quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

A catedrática cara da vergonha ou antes da falta de vergonha ?

 

Acompanho, em género, número e grau, as contundentes (mas justas) criticas, hoje feitas pelo catedrático jubilado Vital Moreira no seu blogue, contra o catedrático António Mendonça (imagem acima), desavergonhado, ex-Ministro do famigerado Governo de José Sócrates (que levou Portugal à bancarrota), e que agora na qualidade de Bastonário da Ordem dos Economistas, se anda a queixar publicamente da recente revisão do regime jurídico das ordens profissionaishttps://causa-nossa.blogspot.com/2023/12/corporativismo-56-ordens-profissionais.html

Declaração de interesses - Declaro que no final do passado mês de Novembro, produzi um post que parece ter deixado muitos economistas com os cabelos em pé, inclusive o famoso Presidente e Vice-Presidente disto tudo, o catedrático da Universidade Nova, António Nogueira Leite, que no passado dia 1 de Novembro, teve a infeliz e patética ideia, de se ir lamentar, para a conhecida rede social X (ex-Twitter), sobre o conteúdo do referido post https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/porque-serao-os-engenheiros-tao.html

Researchers - Three relevant and timely questions on triple taxonomy


I am sharing below the content of an email that I sent to two co-authors of a recent article published in a reputable Elsevier journal:

Dear Colleagues Yeonsoo Park and Dukrok Suh,

first of all my congratulations on your interesting study that was put online on December 17 in the journal Technological Forecasting and Social Change, titled “How are ‘Pasteur researchers’ formed and what contributions do they make? A case study of a research institute in Korea”.

I couldn't help but notice the absence of the term "serendipity" in your paper, a pivotal element in scientific breakthroughs. Heinström & Sormunen https://pachecotorgal.com/2022/11/14/serendipity-in-science-and-the-stalling-of-the-scientific-progress/or could it be that you have used “Bohr researchers” type as per Stokes taxonomy as a proxy of serendipity ?

I also noticed that you give a lot of importance to patents. Could that mean that you are not aware of the fact that "Patents seem to have no clear effect on economic growth in the panel supporting new insights by Sweet and Eterovic (2019)"https://pachecotorgal.com/2022/04/06/european-commission-officials-claim-theres-an-unhealthy-obsession-with-patents/or on the fact that last year an article in The Economist showed that millions of patents are just intellectual junk ? https://pachecotorgal.com/2022/08/31/the-economist-the-inventors-whose-patents-are-worth-billions/

By the way, about what constitutes the most efficient method for financing scientific endeavors (with maximum impact) have you read the article that was recently published in The Economist's edition “The World Ahead 2024”. ? https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/the-economist-world-ahead-2024what-is.html

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Será que os docentes e investigadores, que mais tem contribuído para impedir que Portugal faça má figura, não mereciam, no mínimo, que o Estado lhes pagasse parte daquilo que todos os anos deixa de lhes pagar ?



Ainda na sequência do post anterior, acessível no link supra,  lista-se abaixo o desempenho de várias instituições de ensino superior Portuguesas, relativamente à produção absoluta de livros indexados na Scopus, durante o triénio 2021-2023 e ainda durante o biénio 2022-2023, somente para aquelas instituições de ensino superior que tenham produzido pelo menos 3 livros indexados. 

Triénio 2021-2023
ULisboa.........................70 livros indexados
U.Aveiro........................62
U.Nova..........................54
U.Coimbra....................48
U.Minho........................40
U.Porto..........................39
ISCTE...........................22
IPPorto..........................21
U.Madeira......................9
U.Évora..........................8
UBI................................7
UALG............................5
IPSetúbal........................5
IPCoimbra......................5
IPCA..............................3
IPSantarém....................3
IPViseu..........................3
IPBragança....................3

Biénio 2022-2023
U.Aveiro.......................47 livros indexados
U.Lisboa.......................46
U.Nova..........................37
U.Coimbra....................32
U.Porto.........................29
U.Minho.......................24
IPPorto.........................16
ISCTE..........................12
UMadeira......................9
UBI...............................4
UALG...........................4
IPCoimbra....................4
U.Évora........................4
IPCA.............................3
IPBragança...................3

No presente contexto é pertinente recordar que no triénio 2021-2023, a Universidade de Oxford, que recorde-se tem menos docentes do que a universidade de Lisboa, produziu 431 livros indexados, mais do que todas as instituições de ensino superior Portuguesas juntas. Na verdade quando se compara toda a produção científica global, indexada na base Scopus, entre o Reino Unido e Portugal, para o período 2020-2023, descontadas as diferenças populacionais, isto é em termos de publicações por milhão de habitantes, chega-se à conclusão que o Reino Unido leva uma vantagem absolutamente mínima de 2,2%. Porém quando a comparação é feita analisando somente os livros indexados, então constata-se que o Reino Unido, leva uma vantagem de 240% !!!

É claro que não deveria ser necessário recordar, que os livros adquiriram nas últimas décadas uma importância acrescida, pois como divulguei em 2018, a Ciência tornou-se refém de um dilúvio de publicações avulsas (e irrelevantes), havendo por isso necessidade de "parar" para analisar o que é que a Ciência efectivamente já produziu, condição fundamental para evitar que haja quem ande a perder tempo (e dinheiro) a tentar inventar a roda: "…science has become stifled by a publication deluge destabilizing the balance between production and consumption....” e também o fiz posteriormente em Outubro de 2021, divulgando um estudo baseado em 90 milhões de artigos, que confirmou o referido dilúvio  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/the-deluge-of-papers-is-obstructing_13.html e novamente o fiz em Novembro desse mesmo ano, recordando as palavras do prestigiado cientista, Vladen Koltun, "Koltun clearly states that researchers should publish less and also asserts that metrics should play a pivotal role in mitigating publication inflation". 

PS - E será que os docentes e investigadores, que mais tem contribuído para impedir que Portugal faça ainda mais má figura, face ao supracitado desempenho do Reino Unido, não mereciam, no mínimo, que o Estado Português lhes pagasse pelo menos uma parte, daquilo que todos os anos deixa de lhes pagar  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/04/a-peticao-pela-valorizacao-dos-salarios.html ou será que aquilo que eles fazem, vale muitíssimo menos, do que os extraordinários serviços prestados à pátria, pelos políticos que recebem subvenções vitalícias,  como o Dr. Armando Vara, que aufere uma pensão de 8551 euros/mês, sendo 3961 euros correspondentes aos descontos que realmente efectuou para a merecer e 4590 euros respeitantes à subvenção vitalícia ?