terça-feira, 26 de março de 2024

É urgente criminalizar os super-ricos por homicídio devido às suas emissões de carbono


Há 12 anos atrás o Nobel de economia J.Stiglitz foi autor de um livro versando o perigo da desigualdade, livro esse que foi comentado num artigo da revista The Economist https://www.economist.com/books-and-arts/2012/06/23/an-ordinary-joe

De lá para cá o tema foi ganhando tracção, mas a linguagem tornou-se mais "explicita". Como se deu conta por exemplo num post anterior,  no qual se comentou o facto de uma catedrática da Universidade de Utrecth defender um limite ético de riqueza individual de 10 milhões de euros https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/universidade-de-utrecth-hipotese-do.html ou no facto de um professor associado do King's University College da Western University defender que é necessário "tratar da saúde" aos super-ricos através de impostos altamente progressivos https://www.amazon.com/Against-Inequality-Practical-Abolishing-Superrich/dp/0197670407 

Falta porém que seja dado um último passo, que comece a haver quem defenda a criminalização e a prisão dos super-ricos. O crime esse não é o de acumulação pornográfica de riqueza mas sim o de homicídio, pois os 20 indivíduos mais ricos deste Planeta emitem 8000 vezes mais carbono do que os mil milhões mais pobres. E não é surpresa para ninguém que esse carbono em excesso é responsável pela morte de muitas pessoas, vide artigo "Quantifying Global Greenhouse Gas Emissions in Human Deaths to Guide Energy Policy"

PS - Foi precisamente a revelação fundamental do estudo acima mencionado, conduzido por investigadores do Canadá e da Áustria, que trouxe à luz do dia uma dura verdade: por cada 1000 toneladas de carbono fóssil queimadas, perde-se uma vida humana, que me levou a afirmar que neste contexto, os académicos têm a obrigação moral de garantir que da sua conduta profissional e pessoal não decorre a perda de qualquer vida humana https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/obrigacoes-morais-de-professores.html

domingo, 24 de março de 2024

Rectifying Euronews' oversight: The imperative of carbon sequestration in building sustainability

https://www.euronews.com/green/2024/03/23/our-built-world-is-the-biggest-contributor-to-green-house-gas-emissions-heres-how-to-chang

Yesterday, Euronews released an article (link above) titled "Our Built Environment: The Leading Contributor to Greenhouse Gas Emissions. Here's How We Can Make a Difference." authored by an individual with a distinguished academic background, having attended HEC Lausanne, the London School of Economics, and Harvard Business School.

Despite its significance, the article surprisingly overlooks the critical role of carbon sequestration in building materials. Embodied carbon, is estimated to contribute between 10-25% to the overall carbon footprint of existing buildings. Particularly noteworthy is that for Nearly Zero Energy Buildings, this percentage may escalate to as much as 400%.

PS - I´m the lead Editor of the upcoming second edition of "Carbon Dioxide Sequestration in Cementitious Construction Materials," co-authored with esteemed Full Professors Caijun Shi and Angel Palomo. Discover a preview of the second edition's cover and back cover below.

sábado, 23 de março de 2024

Um valioso catedrático, patentes que são lixo e o mistério da unidade com práticas de assédio sexual que ainda não fechou portas

Uma limitação das estatísticas da plataforma blogger é o facto de não permitir mostrar (excepto ao administrador do blog) os posts que obtiveram mais visualizações nos últimos 3 meses. Resta-me assim somente a possibilidade de fazer um pdf desse ranking e passá-lo a JPEG, vide imagem infra, que mostra o top 10 dos posts mais visualizados nos últimos 90 dias. O líder desse ranking é um post sobre um valioso catedrático da universidade do Porto, o qual, não por acaso está na origem da patente mais valiosa algum dia produzida numa universidade Portuguesa https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/01/catedratico-nada-modesto-classifica-de.html 

Paradoxalmente e ao contrário do que muitos pensam, nem todas as patentes tem valor, a maioria não tem qualquer valor, é apenas lixo intelectual, quem o afirma não sou eu, mas um artigo que foi publicado na prestigiada revista The Economist, sobre a startup PatentVector, que desenvolveu um método inovador e robusto para avaliar o valor das patentes https://pachecotorgal.com/2022/08/31/the-economist-the-inventors-whose-patents-are-worth-billions/ 

Estranhamente, na Academia Portuguesa, produzir 10 patentes, que na verdade sejam apenas lixo intelectual, vale muito mais (em termos de desempenho académico) do que produzir uma única patente de elevado valor e mais estranho ainda, vender uma patente por mil euros vale (academicamente) rigorosamente o mesmo que vender uma patente por 5 milhões de euros, como a tal patente do catedrático Adélio Mendes. Infelizmente isso nem sequer pode constituir surpresa, depois daquilo que foi escrito anteriormente neste blogue, e que é afinal o resultado (péssimo) de anos a mais de socialismo ("científico") https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/03/a-urgente-reorientacao-da-equivocada.html

Muitíssimo mais grave e até profundamente escandaloso, é que uma conhecida unidade de investigação da área da Sociologia, onde houve assédio sexual continuado no tempo, ainda continua a receber milhões de euros do dinheiro dos contribuintes https://expresso.pt/sociedade/2024-03-13-Caso-Boaventura-Sousa-Santos-relatorio-admite-que-houve-padroes-de-conduta-de-abuso-de-poder-e-assedio-db90eebb

Faz aliás algum sentido que os contribuintes deste país financiem 18 (dezoito) unidades de investigação da área da Sociologia e apenas 6 (seis) unidades de Engenharia Civil, quando devia suceder precisamente o inverso ? Ainda por cima quando a Engenharia Civil (muito ao contrário da Sociologia) é uma das áreas cientificamente mais competitivas deste país ? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2023/11/academicos-alemaes-em-autentico-estado.html

PS - Devo esclarecer em abono da verdade, que não tenho da Sociologia uma visão tão radicalmente negativa, como aquela que se pode ler no blogue de um magistrado aposentado, onde aquele reproduz palavras do doutorado em Oxford e investigador-Coordenador, Vasco Pulido Valente, que escreveu de forma implacável "aquilo tudo balança entre o lugar-comum e a burla", ainda assim tenho a profunda convicção que os desafios que Portugal enfrenta, necessitam muito menos de Sociologia e muito mais de Engenharia.