sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

How Much Longer Will China Tolerate Russia's Theft of 1 Million km² ?

 

In a preceding post dated May of this year, I revisited historical Russian invasions of Chinese territory, citing instances in 1894, 1945, and 1969. https://pachecotorgal.com/2022/05/02/the-childish-opinions-of-a-genius/ However, in that discussion, I neglected to mention a pivotal event of even greater territorial consequence: the 1860 Russian annexation of the Amur region. This imperial land grab resulted in China’s loss of nearly 1 million square kilometers of its sovereign territory.

This territory is nearly ten times larger than the portion of Ukraine currently under Russian occupation. More strikingly, it surpasses the landmass of Taiwan by almost 30 times. In practical terms, this means that for China to fully restore its territorial integrity, it would need to reclaim an expanse equivalent to 29 Taiwans—an evocative and symbolic measure that extends far beyond the well-known territorial dispute in the South China Sea.

The critical question remains: why has China not yet formally demanded the return of these vast territories that were seized in such an overtly imperialistic and unscrupulous manner? Could it be that Beijing is waiting for an opportune moment—perhaps allowing Russia to exhaust its military and economic resources in the ongoing war in Ukraine—before asserting its historical claims?

PS - A few months back, I referenced Yuval Noah Harari's insights into Russia's substantial economic reliance on oil and gas https://pachecotorgal.com/2022/10/31/putin-and-irony-will-turn-russia-into-a-beggar-country-again/ Once again, credit is due (in abundance) for his recent article in The Atlantic, emphasizing the significance of the New Peace. https://www.theatlantic.com/ideas/archive/2022/12/putin-russian-ukraine-war-global-peace/672385/

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

O Procurador-geral adjunto que dá dores de cabeça ao Governo e os autarcas corruptos que recusam abandonar as câmaras municipais

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/direito-penal-do-amigo.html

O tal corajoso Procurador-geral adjunto jubilado, que colocou a nu a falsa estratégia anti-corrupção deste Governo e que eu já tinha mencionado num post anterior, acessível no link acima, volta novamente na revista Sábado, a partir a loiça, desta vez para a apontar o dedo aquilo que ele designa por "soberano desprezo" pela recuperação de activos, leia-se pela apreensão do produto dos crimes, para assim evitar que os criminosos possam beneficiar deles. O referido Procurador-geral adjunto, vai até mesmo ao ponto de sugerir que a avaliação dos magistrados deve passar a levar em linha de conta esta questão. 

Sobre a mesma questão entendo pertinente relembrar aquilo que escrevi há alguns meses atrás, no final de um post sobre a melhor forma de arranjar dinheiro para financiar a investigação, as universidades ou o sector da saúde"...o nosso Ministério Público só conseguiu apreender (leia-se congelar) nos últimos 5 anos um valor miserável que representa menos de 1% do valor roubado (o valor efectivamente declarado perdido a favor do Estado no final do julgamento é apenas 0.01%)" 

Porém talvez esse inconseguimento do Ministério Público se fique a dever à acção altamente perniciosa dos senhores deputados, que parecem apostados em garantir que, os criminosos fiquem com dinheiro suficiente nas suas contas bancárias, para poderem contratar aqueles advogados que se fazem pagar a 200 euros/hora. 

PS - Nem de propósito, na mesma edição da revista Sábado, há um vergonhoso artigo de 4 páginas, sobre vários autarcas que foram condenados por corrupção, mas que recusam abandonar as câmaras municipais, o que mostra que neste país o crime compensa. Muito pior do que isso, trata-se afinal da melhor prova, que como afirmou a conhecida Procuradora Maria José Morgado, no nosso país a corrupção beneficia da proteção da lei.

sábado, 10 de dezembro de 2022

Imprensa Portuguesa continua a ter orgasmos múltiplos com um ranking da treta

O semanário Expresso achou ontem importante parabenizar (tanto no primeiro caderno como no caderno de economia) as escolas de gestão Portuguesas, que aparecem no ranking do Financial Times. Está obviamente no seu direito, de assim promover um ranking da treta, da mesma maneira que também eu estou no meu direito de relembrar que várias universidades já foram apanhadas a falsificar os dados que submeteram para esse ranking, ou sobre o supremo absurdo que é admitir que há escolas de negócios Portuguesas bem classificadas no tal ranking do Financial Times, mas que ao mesmo tempo não são sequer capazes de aparecer num ranking altamente credível, que avalia a qualidade da produção científica dessas escolas, vide post anterior de título "O que é mais importante, um ranking elaborado pelo Financial Times ou um ranking que a Comissão Europeia associa à excelência científica ?"

Sabendo-se porém, que foram as escolas de negócios que formaram os responsáveis pela grave crise económica mundial de 2008, iniciada com a falência do banco Lehman Brothers (que também contribuiu para os resgates à Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre) e que foram também as escolas de negócios que formaram aqueles que em Portugal, entre 2008 e 2020 fizeram desaparecer da banca (leia-se dos bolsos dos Portugueses), mais de 20.000 milhões de euros, um montante equivalente a mais de 200 vezes o valor da famosa fraude do Alves dos Reis e que são essas escolas de negócios que continuam a formar aqueles que continuam a empobrecer os Portugueses em dezenas de milhares de milhões de euros, então é caso para perguntar, não deveria o ranking do Financial Times ser chamado de, ranking das escolas que mais contribuem para a roubalheira e para a pobreza ?

PS - E note-se que nem sequer me vou alongar sobre aquilo que escreveu um académico inglês, acerca das tais escolas de negócios, nomeadamente que são "lugares intelectualmente fraudulentos, fomentando uma cultura de curto prazo e de ganância"