terça-feira, 8 de outubro de 2024

Ingold’s (Scopus highly cited) Blueprint for a More Sustainable, Creative, and Just world

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/bleeding-out-inescapable-cycle-of.html

Expanding on the previous post discussing the Sisyphean nature of existence under capitalism it's relevant to highlight Professor Ingold's seminal work Being Alive: Essays on Movement, Knowledge and Description. This book, has amassed over 3,000 citations on Scopus, drawing attention from researchers across 25 scientific disciplines.

Ingold critiques the tendency of modern thought to separate the mind from the body, humans from nature, and knowledge from practice. He argues that understanding the world involves recognizing the fluidity and interconnectedness of these elements, proposing that knowledge is not something abstract but something lived and practiced. By emphasizing process over product, engagement overconsumption, and relationality over individualism, his philosophy invites a transformation in how we think about work, life, and our relationship with the environment. If integrated into societal practices, Ingold’s views could help nurture a more sustainable, creative, and just world.

PS - In this context, particularly regarding the theme of 'interconnectedness,' it is worth revisiting a previous post commeting an editorial by Barry K. Gills, Professor at the University of Helsinki and Editor-in-Chief of Globalizations.  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/from-great-implosion-to-great-awakening.html

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

A indecente formulação jurídica que permite a um Reitor de uma universidade pública receber simultaneamente dois salários


Num artigo com um título deveras jocoso, a revista Sábado desta semana, informa que há novos e incriveis desenvolvimentos no caso do Reitor da Universidade Nova, que acumula o salário de Reitor (quase 6500 euros) com o salário de professor catedrático. Afinal e contrariando a opinião de conhecidos especialistas, como o Paulo Veiga e Moura, especialista em Direito Administrativo, que garantiu que essa acumulação era manifestamente ilegal, fica-se agora a saber através da referida revista, que um novo douto parecer, veio "salvar" a face do dito Reitor, aconselhando que basta afinal, alterar o contrato, de forma a que no mesmo conste a autorização do Conselho Geral daquela universidade. É claro que se esse dinheiro tivesse que sair do bolso dos senhores conselheiros, ao invés de sair do bolso dos contribuintes, de certeza que essa autorização nunca veria a luz do dia. 

Irónica e desgraçadamente, na mesma universidade, em particular na mesma Faculdade a que pertence o Reitor  João Sáàgua, aqueles muitos doutorados, que asseguram actividade lectiva, recebendo zero, a esses não há parecer nem autorização do Conselho Geral que os salve. Terão que continuar a trabalhar sem nada receber, o que mostra bem a imoralidade e a perversão das leis que tem andado a ser aprovadas na Assembleia da República. 

Um catedrático de filosofia, como é o senhor Reitor da universidade Nova, tem obrigação de saber que nem tudo aquilo que é legal é ético, porém parece que ele está afinal muitíssimo mais preocupado com a primeira e muito menos com a segunda e isso apenas para poder embolsar um total de algumas poucas dezenas de milhares de euros. 

E depois ainda há quem se admire e revele estar muitíssimo preocupado, que neste momento o Português que está melhor posicionado para vir a ser o próximo Presidente da República, seja um militar. Dizem que isso seria uma anormalidade num país europeu e que a única coisa que ele fez foi coordenar o processo de vacinação contra a Covid-19. https://www.publico.pt/2024/10/06/politica/noticia/castro-almeida-militar-presidencia-anormalidade-2106726

Porém muito oportuna e hipocritamente esses se esquecem que nos últimos 50 anos, entre os milhares de políticos eleitos neste país, muitos deles conhecidos pela sua ganância extrema e alguns até por terem conseguido enriquecer do dia para a noite e que andam por aí a rir-se de todos nós (Presidente da ASJP dixit), houve apenas um único, que não quis receber aquilo que a lei lhe permitia, e preferiu deixar de receber mais de 1 milhão de euros. Era um militar. https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/ramalho-eanes-recusou-pagamento-de-13-milhoes-de-euros-em-retroativos-a-que-tinha-direito/ E o pior que pode acontecer a um país europeu, não é de todo, a hipótese de ter um militar como Presidente da República, é antes a de ter um militar a dar lições de ética aos catedráticos de filosofia desse país. 

PS - O mesmo número da revista Sábado, contém um outro interessante artigo, sobre algo que a maioria dos Portugueses acha  um tema muito grave, a corrupção. A revista Sábado enviou a todos os 230 deputados um inquérito com 13 perguntas, sobre corrupção, contudo apenas 4 deputados responderam a esse inquérito, o que mostra o muito pouco que eles se preocupam com esse tema e ajuda também a perceber aquilo que se escreveu aqui  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/10/mais-um-prego-no-caixao-da-justica-e.html

sábado, 5 de outubro de 2024

Nature paper_How Carbon Revenues Can Save Us from Climate-Induced Chaos

 

In a previous post (linked above), I explored the moral obligations of university professors and researchers to adopt sustainable practices, which are crucial in persuading society to assume its share of collective responsibility for the planet. I also referenced Thomas Piketty’s latest book on economic inequality as a barrier to achieving harmony between humanity and nature. Building on that, I’d now like to highlight a recent study published in Nature Climate Change.

The study, led by Johannes Emmerling, a senior scientist at the Euro-Mediterranean Center on Climate Change, examines how climate change is expected to exacerbate inequality within countries. It projects that, without intervention, the Gini index—a key measure of income inequality—could rise sharply in the coming years.

However, the study offers a promising solution: redistributing carbon revenues equally among citizens. This approach not only offsets the short-term economic costs of climate policies but also reduces inequality https://www.nature.com/articles/s41558-024-02151-7#Sec7

PS - In this context, it is essential to highlight that Kriege & Meierrieks (2019) provided compelling evidence that income inequality significantly contributes to the rise of terrorismhttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/2019-paper-by-german-researchersincome.html