segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
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sábado, 14 de dezembro de 2024
Nepotismo catedrático: Ministro Fernando Alexandre propõe que os docentes e investigadores não possam ser contratados pelas instituições onde se doutoraram
Hoje o jornal Público revelou que o Governo pretende, talvez para celebrar os 50 anos da democracia Portuguesa, tentar aproximar, de forma muito suave, este país daquilo que há muito se faz noutros países, como por exemplo na Alemanha e nos EUA. É porém evidente que esta suave medida não vai passar, pela simples razão que afronta os catedráticos e catedráticas, donos da Academia, cujo grande sonho de vida, é poderem ser sucedidos nesse cargo pelos seus filhos e filhas. Não sou eu que o digo, foi um feroz magistrado aposentado, que em 2020, no seu blog, criticou essa "tradição" de forma veemente "Eppure...isto não deixa de ser vergonhoso e até indigno" https://portadaloja.blogspot.com/2020/02/a-licao-de-coimbra-e-italiana.html
Sobre a peregrina, mas ainda assim muito suave, proposta do Ministro Fernando Alexandre, entendo como pertinente relembrar, que em 2015 fui o primeiro subscritor de uma petição contra a viciação concursal associada à endogamia académica. De lá para cá e já passaram quase 10 anos, praticamente nada foi feito para tentar resolver o referido problema. Em 2017 foi publicado o primeiro Estudo da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, que confirmou que a Universidade de Coimbra é a campeã nacional da endogamia, estudo esse que na altura suscitou a indignação do Ministro Heitor, a qual porém, qual montanha que pariu um rato, se traduziu apenas na aprovação de uma tímida medida pela FCT, e que somente se aplica aos bolseiros de pós-doutoramento. Pessoalmente e em coerência com aquilo que defendi em 2015, na supracitada petição, entendo que a melhor forma de combater a endogamia académica, passa por alterar os júris dos concursos para que sejam integralmente constituídos por especialistas estrangeiros, como sucedeu nos concursos Investigador-FCT, uma hipótese alternativa, praticada nas universidades da Suécia, passa por convidar um professor de uma universidade estrangeira de topo, para eliminar os candidatos mais fracos e escolher os 2 ou 3 que passarão à fase final. Vide exemplo https://www.docdroid.net/ONpHyGk/review-by-aalto-university-expert-pdf
PS - Num post anterior de 2023, comentei de forma negativa o programa FCT tenure, nesse post abstive-me porém, porque entendi que era redundante fazê-lo, de criticar como realmente merecia um aspecto crucial do mesmo. Que esse programa, a coberto de alegadas piedosas intenções, conseguiu algo imperdoável, retirar à FCT a realização dos concursos, com recurso a especialistas estrangeiros, que constitui a sua principal mais valia, entregando-os às universidades e aos seus tradicionais júris caseiros, assim favorecendo a selecção dos investigadores mais subservientes, como há muito sucede nos concursos para a carreira docente, como foi confessado por um Reitor de uma universidade pública https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/reitor-diz-que-os-juris-academicos.html e vários anos antes já tinha sido denunciado por vários catedráticos, como por exemplo aqueles dois corajosos catedráticos da Universidade de Lisboa que foram mencionados aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/9-euros-e-quanto-custa-o-livro-sobre-os.html Em suma, o programa FCT tenure escancarou as portas ao nepotismo, consubstanciando uma vitória dos mais retrógrados e perniciosos interesses instalados da Academia Portuguesa, que terá como consequência mais evidente a saída de talento científico para outros países, onde a endogamia e o nepotismo catedrático não ditam as regras.
O livro mais citado de Portugal, a tese de doutoramento defendida na Universidade de Coimbra e a indisfarçada mas impotente, ambição da Universidade de Lisboa
Dear Christoph Völker,
Firstly, congratulations on your thought-provoking paper. I am reaching out to provide a minor comment regarding a statement in the introduction of your recent work: “The development of new cementitious binders low in calcium offers a promising solution, potentially reducing carbon dioxide emissions by 40- 80 percent while retaining structural properties comparable to conventional cement [2] “
I'd like to draw your attention to the Reference 2 you cited, which may include publications asserting that AAC is linked to substantial carbon emission reductions, up to 80%. However, it is crucial to note that such claims lack concrete evidence and are essentially tantamount to non-existence. Ouellet-Plamondon and Habert (2014) demonstrated that only a specific type of AAC, those without sodium silicate, exhibit significantly lower carbon footprints than Portland cement-based mixtures. Ouellet-Plamondon, C. ; Habert, G. (2014) Life cycle analysis (LCA) of alkali-activated cements and concretes. In Handbook of Alkali-Activated Cements, Mortars and Concretes, 663-686 (Eds) WoodHead Publishing-Elsevier, Cambridge
However, it is crucial to acknowledge that achieving high-strength AAC is contingent upon the use of sodium silicate. Consequently, realizing high-strength AAC with substantial carbon emissions reductions necessitates the utilization of waste-derived activators, an area still in its early stages of development. In this context, it is crucial to consider the insights provided by Van Deventer et al. (2012), who underscore the pivotal role of calcium in attaining elevated strength and durability in AAC. Paradoxically, Fernandez-Jimenez and Palomo (2009) have highlighted that the absence of expansive products resulting from alkali-silica reaction (ASR) is directly associated with low calcium content, implying that AAC with high calcium levels may be more susceptible to ASR.
Van Deventer, J.S.J.; Provis, J.; Duxson, P. (2012) Technical and commercial progress in the adoption of geopolymer cement”, Minerals Engineering Vol. 29, pp.89-104.
Fernandez-Jimenez, A.; Palomo, A., Chemical durability of geopolymers, In Geopolymers, Structure, Processing, Properties and Applications, Ed. J. Provis & J. Van Deventer, pp.167-193, 2009, Woodhead Publishing Limited Abington Hall, Cambridge, UK
PS – In reference to the three distinct families of AAC, namely A) high calcium, B) low calcium, and C) hybrid cements, which comprise various combinations of A) and B), please check the comprehensive study authored by Palomo et al. (2021):"Portland Versus Alkaline Cement: Continuity or Clean Break: “A Key Decision for Global Sustainability” https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fchem.2021.705475/full