quinta-feira, 31 de março de 2022

As empresas mais inovadoras do Planeta, o Vice-Presidente profundamente ignorante e a receita simples para arranjar dinheiro

 https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/um-vice-presidente-profundamente.html

Ainda sobre o post acima acerca de um certo Vice-Presidente do PS, veja-se o recente relatório da Clarivate Analýtics sobre as 100 empresas mais inovadoras do Planeta https://clarivate.com/top-100-innovators/ onde mais uma vez Portugal está ausente. E nem mesmo quando se alarga a amostra de 100 para 1000 empresas Portugal consegue sair do anonimato. Vide figura acima. 

Isto significa que constitui um evidente desperdício de verbas públicas as largas centenas de milhões de euros que o Governo da República permite que muitas empresas Portuguesas deixem de pagar em impostos (borlas fiscais) por conta de alegadas "actividades de investigação" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/expresso-o-nada-surpreendente-recorde.html 

Isto já para nem falar nos bancos Portugueses onde alegadamente também se "investiga" em força https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/os-bancos-portugueses-que-dizem-que.html

Se como se viu neste post aqui  não são as empresas mas sim as universidades (com destaque para a universidade do Minho) que neste país andam a produzir patentes, então nada mais justo do que direccionar para as universidades as verbas supracitadas. Quanto mais não seja para compensar as universidades por um subfinanciamento de tal ordem violento, que até levou o Reitor da Universidade de Lisboa a dizer que não compreende que várias delas aceitem ser tão maltratadas, quase como se fossem masoquistas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/o-reitor-da-ulisboa-e-as-universidades.html

PS - Se um grupo no Parlamento Europeu estimou que em Portugal se roubam 90.000 milhões a cada 5 anos, e se o nosso Ministério Público só conseguiu apreender (leia-se congelar) nos últimos 5 anos um valor miserável que representa menos de 1% do valor das actividades criminosas (o valor efectivamente declarado perdido a favor do Estado no final do julgamento é apenas 0.01%) então já se sabe onde é que é possível ir buscar dinheiro para financiar a investigação, as universidades ou o sector da saúde, basta para isso apenas que o Parlamento Português de uma vez por todas ganhe vergonha na cara e deixe de fazer leis canalhas que dificultam, quando não impedem o confisco dos lucros dos crimes https://www.publico.pt/2022/01/16/sociedade/noticia/transposicao-norma-parlamento-mina-recuperacao-lucros-crimes-1992019

quarta-feira, 30 de março de 2022

Catedrático da ULisboa queixa-se de ter sido enganado por jovem investigador


"He is a junior colleague of mine who did not have the decency to warn me...leaving me in a terrible situation...increase his publication rate by cheating, but never informed us about it"

A culpa até pode ser do jovem investigador, que no artigo acima é acusado pelo tal catedrático, mas em boa verdade a culpa não é só dele, é também de um sistema (caduco e corrompido) que acha normal haver super-cientistas com super-poderes de publicaçãohavendo até quem produza muitos papers já depois de ter morrido, pelas simples razão, que colocar num artigo o nome de um cientista famoso (mesmo morto e enterrado) é meio caminho andado para a aceitação desse artigo em revistas de topo. 

Um sistema (caduco e corrompido) que parece assumir que seja absolutamente natural que quem não possui tais superpoderes de publicação é incompetente e por conseguinte só conseguirá publicar mais do que a média dos seus pares somente se não dormir e nem se atrever a fazer sexo durante mais de 10 anos como se comentou no final deste post aqui

Ainda sobre cientistas zombie, que continuam a publicar artigos científicos, depois de terem morrido, como aquele zombie muito bem conservado, que aparece na imagem acima, que está a acabar de escrever mais um lindo artigo científico, convém recordar o que foi escrito num post anterior onde questionei se as revistas, no momento da submissão dos artigos, não deviam exigir que os autores provassem que ainda estão vivinhos da silva https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/necroauthorship-dead-scientists-who.html

PS - Por um estranho acaso do destino (leia-se Carma) o tal supracitado catedrático do IST, que agora se queixou de ter sido enganado por um jovem investigador, é curiosamente o mesmo catedrático que foi presidente de um júri de um concurso que recusou (de forma ilegal) uma bolsa de doutoramento a uma investigadora estrangeira https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/uma-linda-historia-de-embalar-sobre-uma.html Karma is a bitch.

terça-feira, 29 de março de 2022

Custos da energia empurram Portugueses para casas sustentáveis


O título deste post foi "roubado" a um artigo incluído na secção de Economia do Expresso da passada Sexta-Feira. No mesmo é referido que construir com emissões zero e eficiência energética está associado a um acréscimo do custo de apenas mais 15% por metro quadrado, infelizmente nada é dito sobre o acréscimo dos honorários desses projectos. Seja como for, é garantido que o acréscimo dessa parcela ficará muito longe dos 150% que foram mencionados num artigo acerca de custos de projecto de edifícios que alcançam a classificação máxima do sistema de avaliação de sustentabilidade BREEAM  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/mit-maastricht-breeam-outstanding.html

O referido artigo publicado no semanário Expresso faz referência ao sistema de avaliação da sustentabilidade de edifícios LiderA e bem assim também a algumas declarações do seu criador, o Professor Manuel Duarte Pinheiro do IST, razão porque entendo pertinente divulgar um recente artigo, de vários investigadores Italianos (dois deles  com os quais já colaborei no passado, F.Ascione e G.Vanoli) artigo esse que avalia o estado da arte de vários sistemas de avaliação da sustentabilidade de edifícios, BREEAM, LEED e LiderA (vide figura acima retirada do mesmo) e que acaba a concluir que os referidos sistemas não dão a importância devida a vários aspectos cruciais como seja por exemplo a ventilação em contexto pandémico, os eventos extremos ou as ilhas de calor, que irão adquirir uma importância crescente no futuro, quando as condições de temperatura e de humidade forem tais que facilmente colocarão em risco a vida de humanos, como se deu conta aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/a-antecipacao-de-um-quase-inferno-e-um_27.html