quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Egoísmo e Ignorância: Estudo internacional revela como é que Portugal se compara com a Austrália, a França e a Espanha

 


No passado mês de Março do corrente ano, divulguei um estudo, vide post acessível no link supra, no qual participaram cientistas de universidades de 15 países, incluindo dos EUA, Reino Unido e Alemanha, os quais propuseram três linhas estratégicas de combate ás alterações climáticas, sendo que a primeira, delas passa por uma "transição gradual para uma dieta à base de plantas e a eliminação progressiva da pecuária industrializada". 

No referido contexto aproveito para divulgar um outro estudo, muito mais recente, levado a cabo por investigadores Espanhóis e Australianos, que foi publicado no passado mês de Junho na revista científica Food, Culture and Society. Nesse estudo, foram analisados os comportamentos de quatro países, Austrália, França, Espanha e Portugal, entre 2004 e 2023, relativamente à forma como as populações daqueles países mostram maior ou menor apetência pela procura de informações online sobre uma alimentação à base de plantas. 

O artigo em causa contém várias figuras e tabelas, mas reproduzo acima apenas a primeira, onde é possível constatar, que Portugal fica abaixo da Austrália, mas ainda assim acima da Espanha e da França, em termos de revelar um interesse superior pela referida dieta.  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15528014.2024.2351661#abstract

Declaração de interesses - Declaro que tenho um interesse particular no tema supra, pelo menos desde há quase uma década e meia, que posteriormente se traduziu em dezenas de posts, dos quais seleciono apenas três, um de 2019, outro de 2020, e um outro de 2022

PS - Quem não se pode dar ao luxo de ficar apenas pela pesquisa desse tipo de alimentação, são os membros da Academia, que tem especiais responsabilidades na adopção de comportamentos que minimizem as suas emissões de carbono  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/obrigacoes-morais-de-professores.html

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Universidade de Aarhus - Como reverter o declínio da inovação na investigação ?



Dando continuidade ao meu post anterior de 2 de Fevereiro, sobre a criatividade e as estratégias para inverter o declínio da inovação científica, aproveito para divulgar um recente artigo de investigadores da Universidade de Aarhus (Top 80 no ranking de Shanghai), o qual investiga os principais conceitos, antecedentes e implicações da criatividade na investigação. https://pure.au.dk/ws/portalfiles/portal/387784079/Note_on_creativity.pdf

É porém lamentável que os autores não tenham citado o livro Creativity in Science: Chance, Logic, Genius, and Zeitgeist, do Dean Simonton (membro do restrito grupo dos Scopus Highly Cited Scientists, h-index=56), livro esse que, não certamente por acaso, mencionei neste blogue há dois anos atrás https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/medindo-o-imensuravel-na-ciencia-da.html e que entretanto já conta com quase 500 citações na Scopus. O livro do Simonton desafia a noção simplista de que o progresso científico é impulsionado exclusivamente pela lógica ou pelo génio individual. Nele se defende a tese que a criatividade na ciência é moldada pela interação do acaso, pela lógica, pelo brilhantismo pessoal e também pelo contexto cultural. 

Para compensar a referida omissão é salutar encontrar, entre as obras referenciadas no tal estudo dos investigadores da Universidade de Aarhus, um interessante artigo altamente citado, com coautoria de Christoph Riedl, das conhecidas Univ Northeastern e Univ de Harvard, intitulado Looking Across and Looking Beyond the Knowledge Frontier: Intellectual Distance, Novelty, and Resource Allocation in Science. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Creativity in Research by Aarhus University



Following up on my February 2 post about creativity and strategies for reversing the decline in scientific innovation, I recommend exploring the recent publication by researchers at Aarhus University (Top 80 in the Shanghai ranking). This study delves into the key concepts, antecedents, and implications of creativity in research, offering valuable insights into how it can be effectively nurtured within the scientific community. https://pure.au.dk/ws/portalfiles/portal/387784079/Note_on_creativity.pdf

It’s unfortunate that the authors did not reference Creativity in Science: Chance, Logic, Genius, and Zeitgeist, a book I highlighted on this blog two years ago which now has nearly 500 Scopus citations. Authored by Dean Simonton, a distinguished member of the exclusive group of Scopus Highly Cited Scientists, the book challenges the simplistic notion that scientific progress is solely the result of logic or individual genius. Simonton argues that creativity in science is shaped by a dynamic interplay of chance, logic, personal brilliance, and the prevailing cultural zeitgeist. By integrating these elements, he offers a more nuanced and comprehensive understanding of how groundbreaking discoveries occur.

Notably, among the papers referenced in the study is a highly cited work co-authored by Christoph Riedl, affiliated with Northeastern University and Harvard University, titled Looking Across and Looking Beyond the Knowledge Frontier: Intellectual Distance, Novelty, and Resource Allocation in Science. This paper offers valuable insights into the complexities of assessing cutting-edge scientific research. It explores how intellectual distance and novelty interact with evaluator biases, providing crucial considerations for enhancing resource allocation in science.