segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

O estudo sobre a qualidade dos diplomados de 48 países e a hipótese da rebeldia

 

Através do post acessível no link acima divulguei no mês passado algumas declarações de um catedrático de engenharia da universidade do Porto, (nada modesto e até saudavelmente rebelde atenta a forma feroz como publicamente criticou a estratégia "mineradora" deste Governo)  relativamente à elevada capacidade do seu grupo de investigação para fomentar a criação de empresas tecnológicas  lideradas pelos seus antigos alunos, que são essenciais para o crescimento económico do nosso "pobre" país.

Nessa sequência é pertinente referir que há poucos dias atrás foi colocado um post no blog da prestigiada London School of Economics- LSE (uma instituição nada modesta que na sua página se vangloria de ter 18 prémios Nobel entre professores e antigos alunos) que divulgou um estudo recente sobre qualidade dos diplomados de 2873 universidades distribuídas por 48 países, estudo esse que concluiu que os diplomados saídos das melhores universidades mostram uma predisposição muito maior para criarem empresas  https://blogs.lse.ac.uk/businessreview/2024/02/21/in-the-global-race-for-talent-graduates-from-high-ranked-universities-come-out-on-top/

No contexto supra faz sentido perguntar, será que as melhores universidades deste Planeta são também aquelas que possuem um maior número de professores rebeldes ?

PS - Sobre a referida hipótese revisite-se o post "O imperativo e urgente dever moral de fomentar a rebeldia científica" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/o-dever-moral-de-fomentar-rebeldia.html

domingo, 25 de fevereiro de 2024

A eternamente adiada criminalização do enriquecimento ilícito (que nos empobrece) e os juízes preguiçosos



Foi no feriado do dia 1-11-2019, que pela primeira vez mencionei num post do meu primeiro blogue (acessível no link acima) a nova ferramenta jurídica Britânica para esvaziar os bolsos dos burlões, vigaristas e corruptos, designada por "Unexplained Wealth Orders". 

Depois disso voltei a fazê-lo várias vezes, como por exemplo em Outubro de 2020 citando um artigo da prestigiada revista The Economist onde se ficava a saber sobre o caso de um refinado malandro, que não conseguiu explicar de onde lhe veio a gorda fortuna imobiliária e por conta das  "Unexplained Wealth Orders" não teve outro remédio senão entregar às autoridades Britânicas, 45 propriedades no valor de 12.9 milhões de librashttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/a-nova-ferramenta-juridica-britanica.html

Porém e apesar de Portugal ser desgraçadamente um país fértil em malandros que ficam ricos do dia para a noite, sendo que muitos deles se dedicam à politica, vide post de título "Presidente do sindicato dos juízes escreve sobre os que enriqueceram na política e se andam a rir de todos nós" nunca li nada na imprensa Portuguesa a respeito dessa eficaz ferramenta jurídica Britânica.

Eis porém que esta Sexta-Feira, o semanário Expresso publicou um artigo da nada meiga constitucionalista Teresa Violante, onde (finalmente) aquela escreve sobre a criminalização do enriquecimento ilícito e menciona as tais Unexplained Wealth Orders. Como se costuma dizer mais vale tarde do que nunca. Resta agora saber quantos anos faltarão para que Portugal consiga aprovar uma lei que consiga produzir os mesmas resultados da tal ferramenta jurídica Britânica ?


É claro que também pode suceder que eu esteja a ser muito pessimista e que haja um milagre e um futuro Governo decida aprovar, não só essa lei, como também uma outra, não menos necessária, sobre a delação premiada, o que a suceder nos aproximaria da Suécia, vide post scriptum do post  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/o-que-falta-portugal-para-ser-como.html

PS - A supracitada constitucionalista (e também investigadora), Teresa Violante, é a mesma que num artigo do jornal Público apelidou de preguiçosos os juízes do Tribunal Constitucional  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/investigadora-acusa-juizes-do-tribunal.html

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Adapt or become Irrelevant: Scientists urged to become Influencers as AI alters the fabric of scientific communication


Continuing from the discussion on January 25 about the post titled "AI has radically changed the core university business, shifting focus from teaching and publications to “assessment, curation, and mentoring"  it is noteworthy that a recent entry on the "Perceiving Systems Blog" seeks into the theme of "Scientific communication in the age of influencers."

Authored by a pioneering Computer Vision group at the Max Planck Institute for Intelligent Systems in Tübingen, Germany, this blog post weaves historical parallels, such as the contrasting experiences of Newton and Leibniz, to emphasize the timeless significance of effective communication in the realm of science. The post navigates the transformative landscape of technology-driven platforms, marking a substantial shift in the dissemination of scientific knowledge. It underscores the pivotal role played by social media in constructing and enhancing the scientific reputation of researchers. The post highlights the urgent need for scientists to proactively advocate for their research endeavors, illuminating the discernible shift from traditional editorial avenues: