sábado, 11 de junho de 2022

Are you willing to read scientific articles reviewed by artificial intelligence algorithms instead of human reviewers?

Still following the previous post on the recent Elsevier report about the future of research, it is worth mentioning that the review of scientific articles is mentioned more than one hundred times on it, and on page 118 one can find the results of a survey regarding the question that appears as the title of this post. The results show that 79% of researchers have responded negatively, but this figure represents a reduction compared to 2020 when the percentage of negative responses was 84%Does this mean that a decade from now there will be a minority of researchers who thinks that articles reviewed by artificial intelligence algorithms are substandard articles ?

In any case, it is not difficult to believe that the results would be very different if the question had been: would you be willing to read scientific articles reviewed by humans who had significant help from artificial intelligence algorithms in this process?

Catedrático do Técnico soma mais dois artigos "despublicados"

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/catedratico-do-ist-continua-somar.html

Relativamente ao tal catedrático mencionado no post acima seguem abaixo os links para os dois novos artigos "despublicados":

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0141029621014759

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0950061821005134

No tal post anterior mencionado no inicio deste, foi sugerido que a indexação de artigos despublicados na Scopus e na Web of Science deveria permitir separá-los por graus de gravidade, pois facilitaria a pesquisa dos países e instituições que possuem o maior número de artigos "despublicados" por razões graves que muito prejudicam a Ciência. O que não é por exemplo o caso de um artigo "despublicado" porque um autor não declarou um conflito de interesses, ou porque continha uma imagem para a qual não foi obtida permissão para o seu uso ou porque continha 15% de texto do próprio autor que já tinha sido publicado antes. Recorde-se a este respeito que se há quem defenda que no máximo só se pode utilizar 10% de textos próprios já publicados, também há quem defenda que essa percentagem possa ir até 30%:
"some scholars see “self-plagiarism” as an incorrect term because it forms a contradiction. The word “plagiarism” comes from the Latin for “to kidnap”. It literally means that you are stealing your work from another source. If applying this definition to the term “self-plagiarism”, it is extremely confusing as an author cannot steal his own work... Samuelson (1994) suggested that authors can reuse as much as 30% of his/her previous work in a new publication, while Bretag and Carapiet (2007) limit the percentage to 10%https://biblio.uottawa.ca/omeka2/linking-cultures/self-plagiarism-ma

Jamie L. Callahan, Editora Chefe da revista "Human Resource Development Review" e catedrática de Organização e Ética na universidade de Durham, apresentou uma análise bastante detalhada da questão na qual cita uma opinião que faz bastante sentido:  

Até porque convém ter presente que os investigadores são literalmente "forçados" a ceder os direitos do seu próprio trabalho científico às revistas, o que na verdade não é muito diferente do significado de extorsão (beneficio ilegitimo sob ameaça de retaliação) pois de outra maneira não conseguem publicar nessas revistas e são por conseguinte prejudicados na sua avaliação de desempenho. Irónico (e diabólico) é por isso, que depois de serem obrigados a precindir de um direito próprio sejam depois condenados por estarem a "infringir" os direitos sobre o seu próprio trabalho, que foram extorquidos pelas revistas. 

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Uma licenciatura com um tempo médio de duração de 14.8 anos


Quando em Maio deste ano tive de recusar (por duas vezes) um honroso convite que me foi feito, vide link acima, justifiquei a minha decisão, com o facto inegável, de me estar a aproximar do (esperado) ano da minha aposentação, com todas as consequências que esse facto implica em termos do decréscimo das minhas capacidades físicas e psíquicas. E como nada convoca tanto a nostalgia do passado, do que a sensação de proximidade do fim da vida profissional (e da inevitável proximidade da morte), aproveito esse importante contexto para recordar, uma juventude (similar a muitas outras) que desapareceu há muito. 

Abaixo três improváveis fotos do (coriáceo e "perigoso litigante") autor do presente blog, do ano em que ingressou no então penoso curso de engenharia civil da Universidade de Coimbra, há 35 anos atrás, muito antes do Google ter sido inventado. É garantido que daqui a 35 anos estarei sem qualquer dúvida morto (asim como também o estarão alguns/muitos daqueles que agora lêem estas palavras) e ter chegado até aqui já foi um faustoso acaso do destino, pois como disse de forma visualmente "eloquente" o realizador Michael Mann, o tempo é sorte, como o prova aliás de forma bastante crua, o facto de ter tido vários familiares, que não obstante terem nascido depois de mim entretanto já faleceram. 

Felizmente porém que nos idos de 1987 montar o raivoso leão que fazia companhia à estátua do Luís de Camões (o qual foi mais fácil de dominar do que o curso de engenharia civil onde tive que penar durante cinco anos), não era um crime tipificado no Código Penal e mesmo que por improvável o fosse, por conta de algum eventual lobby de deputados sportinguistas, é por demais evidente que nesse caso já esse crime tinha prescrito há muito. 

PS - No texto acima, foi utilizado o adjectivo penoso para descrever a frequência do curso de engenharia civil da Universidade de Coimbra, no final da década de 80. A melhor prova desse facto é uma noticia do jornal Público de Março de 1990, onde aparece mencionado um estudo do Conselho Pedagógico que apontava para "um tempo médio de duração do curso de 14.8 anos" https://www.docdroid.net/wogtBF8/eng-civil-univ-coimbra-1990-pdf