domingo, 8 de setembro de 2024

Uma proposta de melhoria inequívoca do rigor da qualificação catedrática


"...Mais valia por isso que não perdessem tempo com esses vergonhosos pseudoconcursos e nomeassem logo os tais candidatos, com mais de 10 anos, na categoria superior, como foi feito há algumas dezenas de anos atrás com os famosos catedráticos decretinoshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/ensino-superiorconcursos-revelia-da-lei.html

O trecho supra foi retirado de um post de Outubro de 2019, e nele se faz referência a professores que transitaram para o lugar de catedrático por decreto. Quem o recordou em 2018, foi um corajoso catedrático de engenharia da universidade de Lisboa, num texto de titulo "Os bolseiros e os seus donos", que na altura me foi enviado por um Catedrático do Técnico, o qual divulguei por milhares de Colegas e o qual ainda hoje está acessível no link  https://www.docdroid.net/k7CnX4E/bolseiros-e-os-seus-donos.pdf

Pessoalmente acho que a designação "catedráticos decretinos" não só é nitidamente maliciosa como ainda por cima se presta a enorme confusão, desde logo porque entre os tais catedráticos nomeados por decreto, há muitos com um currículo muitíssimo superior, aqueles outros que chegaram a catedráticos em concursos correntes (na esmagadora maioria com jurados amigos). Faz por isso todo o sentido perguntar, que valor tem o facto de alguém chegar a catedrático, através de um concurso que respeitou a 100% toda a legislação aplicável, se essa pessoa possui afinal um miserável h-index=0?

Assim, a presente proposta, passa por acompanhar sempre a palavra catedrático, do valor do seu h-index Scopus, à data do provimento nesse lugar, independentemente de isso ter acontecido por concurso público ou por decreto, o que permite alcançar aquilo que realmente interessa, distinguir, aqueles possuidores de uma obra científica de elevado valor, dos outros com uma obra científica inexistente ou irrelevante, os tais que a ciência já mostrou devem ser evitados, a todo o custo, por jovens investigadores e também por aspirantes a essa carreira, sob pena de a comprometerem de forma irreversível. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/o-melhor-conselho-que-se-pode-dar-um.html

PS - É claro que até isso ocorrer, o que obviamente será no dia de S.Nunca, esses catedráticos (de h-index nulo ou quase nulo) serão denominados à boca pequena por outros termos, inequivocamente jocosos, como CatedráNicos ou CatedráXicos. 

Prisão perpétua ? Sim, imediatamente !


Em Janeiro de 2022, manifestei a minha concordância com a hipótese de Portugal poder dispor do mesmo regime de prisão perpétua, que já existe em países mais civilizados do que o nosso https://pachecotorgal.com/2022/01/29/prisao-perpetua-sim-por-favor/

Nesse contexto, aproveito a vergonha da recente fuga de vários criminosos da prisão de Vale dos Judeus, para voltar a esse tema. Entre os referidos criminosos evadidos, encontra-se um argentino de nome Rodolf Lohrmann, que foi condenado no seu país a prisão perpétua, por ter liderado um gang que matou dezenas de pessoas, crimes esses onde se inclui terem enterrado viva a filha do ex-presidente do Paraguai e terem morto o filho do ministro da Saúde da Argentina na mesma noite em que a família pagou o resgate. 

Inacreditavelmente, a justiça Portuguesa recusa-se a entregar este famoso criminoso à Argentina, para que aí cumpra a pena de prisão perpétua a que foi condenado, pelo simples facto de Portugal não possuir prisão perpétua. Essa inominável aberração jurídica, cuja paternidade pertence a conhecidos e muito ingénuos catedráticos de Direito Penal, faz do nosso país um excelente refúgio para todos os criminosos deste mundo que nos seus países tenham sido condenados a prisão perpétua. 

Portugal necessita por isso, de alterar com a maior urgência possível, a sua Constituição para permitir a criação do crime de prisão perpétua, nos mesmos moldes em que existe noutros países europeus, nem que seja para evitar que Portugal se torne um refúgio seguro para os piores criminosos deste Planeta. 

Declaro de interesses - Declaro que tenho o hábito (leia-se vicio) de criticar os catedráticos de Direito Penal deste desgraçado país. A última vez que o fiz foi no passado dia 7 de Agosto https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/a-catedratica-vaca-o-direito-violacao-e.html

PS - E aproveitando a supracitada oportunidade, deve-se também alterar a Constituição, para que finalmente se consiga criminalizar o enriquecimento ilícito, exactamente nos mesmos moldes como essa criminalização já é feita noutros países europeus https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/a-eternamente-adiada-criminalizacao-do.html

sábado, 7 de setembro de 2024

Professores catedráticos de topo ensinam a redigir uma proposta de investigação ao concurso de bolsas milionárias da ERC

Em 2021 manifestei a minha surpresa pelo facto de Portugal submeter anualmente um número muito reduzido de candidaturas ás bolsas milionárias do European Research Council, num post onde então comparei o fraco desempenho do nosso país com o desempenho da Suécia, da Suiça, da Finlândia e da Holanda. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/sera-que-os-investigadores-portugueses.html

Neste contexto aproveito o presente post para divulgar um link relativo a um interessante ficheiro com 20 pags, contendo uma candidatura às bolsas Synergy. A referida candidatura é especialmente valiosa, pelo facto de envolver três professores catedráticos, de universidades da Suécia, da Holanda e da Alemanha, todos eles titulares de elevados valores de h-index na base Scopus, respectivamente, 73, 85 e 110   https://indico.uu.se/event/1592/sessions/998/attachments/1628/2440/B2.pdf

Declaração de interesses - Há vários anos atrás, mais precisamente num post de Novembro de 2019, sugeri que os candidatos ao título de Agregado deveriam ser obrigados a respeitar um requisito básico: "o de terem submetido uma candidatura às bolsas milionárias do European Research Council, sendo rejeitados todos aqueles, cuja candidatura não tivesse recebido pelo menos 3 notações de Excelente ou 5 notações de Muito Bom. Como é evidente as universidades "menos exigentes" poderiam satisfazer-se apenas com uma única notação de Excelente..."

PS - E será que não seria importante saber, quantos catedráticos da Academia Portuguesa nunca submeteram uma única candidatura aos concursos de bolsas milionárias do ERC ?