domingo, 22 de maio de 2022

A música "escandalosa" da Fundação para a Ciência e Tecnologia

 

O conhecido Daniel Oliveira, comentador de profissão (o Isaac Newton daria voltas na cova se soubesse que um comentador consegue hoje ganhar mais do que ganham vários investigadores juntos) que é seguido por dezenas de milhares de Portugueses achou boa ideia fazer recentemente uma graçola, comentando na sua página, um pequeno momento musical que teve lugar no final do Encontro Ciência 2022. 

Quase de certeza que alguém, muito provavelmente ao serviço de um partido da oposição, quiça do próprio Chega, pois o PSD morreu e não se sabe quando é que ressuscita (e é duvidoso que a ressurreição de um partido parasita seja benéfica para Portugal), achou boa ideia colocar a circular um pequeno video de alguns minutos, dessa forma pretendendo fazer crer que um evento de quase 2 horas se resumiu somente a 2 minutos de música. 

A FCT tem de facto problemas, mas o grande problema da Ciência em Portugal não é a FCT. Estou à vontade para o dizer porque repetidamente critiquei publicamente a FCT, ao contrário de outros, cobardes, que só são capazes de o fazer em privado. Alguns nem isso. 

Em boa verdade a FCT não se conta entre os grandes problemas que a ciência enfrenta em Portugal, sendo o maior de todos eles a miséria das verbas que o Governo anualmente dedica a essa área, muito menos até do que aquilo que é gasto pela Estónia, sendo o segundo maior problema aquela "coisa estranha" que permite que até mesmo bancos recebam subsídios (um crédito fiscal é um subsidio) por conta de alegadas actividades de investigação.

Também não é obviamente culpa da FCT, que na Academia Portuguesa tenham andado a ser seleccionados para catedráticos docentes com uma obra científica, que não raras vezes oscila entre a mediania e a mediocridade. Mas percebe-se bem a falta de vergonha de muitos catedráticos, já que se dependesse deles, a FCT há muito que tinha fechado portas e a verba que essa instituição administra estaria assim totalmente disponível, para que eles pudessem contratar familiares próximos, afastados e até mesmo amigos (com ou sem avental) https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/descaramento-catedratico.html

Catedrático feroz malha forte em catedrático medieval

 

Desenganem-se aqueles que acham que tenho por hábito escrever coisas pouco santas,  pois na verdade isso é muito mais a excepção do que a regra, como quando muito raramente utilizei a expressão filhos da puta, em Outubro de 2020, em Fevereiro de 2021 e em Abril de 2021Atente-se por exemplo no recente post, de 16 de Maio, onde de forma bastante polida questionei em abstracto as consequências da eventual violação do dever de rigor de um professor universitário

E agora compare-se o referido post, com o recente artigo do catedrático Aguiar-Conraria da Universidade do Minho, que esta semana no Expresso, e sobre o mesmíssimo caso, não se coibiu de escrever que, o catedrático de Direito Almeida e Costa é incompetente e tem falta de integridade, pois procura factos para sustentar as suas preconceituosas opiniõeshttps://expresso.pt/opiniao/2022-05-19-Um-juiz-do-seculo-XIII-para-o-Tribunal-Constitucional--5cba7428

Recorde-se que o mesmo Luís Aguiar-Conraria, já no passado escreveu coisas muito mais ferinas, como quando escreveu sobre alguns Portugueses que foram galardoados pela Presidência da República, que ele designou de grupo de malfeitores e que até comparou ao mafioso assassino Michael Corleone https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/os-amigos-e-conhecidos-do-presidente.html

PS - No final de um post de Julho de 2020, escrevi que o MCTES deveria exigir a todos os professores universitários que tem o estatuto de "tenure" que fizessem prova que alguma vez na sua vida disseram ou investigaram algo incómodo, aos olhos dos poderes instituídos ou fáticos, que justifique esse estatuto. Pelo menos o catedrático Aguiar-Conraria, ao contrário de muitos outros catedráticos, já cumpriu o seu dever, pois já deu abundantes provas de ter escrito coisas incómodas. 

As consequências do impacto de um asteróide na zona entre a Madeira e os Açores

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/artigo-calculo-da-probabilidade-de.html

Ainda na sequência do post acima, divulgo abaixo um recente artigo de investigadores Portugueses que analisaram o que aconteceria se três asteróides de diferentes dimensões (204m, 370 m, e 5 km) colidissem com o nosso Planeta, na zona oceânica, que se situa entre a Madeira e os Açores https://www.mdpi.com/2218-1997/8/5/279

PS - A imagem acima diz respeito aos muitos asteróides, de reduzidas dimensões (entre 1 m e 20 m), resgistados pela NASA em menos de duas décadas, no período 1994-2013, que felizmente, se desintegraram na atmosfera. Imagine-se o que seria se cada um dos referidos asteróides tivesse 60 metros, como aquele que tinha sido mencionado no post acima, que seria capaz de matar mais de 1 milhão de pessoas, caso atingisse Nova Iorque !