunciar (sem prejuízo da presunção de inocência) sobre as questões de assédio que terão ocorrido naquela instituição. Fui, de resto, o único diretor de uma unidade de investigação a fazê-lo..."