terça-feira, 16 de abril de 2024

Quais são as circunstâncias em que o sacrifício de vidas é compreensível ?

 


Ainda na sequência do post supra, faz sentido fazer uma importante ressalva. Se um atleta consumir quase 10000 calorias diarias (mais de 2 milhões de calorias num ano) sem que seja necessário sacrificar a vida de qualquer mamífero, isso constitui um maleficio muito menos grave do que aquele cometido por um outro atleta, cuja alimentação implicou a morte de vários mamíferos para obter as mesmas calorias. 

Quanto se pergunta ao ChatGPT, quais as circunstâncias especiais que legitimam o sacrifício de uma vida, a resposta é aquela que abaixo se reproduz, embora aquela seja apenas uma pequena parte de uma resposta mais extensa gerada pela referida IAG:  The question of when sacrificing a life could be justified is deeply complex and often debated. Ethical theories like utilitarianism, which focuses on maximizing overall happiness or well-being, might argue that sacrificing one life to save many could be justified if it results in a net increase in overall well-being. 

É absolutamente evidente que uma actividade que consiste somente no treino para uma mera competição desportiva, em nada contribui para o mencionado aumento do bem estar global, pelo que de todo não serve assim de justificação para o sacrifício de qualquer vida. 


PS - A imagem supra representa a árvore da vida (um conceito comum a várias civilizações em várias épocas em diferentes e distantes áreas do Planeta): "Helmet of the Urartu king Sarduri II found at Karmir Blur near Teishebaini...detail of the helmet depicting the tree of life. 

domingo, 14 de abril de 2024

The Economist: The $25 Trillion Dilemma of Climate Change Threat on Residential Properties

  


The article, prominently featured on the cover of the latest edition of The Economist, delivers grim news for the global real estate sector. The text illuminates a critical yet often overlooked consequence of climate change: its profound impact on residential properties worldwide. 

The staggering estimated costs of $25 trillion by 2050 underscore the urgent need to grapple with who bears these financial burdens. Homeowners, taxpayers, and insurers are all potential candidates, but the distribution of costs and benefits remains a contentious issue.  Insurers, already strained by escalating climate-related claims, face mounting pressure that could destabilize the housing market. 

Governments are being pushed to intervene, whether by underwriting risks or investing in protective infrastructure. However, the equitable distribution of costs and benefits, particularly concerning homeowners who may be unaware of their vulnerability, poses significant challenges.  Moreover, the imperative to retrofit homes for resilience and emission reduction is paramount. Yet, this endeavor is not without obstacles, including cost considerations and potential public resistance. 

The text emphasizes the urgency for policymakers to address these complex questions promptly. Failing to do so risks exacerbating future economic and social upheaval. It underscores the interconnectedness of climate change, housing, and financial stability, urging proactive measures to ensure the sustainability of the housing market and broader societal resilience.

PS - In 2023, I co-edited the book "Adapting the Built Environment for Climate Change: Design Principles for Climate Emergencies" with Emeritus Professor Claes-Goran Granqvist. Currently, I am serving as the lead editor for the second edition of "Cost-Effective Energy Efficient Building Retrofitting: Materials, Technologies, Optimization, and Case Studies."

sábado, 13 de abril de 2024

The Economist - A gorda factura das alterações climáticas para o sector imobiliário chegará a quase 25 triliões

 


O artigo que até faz capa da última edição da revista The Economist, não poderia trazer piores noticias para o sector imobiliário, a nível mundial, para o qual as alterações climáticas irão trazer uma factura astronómica, de quase 25 biliões de dólares (25 triliões eq EUA), que o artigo afirma irá desencadear uma luta monumental sobre quem a deve pagar. 

A referida factura é composta por três parcelas. Uma que diz respeito às reparações de estragos por conta de fenómenos climáticos extremos. Uma segunda parcela que é relativa aos custos de futuras medidas de protecção, as quais permitam evitar estragos ainda maiores (à medida que os referidos fenómenos se forem agravando) e uma terceira sobre os custos de reabilitação energética, que permitem diminuir os elevados níveis de emissões do sector imobiliário. Relativamente a esta última parcela, o artigo menciona um inovador e multiplamente virtuoso super-bónus fiscal, que já tinha sido comentado aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/o-superbonus-que-consegue-resolver.html

No contexto supra e no caso concreto das facturas que haverá a pagar, em Portugal, é pertinente recordar o conteúdo de um recente artigo do jornal Público, onde se pode ler que os contribuintes deste país serão obrigados a pagar milhões para evitar que o mar engula "apartamentos a preços milionários, construídos quase em cima do mar....valor médio de um T2 (80 m2) é de um milhão de euros. Mesmo em cima da água, claro está, que é o que o cliente quer..." Ou dito de outro modo, a classe média baixa, irá pagar a segurança dos apartamentos (e moradias) dos ricos, quando o que seria justo era que fossem os seguros desses imóveis, a terem de arcar com essa cara responsabilidade. Porém e ao contrário do que acontece em países civilizados, no nosso país não há nenhuma luta monumental sobre quem deve pagar essa factura, em Portugal pagam os contribuintes e ponto final. 

É claro que se os Governos deste pobre país sempre tivessem agido segundo os princípios da responsabilidade e da precaução, há muito que teriam proibido que as Câmaras Municipais pudessem licenciar prédios e moradias de luxo, quase em cima do mar, infelizmente, a tradição em Portugal ainda é o que sempre foi, sendo que a impunidade autárquica anda de mão dada com um poder politico central incompetente e cobarde, aliás soube-se há poucos meses que no nosso país, 60% das Câmaras Municipais ainda nem sequer possuem planos municipais de adaptação às alterações climáticas https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/01/96-das-camaras-municipais-nao-foram.html