domingo, 17 de março de 2024

Analyzing 60 million inventions to forecast the most innovative countries until 2028


Clarivate Analytics has unveiled the Top 100 Global Innovators 2024. The Top 100 Global Innovators methodology uses a complete comparative analysis of 60 million inventions. On page 19, an especially compelling image awaits, projecting the most innovative countries for the years 2025, 2026, 2027, and 2028. A concerning trend emerges: all six top European countries are poised to decline in this forecasted ranking https://clarivate.com/blog/top-100-global-innovators-for-2024-revealed-report/

In 2021, I highlighted a paper revealing that research expenditure isn't the primary predictor of a country's scientific impact. Rather, good governance, assessed through six indicators, including the absence of corruption, emerged as the most influential factor https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/is-culture-related-to-strong-science.html In light of the observed and undeniable decline in European innovation, this prompts a deeper reflection: What underlying factors are contributing to this worrying trend ?

Although there may be various reasons why European top companies lag behind their counterparts in South Korea, Japan, and China in terms of innovation I sincerely hope that the officials of the European Commission refrain from echoing the misguided statement published in The Economist, which I have criticized here   https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/the-economistlavish-public-support-for.html

When it comes to nurturing innovation in European universities, the most effective approach is to emulate Sweden's model and reinstate the professor's privilege. The evidence overwhelmingly indicates that abolishing this privilege is not only harmful but also counterproductive. Furthermore, replacing the founder professor, with a professional CEO significantly undermines innovation.

PS - Check also the content of the previous post-which deals with practical advice for reversing the decline in scientific disruption-It opens with a mention of a paper by researchers from South Korea who analysed the "Asians´ self-deprecating belief that they are not as creative as Westerners" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/10-practical-pieces-of-advice-for.html

sábado, 16 de março de 2024

Portugal mais uma vez abaixo da Grécia em estudo que usa o h-index para avaliar o desempenho de 140 países


Na sequência de posts anteriores sobre o h-index, nomeadamente um post de 19 de Setembro de 2023 sobre um catedrático de economia com um h-index=0, e um post anterior de 5 de Agosto de 2023, sobre um concurso para um lugar de catedrático, e tendo em conta que estudos anteriores demonstraram que existe uma ligação entre a educação e o crescimento económico, que mostraram que quanto maior o PIB, o Individualismo e o número de investigadores, maior é o valor do h-index, atente-se no estudo muito recente que pretendeu responder à pergunta: Que correlações podem ser identificadas entre o h-index e as variáveis da influente teoria das dimensões culturais (do falecido catedrático) Gerard Hendrik Hofstede?, desgraçadamente e como se pode ver na figura 1 desse estudo, Portugal aparece mais uma vez, abaixo da Grécia  https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-04965-w#Sec9

Sobre a trágica sina que é ver Portugal repetidamente abaixo da Grécia revisite-se o post de 15 de Outubro de 2023  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/10/october-2023-update-of-stanford.html Uma solução expedita para tentar solucionar o mau desempenho de Portugal, passa irónicamente pela utilização do h-index. De facto, se agora são exigidos valores de h-index mínimo para o simples acesso a um concurso de professor universitário (como já há muito fazem noutros países), como aquele concurso referido no inicio deste post, então é incontroverso e no respeito pelo principio da igualdade, que os professores universitários nomeados definitivamente também devem ter de cumprir valores mínimos de h-index, ainda que se possa admitir que esses valores mínimos possam ser inferiores aos do acesso aos concursos, vide proposta que fiz em Janeiro de 2020, quando defendi o despedimento dos professores Associados e Catedráticos com um h-índex inferior a 10 (e também de todos os professores-coordenadores e coordenadores-principais, com um h-index inferior a 5) por violação grave do dever de investigar consagrado no ECDU e no ECDESP, leia-se produzir um mínimo de outputs cientificamente relevantes no contexto internacional. A verba assim poupada permitiria contratar jovens investigadores de elevado potencial, que de outro modo não tem outra solução que não seja a de irem trabalhar para países ricos do Norte da Europa, ironicamente ajudando esses países a ficarem ainda mais ricos. 

PS - Recorde-se que em 2021 a universidade do Porto despediu um professor que não tinha publicaçóes indexadas, o que é o mesmo que ter um h-index=0  https://www.publico.pt/2021/10/07/sociedade/noticia/professor-universidade-porto-despedido-curriculo-artigos-credibilidade-cientifica-1979552

sexta-feira, 15 de março de 2024

Catedrático da Universidade de Lisboa consegue reforçar ainda mais a sua maioria absoluta de artigos "despublicados"

 


Uma pesquisa na base Scopus sobre os últimos artigos "despublicados" com afiliação Portuguesa no ano de 2024, mostra que um deles leva o nome do tal catedrático mencionado no post supra, que já era o campeão nacional absoluto nessa modalidade e que assim reforça ainda mais a sua maioria absoluta, que garantidamente lhe pertencerá por muitos e longos anos. 

Como já escreveram eminentes cientistas este problema está intimamente ligado à obsessão verdadeiramente patológica com o número de publicações, sendo por isso urgente que se reduza o valor daquelas na avaliação de desempenho dos investigadores, aumentando-se em contrapartida o valor de outras actividades como a actividade de revisão de artigos, uma medida que faz tanto mais sentido face à natureza da autêntica revolução que a IA-generativa veio trazer ao ensino superior e à ciência. Neste contexto reproduzo abaixo o conteúdo de um email que no inicio deste mês enviei a alguns/muitos Colegas:


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De: F. Pacheco Torgal 
Enviado: 5 de março de 2024 19:02
Assunto: A proposta de um ilustre catedrático da U.Stanford e os investigadores que merecem ver os seus artigos rejeitados de forma automática
 
No email abaixo, constato agora que nem sequer mencionei o facto do regulamento de avaliação de desempenho da EEUM, não atribuir qualquer valor à actividade de revisão de artigos. Ou seja publicar em revistas do tipo A vale muito porém a revisão desses artigos vale zero. Algo que não é fácil de entender pois há 10 anos atrás já um conhecido catedrático de medicina da universidade de Stanford, defendia a alteração da avaliação de desempenho para uma outra bastante diferente onde entre outras coisas deveria haver valorização da revisão de artigos  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/scientific-misconduct-kuhnian.html 

Uma alternativa possível passaria por penalizar os investigadores que tivessem muito menos revisões do que publicações, pois isso significa que estão a infringir um dever que sugerem alguns deveria levar inclusive à rejeição automática dos artigos daqueles  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/a-radical-solution-to-solve-crisis-in.html
 
É verdade que antigamente quando o historial de revisão não era público, também não era possível fazer a sua confirmação para dessa forma se poder valorizar essa actividade, mas isso mudou quando apareceu a plataforma Publons e mudou ainda mais quando aquela foi adquirida pela Clarivate Analytics e depois no dia 3 de Outubro de 2021 a informação detida pela mesma foi integrada nos perfis de todos os quase 30 milhões de investigadores registados na Web of Science. Por uma estranha coincidência a noticia dando conta dessa mudança utilizou um perfil de um investigador da EEUM, que dessa forma se tornou conhecido entre dezenas de milhões de investigadores https://publons.com/wos-op/announcement/#your-review-contributions-in-web-of-science