quinta-feira, 19 de maio de 2022

O metal de que Portugal é um dos maiores produtores mundiais e o "desprezo" que recebe da comunidade científica Portuguesa

 


O artigo ontem publicado, acessível no link acima, informa que investigadores Norte-Americanos, que usaram simulações computacionais (depois confirmadas em contexto laboratorial) para entender como é que o óxido de tungsténio interage com o hidrogénio ao nível molecular, descobriram que o mesmo se pode integrar na sua estrutura tridimensional. Os referidos investigadores afirmam que estes resultados permitirão desenvolver uma nova família de catalisadores baseados no óxido de tungsténio, muito mais sustentáveis.

Portugal é um dos maiores produtores mundiais de tungsténio e a imagem acima mostra uma vista bastante esclarecedora dos impactos ambientais da exploração daquele metal nas Minas da Panasqueira, onde o Governo não precisa (nem nunca precisou) de se preocupar com manifestações de ambientalistas contra a sua exploração.

O mais estranho porém, é que uma pesquisa na base Scopus, sobre publicações relacionadas com tungsténio (nas áreas da engenharia quimica e da engenharia dos materiais), revela que a comunidade cientifica Portuguesa daquelas áreas, tem dedicado uma atenção reduzida ao estudo daquele metal, quase ao nível do "desprezo", atento o facto do nosso país ser um grande produtor mundial, quando comparada com a produção científica superior, de países onde esse metal nem sequer é explorado.  Não sendo possivel comparar directamente a produção cientifica de Portugal, com a de países onde existe um número muito superior de investigadores, apresenta-se por isso abaixo, o rácio do desempenho de diferentes países normalizado pela sua população:

Áustria...................37 publicações indexadas, sobre tungsténio, por milhão de habitantes
Suécia....................34
Suiça......................32
Finlândia................32
Portugal.................20

Admitindo no entanto que possa haver falta de verbas para contratar investigadores (vide post sobre investigadores e cães) que possam estudar aplicações de elevado valor acrescentado baseadas no tungsténio (e outras), entendo como pertinente recordar a receita infalível, para aumentar de forma radical essas verbas, que há pouco tempo mencionei aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/as-100-empresas-mais-inovadoras-do.html

PS - Não certamente por acaso, conheço o catedrático jubilado Sueco, que tem o nome em dois dos artigos mais citados de sempre, a nível mundial, sobre materiais electrocrómicos baseados em tungsténio. E actualmente até somos ambos editores de um livro a publicar pela Elsevier, onde participam investigadores de conhecidas universidades, como o MIT, o Imperial College, e outras da Suécia e da Bélgica, livro esse que anteriormente até já tinha mencionado aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/the-economist-emergencia-climatica.html

Professor and Director of the Centre in Low Carbon Construction


Reproduzo abaixo, a resposta negativa, que enviei a um convite (também reproduzido abaixo) que me foi feito para um lugar de Professor e Director na Universidade de Nottingham Trent, vide foto acima:

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De: F. Pacheco-Torgal 
Date: terça, 17/05/2022 à(s) 18:03
Subject: Re: Professor and Director of the Centre in Low Carbon Construction and Retrofit at NTU
To: Carolyn Coates 

Dear Carolyn,
thanks for your kind email. I´m very honored by the opportunity of becoming professor and Director at Nottingham Trent University.  Unfortunately, it just so happens that even yesterday i declined an invitation to become Editor-in-Chief of a Scopus indexed journal. Email in attachment. The reason is the fact that i´m only 7 years away from the end of a career initiated in 1992. Be there as it may I´ve no doubt that you will find younger and excellent candidates who will be thrilled for such an amazing opportunity and will do an outstanding job as Professor and Director of the new centre in Low Carbon Construction at NTU. 
Best regards
Fernando



terça-feira, 17 de maio de 2022

Sobre os materiais que "estão em alta" nos departamentos de engenharia civil das universidades Portuguesas

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/departamentos-de-engenharia-civil-das.html

Ainda na sequência do post acima, que foi dedicado aos tais materiais, que com alguma surpresa, "estão em alta" nos departamentos de engenharia civil das universidades Portuguesas, registo com satisfação que um livro que editei recentemente sobre os mesmos, que já tinha mencionado aqui, publicado no passado mês de Dezembro, foi hoje seleccionado para indexação na plataforma Scopus.

PS - Outro livro sobre a mesma área que editei em 2014, ainda continua a ser o mais citado de sempre, na área da engenharia civil em Portugal https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/actualizacao-dos-10-livros-mais-citados.html actualmente com 174 citações na base Scopus, sendo que abaixo se apresenta a evolução do valor acumulado de citações, desde a sua publicação, sendo importante frisar que o número de citações recebidas nos primeiros 5 meses de 2022 já é superior inclusive ao numero de citações que foram obtidas ao longo de todo o ano de 2021. Mas de todas essas citações, merece-me porém destaque apenas uma única delas, feita num artigo de título "Recent progress in low-carbon binders", dos conhecidos Professores catedráticos Caijun Shi e John Provis, artigo esse que foi publicado na conhecida revista Cement and Concrete Research.