sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Australia vs France: Altruism vs Ego ?

  

In March of this year, I shared a post about a groundbreaking study in which scientists from universities in 15 countries, including the USA, UK, and Germany, participated. They proposed three strategic actions to combat climate change, the first of which involves "...the gradual shift to a plant-based diet and global phaseout of industrialized animal agriculture".

In this context, I would like to share a much more recent study conducted by Spanish and Australian researchers, which was published in June in the journal Food, Culture and Society. The study analyzed the behavior of four countries—Australia, France, Spain, and Portugal focusing on how the populations in these countries show varying levels of interest in searching online for information about plant-based diets. The article shows that Australia ranks the highest and France the lowest, in terms of interest in adopting this altruistic, low-carbon diet. https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15528014.2024.2351661#abstract

Declaration of Competing Interests - I declare that I have had a particular interest in the above topic for nearly a decade and a half, which has since resulted in dozens of posts, of which I have selected only two: one from 2019, and another from 2020.

PS - Those who cannot afford to simply research this type of diet are the members of Academia, who have special responsibilities in adopting behaviors that minimize their carbon emissions  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/moral-obligations-of-university.html

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Egoísmo e Ignorância: Estudo internacional revela como é que Portugal se compara com a Austrália, a França e a Espanha

 


No passado mês de Março do corrente ano, divulguei um estudo, vide post acessível no link supra, no qual participaram cientistas de universidades de 15 países, incluindo dos EUA, Reino Unido e Alemanha, os quais propuseram três linhas estratégicas de combate ás alterações climáticas, sendo que a primeira, delas passa por uma "transição gradual para uma dieta à base de plantas e a eliminação progressiva da pecuária industrializada". 

No referido contexto aproveito para divulgar um outro estudo, muito mais recente, levado a cabo por investigadores Espanhóis e Australianos, que foi publicado no passado mês de Junho na revista científica Food, Culture and Society. Nesse estudo, foram analisados os comportamentos de quatro países, Austrália, França, Espanha e Portugal, entre 2004 e 2023, relativamente à forma como as populações daqueles países mostram maior ou menor apetência pela procura de informações online sobre uma alimentação à base de plantas. 

O artigo em causa contém várias figuras e tabelas, mas reproduzo acima apenas a primeira, onde é possível constatar, que Portugal fica abaixo da Austrália, mas ainda assim acima da Espanha e da França, em termos de revelar um interesse superior pela referida dieta.  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15528014.2024.2351661#abstract

Declaração de interesses - Declaro que tenho um interesse particular no tema supra, pelo menos desde há quase uma década e meia, que posteriormente se traduziu em dezenas de posts, dos quais seleciono apenas três, um de 2019, outro de 2020, e um outro de 2022

PS - Quem não se pode dar ao luxo de ficar apenas pela pesquisa desse tipo de alimentação, são os membros da Academia, que tem especiais responsabilidades na adopção de comportamentos que minimizem as suas emissões de carbono  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/obrigacoes-morais-de-professores.html

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Universidade de Aarhus - Como reverter o declínio da inovação na investigação ?



Dando continuidade ao meu post anterior de 2 de Fevereiro, sobre a criatividade e as estratégias para inverter o declínio da inovação científica, aproveito para divulgar um recente artigo de investigadores da Universidade de Aarhus (Top 80 no ranking de Shanghai), o qual investiga os principais conceitos, antecedentes e implicações da criatividade na investigação. https://pure.au.dk/ws/portalfiles/portal/387784079/Note_on_creativity.pdf

É porém lamentável que os autores não tenham citado o livro Creativity in Science: Chance, Logic, Genius, and Zeitgeist, do Dean Simonton (membro do restrito grupo dos Scopus Highly Cited Scientists, h-index=56), livro esse que, não certamente por acaso, mencionei neste blogue há dois anos atrás https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/medindo-o-imensuravel-na-ciencia-da.html e que entretanto já conta com quase 500 citações na Scopus. O livro do Simonton desafia a noção simplista de que o progresso científico é impulsionado exclusivamente pela lógica ou pelo génio individual. Nele se defende a tese que a criatividade na ciência é moldada pela interação do acaso, pela lógica, pelo brilhantismo pessoal e também pelo contexto cultural. 

Para compensar a referida omissão é salutar encontrar, entre as obras referenciadas no tal estudo dos investigadores da Universidade de Aarhus, um interessante artigo altamente citado, com coautoria de Christoph Riedl, das conhecidas Univ Northeastern e Univ de Harvard, intitulado Looking Across and Looking Beyond the Knowledge Frontier: Intellectual Distance, Novelty, and Resource Allocation in Science.