domingo, 17 de setembro de 2023

The Economist - Artificial intelligence will revolutionize science and radically accelerate the pace of scientific discovery

 

"...A promising approach is “literature-based discovery” (LBD) which, as its name suggests, aims to make new discoveries by analyzing scientific literature...such language-based inference methods can become an entirely new field of research at the intersection between natural-language processing and science...A paper...published this year in Nature Human Behaviour, extends this approach in a novel way. It starts with the observation that LBD systems tend to focus on concepts within papers and ignore their authors. So they trained an LBD system to take account of both. The resulting system was twice as good at forecasting new discoveries in materials science...and could also predict the actual discoverers with more than 40% accuracy....In future, researchers might come to rely on such systems to monitor the deluge of new scientific papers, highlight relevant results, suggest novel hypotheses for research—and even link them up with potential research partners, like a scientific matchmaking service. AI tools could thus extend and transform the existing, centuries-old infrastructure of scientific publishing... If LBD promises to supercharge the journal with AI, “robot scientists”, or “self-driving labs”, promise to do the same for the laboratory. These machines go beyond existing forms of laboratory automation, such as drug-screening platforms. Instead, they are given background knowledge about a particular area of research, in the form of data, research papers, and patents. They then use AI to form hypotheses, carry out experiments using robots, assess the results, modify their hypotheses, and repeat the cycle..." https://www.economist.com/science-and-technology/2023/09/13/how-scientists-are-using-artificial-intelligence

The article recently published in The Economist (excerpt above), presents an optimistic perspective on AI's potential to significantly augment and potentially revolutionize the field of science. However, it is crucial to contemplate the potential unintended consequences of these advancements, which may exacerbate the high economic inequalities between rich countries and poor countries (the 10th goal of the UN SDGs). Ultimately worsening the escalating issue of illegal emigration from the latter to the former, which today motivated EU Chief Ursula von der Leyen's trip to the island of Lampedusa, where an impressive number of 199 boats carrying around 8,500 migrants arrived between September 11th and 13th. https://www.dw.com/en/eu-and-italian-leaders-visit-lampedusa-amid-migrant-spike/a-66837104

Engenharia Civil - Evolução de colocações ao longo dos últimos 18 anos


Na sequência do post supra de 27 de Agosto, sobre os resultados das colocações no curso de Engenharia Civil, durante a 1ª fase de acesso ao ensino superior, ficou-se hoje a saber que, exatamente como sucedeu na 2ª fase do ano passado, este curso recolheu sete dezenas de candidatos, o que na soma das duas fases, mostra um valor idêntico ao do ano passado, significando isso que a palavra de ordem para este curso é agora de estabilização da procura e essa estabilização é bastante mais evidente se olharmos para a imagem abaixo, sobre as colocações neste curso, na 1ª fase (a fase mais importante onde em regra entram mais de 80% dos candidatos) durante os últimos 18 anos, onde é evidente que a seguir à queda acentuada que se iniciou em 2008, e que atingiu um mínimo em 2014, seguiu-se uma recuperação, que entrou em fase de estabilização de há 7 anos a esta parte. 

Entendo que há duas maneiras de olhar para a referida estabilização, a do copo meio cheio, que olha basicamente para o facto de há vários anos que este curso tem vindo a receber anualmente quase seis centenas de alunos. E a do copo meio vazio, que é a minha, que muito lamenta que a procura deste curso tenha estabilizado muito abaixo de uma procura anual que por regra era superior a 1000 candidatos. Situação essa que é de difícil entendimento, pois não há perspectivas da indústria da construção, no espaço europeu e fora dele, se encaminhar para uma redução da sua produção, antes pelo contrário, como dão conta por exemplo os 940 biliões que foram mencionados aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/as-previsoes-de-um-catedratico-sobre-as.html  Mas o mais difícil de entender é que a procura do curso de Engenharia Civil ainda não esteja a beneficiar da inevitável fuga de candidatos dos cursos (que na verdade são apenas perda de tempo e de dinheiro) destinados a empregos que IA irá substituir.  


sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Qual a ética de um catedrático que aceita integrar um júri de concurso onde é oponente o seu orientando ?

 

Será que aqueles catedráticos, que aceitam ser jurados de concursos, onde vão pronunciar-se sobre o currículo de candidatos de que foram orientadores e com quem publicaram conjuntamente, vivem alheados numa realidade alternativa, onde se ignora que os tribunais deste país já estão atulhados de processos a que não conseguem responder em tempo útil (40% das condenações de Portugal no TEDH foram por demora excessiva da justiça), para ainda terem de perder tempo (leia-se consumir dinheiro dos contribuintes) a sentenciar o óbvio, que essa situação viola a lei. Vide extracto abaixo, de um recente Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul, que anulou um concurso para um lugar de professor Associado na universidade de Coimbra, em que uma candidata tinha 77% das suas publicações em conjunto com uma catedrática membro do júri e sua antiga orientadora:

"...Ficou igualmente provado que a Professora M......., membro do júri, foi orientadora das provas de aptidão pedagógica e também de doutoramento da candidata...a partilha de 51 dos 66 artigos mencionados no curriculum da candidata ...com a Professora M...revela uma relação profissional estreita e de grande intimidade...tal fragiliza a necessária imagem de independência dos jurados....Em face da suspeição verificada quanto à constituição do júri...não opera o princípio do aproveitamento dos atos administrativos - utile per inutile non vitiatur.http://www.dgsi.pt/jtca.nsf/170589492546a7fb802575c3004c6d7d/12ff3ad2ccbfe19f802589ad002bef28?OpenDocument

PS - E mesmo que no limite, a lei desta desgraçada terra, fosse tão corrupta que permitisse um tal absurdo, ainda assim sempre seria impossível esquecer a falta de ética de um acto, que nunca seria tolerado em universidades de países do primeiro mundo. É claro que este e muitos outros Acórdãos sobre concursos académicos, como por exemplo aquele Acórdão sobre um concurso em que um catedrático de Engenharia Civil, se achou competente para escolher um futuro catedrático de Botânicasó existem porque houve candidatos corajosos, o suficiente para contestarem as "avaliações" concursais de catedráticos que se julgam omnipotentes. Essa coragem porém paga-se muito cara na Academia Portuguesa https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/10/a-vinganca-cobarde-dos-catedraticos.html