quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

ChatGPT explica como educar as crianças Portuguesas para que o nosso país deixe de ser campeão do consumo de ansiolíticos

 


Ainda na sequência do conteúdo do post "Testes PISA - Alunos burros ou velhacos ?" acessível no link acima, mas principalmente do conteúdo daquele post, onde se comentou o facto dos Portugueses serem desgraçadamente, campeões internacionais no consumo de ansioliticoshttps://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/telomeros-estudo-recente-mostra-como.html seria muitíssimo mais importante que a educação que se leva a efeito nas escolas deste país, se preocupasse menos em ministrar certos conteúdos, que bem vistas as coisas já tinham pouco valor no século XX e terão muito menos num mundo permeado por uma Inteligência Artificial omnipresente (e no futuro quase omnipotente) e muito mais em educar as crianças, para que no futuro não se tornem adultos viciados em ansioliticos
De forma surpreendente, ou talvez não, quando se pergunta ao ChatGPT, qual é a receita para atingir essa meta, obtêm-se a resposta abaixo, que logo no 1º ponto, mostra o quão errada é uma educação, preocupada com o sucesso nos tais datados e até famigerados testes PISA:
  1. Promote a Growth Mindset: Encourage a growth mindset by emphasizing that abilities can be developed through dedication and hard work. Help children understand that challenges are opportunities to learn and improve rather than indicators of fixed abilities. Praise effort, strategy, and perseverance rather than inherent intelligence or talent.

  2. Set Challenging, Yet Attainable, Goals: Establishing realistic yet challenging goals allows children to experience both success and setbacks. This helps them develop the resilience to overcome obstacles and learn from failures. Goal-setting teaches the value of sustained effort and the satisfaction of achieving objectives through perseverance.

  3. Provide Constructive Feedback: Offer specific and constructive feedback that focuses on effort, improvement, and strategies used rather than simply on the end result. This helps children understand the connection between their actions and outcomes, fostering a sense of agency and control over their learning process.

  4. Encourage Passion and Interest: Help children identify and pursue their interests. When individuals are passionate about a subject, they are more likely to invest time and effort into mastering it. Educators can create an environment that allows for exploration and nurtures curiosity, laying the foundation for sustained interest and commitment.

  5. Teach Time Management and Organization: Grit often involves effective time management and organizational skills. Educators can provide tools and guidance to help children plan and prioritize tasks, break larger goals into manageable steps, and develop a sense of responsibility for their work.

  6. Model Perseverance: Demonstrate perseverance and resilience in your own actions and reactions. Share personal stories of challenges and how you overcame them. Modeling grit provides children with real-world examples of how perseverance contributes to success and personal growth.

  7. Encourage Problem-Solving: Foster a problem-solving mindset by presenting challenges that require critical thinking and creativity. Encourage children to explore different solutions, learn from mistakes, and adapt their strategies based on feedback. Problem-solving experiences contribute to the development of grit.

  8. Cultivate a Supportive Environment: Create a classroom culture that values effort, collaboration, and mutual support. Foster a sense of community where children feel comfortable taking risks and seeking help when needed. A supportive environment can significantly impact a child's ability to persevere through challenges.

  9. Celebrate Small Victories: Acknowledge and celebrate incremental progress and small victories. Recognizing and rewarding effort, improvement, and perseverance reinforces the idea that grit is built through continuous engagement and commitment.

  10. Integrate Reflection and Goal Adjustment: Encourage regular reflection on progress and setbacks. Teach children to assess their goals, evaluate their strategies, and adjust their approach as needed. This reflective practice builds self-awareness and adaptability, essential components of grit.

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Telómeros - Estudo recente mostra como poupar muitos milhões de euros no SNS

 

Já se sabia que o contacto permanente com a natureza enriquece o microbioma, e protege o sistema imunitário, reduzindo a ocorrência de alergias e processos inflamatórios. Ver a este respeito um artigo de um investigador da Finlândia, publicado em 2019, que não por acaso já tinha mencionado em vários posts anteriores, há alguns anos atrás, como por exemplo aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/coronavirusrevisitar-hipotese-da.html

E agora fica-se também a saber que um estudo recente, baseado em quase 8000 pessoas, mostra que as pessoas que vivem em áreas rodeadas pela natureza tendem a ter idades biológicas mais jovens. O estudo de oito investigadores de vários países, que foi publicado na revista científica Science of Total Environment, incidiu sobre a dimensão dos telómeros (que são sequências repetitivas do ADN, com a função de proteger os genes e que estão localizadas nas extremidades dos cromossomas, à medida que as células se dividem, os telómeros encurtam, e esse encurtamento está associado ao processo de envelhecimentohttps://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048969723060795?via%3Dihub

No contexto supra, não custa assim perceber que se uma larga percentagem da população deste país (quase 5 milhões de pessoas), ao invés de viver em caríssimas "caixas de fósforos" (leia-se autênticos fornos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/os-urbanitas-que-pagam-em-excesso-para.html) na selva de betão das regiões metropolitanas de Lisboa e Porto,  estivesse distribuída de forma uniforme por todo o território, de certeza que haveria uma menor sobrecarga (e menores necessidades financeiras) do Serviço Nacional de Saúde, cujo orçamento anual recorde-se já chegou aos 15.000 milhões de euros e a este ritmo, qualquer dia chega aos 20.000 milhões de euros anuais.

Isso sem sequer contabilizar aquilo que os Portugueses também gastam em saúde privada, pois nesse caso a despesa total global (pública e privada) gasta a cada ano, já ultrapassou esse valor, e até já chegou à quantia estratosférica de 25.400 milhões de euros https://expresso.pt/sociedade/saude/2023-07-04-Despesa-com-saude-no-ano-passado-cresceu-mais-de-6-para-254-mil-milhoes-de-euros-d049450f  o que não só dá imensa razão à hipócrita senhora Presidente do grupo Luz Saúde, quando afirmou que “melhor negócio do que a saúde (dos Portugueses) só o das armas”, mas também parece significar que o nosso desgraçado país é um país de gente doente, ou pelo menos assim o indicia, o facto incompreensível, dos Portugueses serem campeões internacionais (no grupo dos 38 países da OCDE) no respeitante ao consumo de ansiolíticos. 

E porque é que não se acaba com aqueles perversos incentivos fiscais que permitem que os empresários possam abater no IRC, despesas com viaturas de luxo como Ferraris, Lamborghinis ou Bugattis (situação anómala, que como escrevi em 2019, faz tanto sentido como permitir que um empresário possa abater no IRC despesas com prostitutas ou prostitutos), e não se substitui esses incentivos por outros, que favoreçam as empresas que copiem as melhores práticas internacionais, em termos de teletrabalho, para permitir que muito mais pessoas possam viver no Interior do país, podendo assim beneficiar de telómeros longos, durante muito mais anos,  poupando muitos milhões de euros ao SNS ?

PS - No supracitado contexto, vale a pena rever o post, que divulgou uma comparação da intensidade do teletrabalho, em 16 países, relativamente aquilo que são as expectativas dos trabalhadores e ainda as intenções futuras, dos empregadores dos referidos países  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/o-quinto-artigo-um-diluvio-de-milhoes.html

domingo, 10 de dezembro de 2023

How to win a Nobel prize in Economics ?


A recent paper in the Journal of Informetrics (authored by Richard S.J.Tol, a distinguished economics professor at the Univ. of Sussex and Vrije Univ. Amsterdam, currently holding the 3018th position in the Stanford-Elsevier scientist career ranking) unveils a notable trend: individuals with established academic connections to Nobel laureates, such as professors and peers, exhibit a higher likelihood of winning the Nobel Memorial Prize in Economics. 

However, intriguingly, the research suggests a contrasting pattern for the students of these laureates, as they are shown to have a lower likelihood of attaining the prestigious award. Moreover, the study underscores that the positive impact of peers is especially pronounced among individuals who have received Nobel recognition within the past 11 years. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157723000822

PS - It is unfortunate that Richard S.J.Tol did not cite the findings of Li et al. (2020), which illustrated that junior researchers who collaborate with highly cited scientists acquire a sustained competitive advantage that persists throughout the entirety of their careers https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/junior-researchers-who-coauthor-work.html