segunda-feira, 29 de julho de 2024

New Study Challenges the Accuracy of Clarivate's Highly Cited Researchers List


Following up on the poignant story of a distinguished scientist's aspiration to become a European champion, I recommend reading a recent and insightful paper published in the journal Scientometrics. Authored by a renowned Stanford professor, the paper is titled "Evolving Patterns of Extreme Publishing Behavior Across Science." 

This study analyzed extreme publishing behavior, defined as having over 60 articles indexed in Scopus in a single year. It identified 3,191 authors with such behavior in various sciences (excluding Physics) and 12,624 in Physics.  China has consistently held the highest number of hyperprolific, nearly hyperprolific, and extremely prolific publishing authors for many years. Additionally, there have been significant increases in such authors in Thailand, Saudi Arabia, Spain, India, and other countries. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05117-w#Sec10

The study concludes that "counting citations without adjusting for co-authorship patterns may be highly problematic." This finding corroborates previous studies by Koltun and others, providing compelling evidence that Clarivate's Highly Cited Researchers list is flawed. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evaluating-researchers-in-fast-and.html

In this context, several crucial questions must be asked: Why do those responsible at Clarivate refuse to correct their flawed Highly Cited Researchers List? Is it because doing so would most significantly impact Chinese researchers, leading to a substantial drop of Chinese universities in the Shanghai Ranking, which relies on that flawed list? But why would China require such condescending favor from Clarivate Analytics when they have already demonstrated the capability to ascend to the top of the innovation race through their own merit?  

Declaration of Competing Interests: I declare that my scientific field, civil engineering, is being discriminated against by Clarivate's Highly Cited Researchers List. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/why-is-clarivate-analytics-favouring.html

PS - There is only one global scientist ranking that fulfills three key criteria: precise name disambiguation, exclusion of self-citations, and the use of fractional counting. Furthermore, it remains unbiased across all scientific disciplines. 

domingo, 28 de julho de 2024

Ciência confirma a elevada perigosidade de uma decisão do Governo Português

No passado dia 23 de Janeiro, elogiei um artigo publicado na revista da Ordem dos Engenheiros, de um nada modesto (e corajoso) catedrático de engenharia da universidade do Porto (que simultaneamente consegue honrar a Academia e a Engenharia), o qual entre outras coisas, classificou como medíocre a decisão do primeiro Governo de António Costa, de querer esburacar o Interior de Portugal na extração mineira do lítio, pois é mais que evidente que se houvesse elevadas reservas de lítio na Comporta ou na Quinta da Marinha, jamais algum Governo deste país se atreveria a tentar explorá-las. Vide post acessível no link https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/01/catedratico-nada-modesto-classifica-de.html

Pois bem, muito recentemente a prestigiada revista Science publicou um artigo onde se pode ler, que os habitantes das zonas próximas de resíduos das minas, respiram ar carregado de poeiras tóxicas e também que a verdadeira extensão dos nefastos efeitos para saúde daqueles só agora se começa a perceber. https://www.science.org/doi/10.1126/science.adr9387

Nele se pode ler que as partículas tóxicas podem ser transportadas pelo vento até a uma distância de quase 70 quilómetros. Trata-se de um valor que é mais do dobro daquele mencionado num outro estudo de investigadores Norte-Americanos, que eu divulguei há quatro anos atrás https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/mina-provoca-contaminacao-com-metais.html

E antes disso, já tinha divulgado um outro estudo, realizado por investigadores Portugueses, que concluiu que uma certa localidade do concelho da Covilhã, apresenta níveis de contaminação que excedem em 2000% os limites legais https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/contaminacao-de-mina-excede-em-2000.html

Declaração de interesses - Declaro que entre 2019 e 2021 publiquei 18 posts no meu primeiro blogue, onde critiquei as medíocres decisões sobre a exploração mineira do lítio do Governo hipócrita do Alfacinha António Costa. Reproduzo abaixo os links dos três posts que obtiveram mais visualizações. 

PS - Espero para ver se o actual Governo, consegue ter a coragem suficiente para fazer aquilo que o anterior manifestamente não teve, de obrigar uma certa e arrogante casta (cujas mordomias os Portugueses são obrigados a sustentar) a ter de sair de Lisboa, ou se pelo contrário e à semelhança do cobarde anterior, também vai agir como se o Interior do país só servisse para ser esburacado e para suportar a toxicidade de resíduos de minas. 

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Sobre Ciência_A estupidez Portuguesa, a inteligência Alemã, o bom senso Francês e o princípio da confiança

Se no estrangeiro é possível fazer candidaturas de projectos com um mínimo de burocracia, bastando para o efeito a submissão de um ficheiro word e um ficheiro excel, porque é que em Portugal é necessário infernizar a vida dos investigadores em candidaturas com contornos kafkianos? https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/04/os-truques-e-subterfugios-da-fct-que.html

A pergunta supra foi feita no post de 24 de Abril com o título "Os truques e subterfúgios da FCT que infernizam a vida aos investigadores", que se iniciou com declarações de um investigador da universidade de Lisboa, que criticou a burocracia da FCT que complicam a submissão de projectos. 

Neste contexto faz todo o sentido divulgar uma noticia ontem publicada na Science Business, sobre a Agência Alemã para a Inovação Disruptiva, onde se pode ler que, as candidaturas dos projetos se resumem a um ficheiro pdf de 8 páginas. Mas muito mais importante do que isso, e como relata o seu presidente, a redução da buroctacia vai ao extremo de dispensarem provas de utilização dos fundos:  Successful teams are also not asked to offer any proof of how they spend their money. “The bureaucracy needs to be as minimal as possible,” said Costard. https://sciencebusiness.net/news/horizon-europe/inside-germanys-sprind-innovation-agency-anti-horizon-europe

Curiosamente, numa recente entrevista de um investigador Francês, recente vencedor do Nobel que visitou a universidade do Minho, ele falou sobre a utilização de verbas que sobram dos projectos de investigação. Algo que releva do mais elementar bom senso, pois se um investigador não esgotou a verba de um projecto deveria poder utilizá-la, noutras experiências científicas ou no pagamento de viagens a conferências ou em qualquer outra despesa cientifica. Essa possibilidade está porém absolutamente proibida em Portugal e essa é uma das razões do atraso científico Português, vide post de Março de 2024 sobre o facto do nosso país não conseguir sequer ultrapassar a Grécia ou o post de 15 de Agosto de 2022, sob o título "Processo de Irrelevância Científica Em Curso - PICEChttps://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/picec-processo-de-irrelevancia.html

Por uma estranha coincidência, no dia 1 de Fevereiro do corrente ano, enviei aos aos membros da minha unidade de investigação, um email do qual abaixo reproduzo apenas a parte final:  "Termino, dizendo o seguinte, se já é difícil esperar que os investigadores Portugueses consigam competir com investigadores de universidades estrangeiras, que possuem vencimentos e condições laboratoriais muito superiores, não se percebe (e muito menos se aceita) que ainda por cima obriguem os investigadores a esse calvário. A situação devia ser precisamente a inversa, não querendo ou não podendo pagar mais, este Governo (ou qualquer outro) deveriam reduzir a burocracia na investigação a zero, deixando que os responsáveis dos projectos tivessem total liberdade de gestão, para gastarem o que quisessem quando quisessem, com base no principio da confiança".

PS - Já há muitos anos que me queixo da burocracia infernal que existe na investigação, vide por exemplo um post de 2019, onde então manifestei a minha incredulidade, pelo facto dos investigadores terem menos liberdade de gestão do que as autarquias, onde se gastam fortunas em "almoços de trabalho", isto quando não andam a comprar Porsches ou gastam milhões de euros, do dinheiro dos contribuintes, em artistas desconhecidos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/o-artista-quem-camara-de-oeiras-ja.html