quinta-feira, 27 de junho de 2024

É preciso acabar com todos os "políticos"



O extracto supra foi retirado de um post do dia 17 de Dezembro de 2023 e nele se pode ler que na França há políticos que não conseguem perceber qual o verdadeiro e único motivo que os elegeu. Por uma estranha coincidência, aquilo que se passa na França, passa-se também em muitos outros países, incluindo Portugal, a grande diferença entre o nosso desgraçado país e a França é que por cá os políticos conseguiram algo absolutamente impensável, foi tornar quase impossível a sua condenação, quando cometem crimes de corrupção ou de tráfico de influências, a fazer fé nos corajosos testemunhos do Procurador Geral Adjunto Euclides Dâmaso e da Procuradora Geral Adjunta Maria José Morgado. Situação essa agravada pelo facto do PS e o PSD pretenderem concretizar um velho sonho molhado de Sócrates (e de toda a classe politica), o de partir a espinha ao MP, legislando no sentido de dificultar ao máximo que os Procuradores façam escutas aos Ministros. 

Seja como for, é possível que uma das origens do problema pelo qual os políticos não percebem o verdadeiro e único motivo que os elegeu, está precisamente na palavra "político", que talvez tivesse uma conotação positiva na Grécia Antiga, mas que agora é sinónimo de aristocratas que gozam de uma impunidade quase absoluta. Assim sendo, seria extremamente positivo, que a referida palavra fosse doravante banida e substituída por "Serviçais da Causa Pública", para que dessa forma, os eleitos consigam perceber efectivamente e sem dúvida alguma em que consiste afinal a natureza do seu trabalho. Eleito para Servir. 

quarta-feira, 26 de junho de 2024

O catedrático Português, campeão nacional absoluto de cartas aos editores de revistas

 

A plataforma Scopus indexa vários tipos de publicações, quando se "olha" para as mais de meio milhão de publicações científicas com afiliação Portuguesa, rigorosamente 526427, constata-se que elas se distribuem da seguinte forma:

  • Article............................66%
  • Conference paper..........18%
  • Review............................6%
  • Book chapter..................5%
  • Editorial.........................2%
  • Letter..............................1%
  • Book...............................0.4%
  • Quando a análise se restringe somente às publicações do tipo Letter, constata-se que há um académico em Portugal que possui 148 (em média, quase uma dúzia de cartas a cada ano, ao longo da última década), o que faz dele o campeão nacional, muito longe do segundo classificado, que também possui um elevado número de "Letters" e que por uma estranha coincidência também trabalha na mesma universidade. O referido campeão nacional, é catedrático de medicina na universidade do Porto e omito o seu nome porque é fácil saber quem é, repetindo a rápida pesquisa que eu próprio fiz. 

    terça-feira, 25 de junho de 2024

    Um sádico Português que anda disfarçado de campeão nacional absoluto da empatia

    No dia 23 de Junho e após ter tomado conhecimento, através de um artigo no caderno principal do Expresso, que uma corajosa juíza de instrução, se mostrou preplexa pelo facto do Ministério Público não ter tido coragem para constituir arguido o Presidente Marcelo, no caso da famosa cunha do seu filho Dr. Nuno, critiquei esse caso de forma pouco suave aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/06/como-ajudar-o-deputado-andre-ventura.html

    No dia 24 de Junho, um conhecido comentador, de nome Daniel Oliveira, também comentou esse caso, tendo a propósito do mesmo formulado uma interessante hipótese, que por conta das redes sociais, todos nós nos vamos tornando sociopatas, ele sendo a excepção. É verdade que ele não tem qualquer formação académica em psicologia (ou qualquer outra área, pois na sua página na Wikipedia pode ler-se que ele nem sequer terminou a licenciatura) pelo que essa hipótese vale o que vale. Muito pouco, principalmente porque incluída num texto, cujo único objectivo foi o de atacar o deputado André Ventura. Porém se o mesmo André Ventura (que há muitos anos é ódio de estimação do referido Daniel Oliveira) tivesse metido uma cunha para que algum dos seus familiares, a contas com alguma doença altamente penosa, e tivesse um tratamento de favor, passando por cima de listas de espera do SNS, dificilmente se veria o mesmo Daniel Oliveira a falar de falta de empatia. Especialmente irónico é ver alguém dar lições de sociopatia, quase como se ele fosse o Português mais empático deste país, quando na verdade e muito irónicamente, ele partilha algo sádico, com o deputado André Ventura, ambos gostam de ver touros a sangrar. 

    Quando se pergunta ao modelo de IA Generativa Microsoft Copilot, quais são os testes, que de forma rápida podem "despistar" a sociopatia, ele sugere vários, incluindo um designado Teste do Espectro da Personalidade Antissocial (Deenz), baseado em 24 questões, que eu próprio testei, apresentado os resultados na imagem que inicia o presente post. A minha mulher, com quem estou casado há mais de 25 anos, confirma esse agressivo diagnóstico. 

    Declaração de interesses - Declaro que há mais de 5 anos critiquei o supracitado comentador Daniel Oliveira por conta das suas infelizes declarações sobre o PAN, no post intitulado “O PAN é mais perigoso do que o Estado Islâmico, o ébola e o antrax”. Declaro também que no que respeita a touradas a minha posição é muito clara, há vários anos, sendo similar à do Vital Moreira e à do Pacheco Pereira, as touradas servem apenas para "satisfação sádica das massas".

    PS - Ainda sobre touradas, reproduzo abaixo um resumo de um artigo que foi publicado numa revista científica de psicologia,  o qual mencionei num email que no dia 29 de Junho de 2018, enviei para uma mailing lists de milhares de colegas do ensino superior, o título desse email era "ERC__Sexo, sadismo, sangue e morte": 

    AbstractBullfighting, as a spectacle, provides a special frame for projections, externalizations, and identifications. The central appeal of bullfighting is sadistic gratification, which seems to be of a mostly parricidal nature. The public experiences intense ambivalence toward the protagonists of the fight, who exert attraction for the id as well as for the superego. The existence of intrasystemic conflicts is pointed out. The history of bullfighting reflects the evolution of collective compromise formations between the fulfillment of sadistic drives…"

    https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/21674086.1994.11927407?journalCode=upaq20