terça-feira, 10 de setembro de 2024

Recalling my past clash with German MP Hans Olaf-Henkel


"...if Europe was able to cut tax evasion by half that would mean an annual revenue of around 500 billion which is more than the annual total net income of 15 Google champions...."

The excerpt above is from an email I sent in 2019 to several thousand colleagues, including dozens of Members of the European Parliament-MPs. One of the recipients, Hans Olaf Henkel, was displeased with its content and expressed his frustration in a reply. 

Nonetheless, that email is only mentioned here as an introduction to the European Commission's important legal victory in a €13 billion tax dispute with Apple. Now, EU officials must continue their pursuit of the rest of the tax evaders, who cost the EU budget €1 trillion annually. This revenue is urgently needed, especially following the recent Draghi report, published yesterday, which calls for an €800 billion annual boost in European investment https://commission.europa.eu/document/97e481fd-2dc3-412d-be4c-f152a8232961_en

In Part B, "In-depth analysis and recommendations" on pages 240 and 241, it is stated that while Europe struggles to attract and retain top research talent, partly due to bureaucratic hurdles. In contrast, US universities, with concentrated financial resources and a clear focus on leading global rankings, consistently produce high-impact research. Of course, this depiction does not fully capture the broader scientific landscape in Europe. While it's true that many institutions are burdened by bureaucracy, others have significantly reduced it. A prime example is Germany’s SPRIND innovation agency, where minimizing red tape is a priority. Successful teams, for instance, are not required to provide detailed proof of how they spend their funds. https://sciencebusiness.net/news/r-d-funding/inside-germanys-sprind-innovation-agency-anti-horizon-europe

On page 214, it is also stated that in Europe 'researchers have few incentives to become entrepreneurs.' This reminds me of something I wrote several months ago when I argued that, to foster innovation in European universities, the most effective strategy is to emulate Sweden's model and reinstate the professor's privilege. The evidence clearly shows that abolishing this so-called 'privilege' was not only harmful but also counterproductive. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/new-evidence-shows-that-abolishment-of.html

Furthermore, a crucial solution lies in the European Union introducing strict and transparent minimum standards for appointing full professors at public universities. Such measures would safeguard the integrity of academic appointments by eradicating nepotism and preventing promotions based on political influence or personal connections. It is evident that professors who have ascended the academic ladder through corrupt practices are unlikely to maintain high ethical standards.  For the European academic community to achieve global competitiveness, it must first ensure the integrity of its research. This is essential because, without a steadfast and unwavering commitment to ethical principles, genuine academic excellence will remain perpetually out of reach.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Relatório Draghi: A Europa não terá futuro se seguir a idiota "estratégia" Portuguesa


Na sequência do relatório que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitou ao antigo primeiro-ministro, Enrico Letta, que entretanto passou a dirigir o Instituto Jacques Delors, no sentido de fazer um diagnóstico sobre o estado do mercado único europeu, incluindo a elaboração de recomendações para recuperar a competitividade da economia europeia, o qual divulguei em 19 de Maio,  faz todo o sentido agora comentar telegráficamente o Relatório Draghi, hoje divulgado, que também incide sobre a competitividade da economia europeia, Vide artigo no jornal Públicoonde se fica saber que a Europa terá de investir um valor adicional de mais de 800.000 milhões de euros por ano, com destaque para três áreas de intervenção prioritárias. . 

1ª - inovação. 

2ª  - “todas as políticas têm de estar sintonizadas com os objectivos climáticos”. 

3ª - redução das dependências, sejam económicas...de segurança e geopolíticas

Sobre a primeira, que não por acaso, também foi bastante mencionada no supracitado relatório do Enrico Letta, já sabemos como está a situação de Portugal, o desgraçado país que há poucos anos sofreu um violento trambolhão no ranking europeu da inovação, o mesmo país cujo o anterior Governo preferiu meter mais de 3000 milhões de euros na TAP, deixando um buraco de 100 milhões de euros na FCT. 

Aquilo porém a que o artigo do jornal Público não fez qualquer referência, foi ao facto do relatório Draghi mencionar várias vezes as palavras "red tape", o que significa que o referido relatório apela a um corte bastante substancial na burocracia. Mas também aqui a situação de Portugal é péssima, pelo menos na área da ciência, como se pode perceber através de vários posts que publiquei, como por exemplo os dois abaixo:

24 de Abril - Os truques e subterfúgios da FCT que infernizam a vida aos investigadores

26 de Julho - Sobre Ciência_A estupidez Portuguesa, a inteligência Alemã, o bom senso Francês e o princípio da confiança

Curiosamente na página 241 do Relatório Draghi (Parte B-Politicas Sectoriais) é afirmado que na Europa os investigadores não tem incentivos para criarem empresas geradoras de riqueza. É uma afirmação genericamente verdadeira, porém muito mais nuns países do que noutros, é desde logo especialmente verdadeira em Portugal, vide post de 8 de Agosto de 2021, com o sugestivo título "Quanto é que Portugal perde com um sistema (comunista a todos os títulos) que premeia a inércia e incentiva a preguiça ?"

PS - Sobre a criação de empresas, revisite-se o post de 26 de Fevereiro, onde foi divulgado um estudo que concluiu que os diplomados saídos das melhores universidades, mostram uma predisposição muito maior para criarem empresas. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/estudo-recente-sobre-qualidade-dos.html

domingo, 8 de setembro de 2024

Uma proposta de melhoria inequívoca do rigor da qualificação catedrática


"...Mais valia por isso que não perdessem tempo com esses vergonhosos pseudoconcursos e nomeassem logo os tais candidatos, com mais de 10 anos, na categoria superior, como foi feito há algumas dezenas de anos atrás com os famosos catedráticos decretinoshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/ensino-superiorconcursos-revelia-da-lei.html

O trecho supra foi retirado de um post de Outubro de 2019, e nele se faz referência a professores que transitaram para o lugar de catedrático por decreto. Quem o recordou em 2018, foi um corajoso catedrático de engenharia da universidade de Lisboa, num texto de titulo "Os bolseiros e os seus donos", que na altura me foi enviado por um Catedrático do Técnico, o qual divulguei por milhares de Colegas e o qual ainda hoje está acessível no link  https://www.docdroid.net/k7CnX4E/bolseiros-e-os-seus-donos.pdf

Pessoalmente acho que a designação "catedráticos decretinos" não só é nitidamente maliciosa como ainda por cima se presta a enorme confusão, desde logo porque entre os tais catedráticos nomeados por decreto, há muitos com um currículo muitíssimo superior, aqueles outros que chegaram a catedráticos em concursos correntes (na esmagadora maioria com jurados amigos). Faz por isso todo o sentido perguntar, que valor tem o facto de alguém chegar a catedrático, através de um concurso que respeitou a 100% toda a legislação aplicável, se essa pessoa possui afinal um miserável h-index=0?

Assim, a presente proposta, passa por acompanhar sempre a palavra catedrático, do valor do seu h-index Scopus, à data do provimento nesse lugar, independentemente de isso ter acontecido por concurso público ou por decreto, o que permite alcançar aquilo que realmente interessa, distinguir, aqueles possuidores de uma obra científica de elevado valor, dos outros com uma obra científica inexistente ou irrelevante, os tais que a ciência já mostrou devem ser evitados, a todo o custo, por jovens investigadores e também por aspirantes a essa carreira, sob pena de a comprometerem de forma irreversível. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/o-melhor-conselho-que-se-pode-dar-um.html

PS - É claro que até isso ocorrer, o que obviamente será no dia de S.Nunca, esses catedráticos (de h-index nulo ou quase nulo) serão denominados à boca pequena por outros termos, inequivocamente jocosos, como CatedráNicos ou CatedráXicos.