domingo, 3 de novembro de 2024

Revisitar a imparável epidemia de corrupção


Em 2019 o Ex-Presidente Ramalho Eanes afirmou que havia uma epidemia de corrupção em Portugal, e eis que agora, cinco anos passados o referido ex-presidente reafirma aquilo que disse nessa altura, apontando o dedo ao PSD e ao PS, que sem rodeios, acusa de terem colonizado a Administração Pública https://www.rtp.pt/noticias/politica/ramalho-eanes-em-livro-apos-entrevista-de-fatima-campos-ferreira_v1612059 

Quem não se lembra aliás daquela girl que foi apanhada numa escuta a exigir ser Administradora de uma "merda" qualquer https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/eu-quero-administrar-uma-merda-qualquer.html ou daquele outro boy que também foi apanhado numa outra escuta a dizer que queria ser presidente de uma empresa (pública) qualquer https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/09/em-defesa-da-honra-das-putas.html E foi exactamente isso em que o PS e o PSD conseguiram transformar a Administração Pública, basicamente e acima de tudo numa fonte de rendimento para boys e girls, que é aquilo que se extrai das muitas escutas, onde foram apanhados muitos dos parasitas que os contribuintes deste país são obrigados a sustentar e que as corajosas palavras do impoluto Ex-Presidente Ramalho Eanes também confirmam.

Declaração de interesses - Declaro que tendo iniciado o meu primeiro blogue há cinco anos atrás, que desde essa altura fiz dezenas de post sobre corrupção, tendo o último deles sido publicado no passado dia 5 de Outubro sob o título "Mais um prego no caixão da justiça e desta coisa a que chamam democracia mas que se deveria chamar corruptocracia"  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/10/mais-um-prego-no-caixao-da-justica-e.html

sábado, 2 de novembro de 2024

Director da F.C. da Universidade de Lisboa critica doutoramentos nos Politécnicos

 

Ainda sobre o post anterior, onde se deu conta que o ensino superior Politécnico tem no seu todo apenas um valor residual de 3% dos 633 investigadores mais citados de Portugal (e muitos Politécnicos nem sequer possuem um único desses investigadores) não deixa de ser uma curiosa coincidência que o Director da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o catedrático Luís Carriço, tenha dado uma entrevista ao semanário Nascer do Sol, onde tece criticas várias sobre o ensino superior, como por exemplo quando critica o desnorte que pautou a acção da antiga Ministra Elvira Fortunato, tendo acabando a entrevista a criticar o facto dos Institutos Politécnicos poderem atribuir o grau de Doutor. 

Concordo com a opinião dele, especialmente na parte em que ele disse que em Portugal há universidades a mais e politécnicos a mais e que é necessário avaliar de forma rigorosa para se conseguir separar "o trigo do joio", que não é muito diferente daquilo que já tinha sido escrito por um conhecido catedrático da universidade do Minho, que criticou a asfixia financeira das universidades mais dinâmicas,  levada a cabo pelo anterior Governo, processo a que ele na altura apelidou de mexicanização do ensino superior https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/12/catedratico-da-uminho-acusa-governo-de.html

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

IA Generativa na Educação: Uma análise sobre a sua utilização nas 100 melhores universidades dos EUA


 

Ainda na sequência do post anterior, acessível no link supra, sobre o Catedrático da Universidade do Minho, que apelidou de tolos, os professores que tem medo que os alunos façam trabalhos usando o ChatGPT, faz todo o sentido divulgar um artigo muito recente, publicado ontem na revista Computers & Education: Artificial Intelligence,  que examina a forma como é utilizada a IA Generativa nas 100 melhores universidades dos EUA https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666920X24001292#se0170

PS - Quando se pergunta ao ChatGPT quais são as maiores desvantagens que podem advir da utilização da IA na educação a resposta é aquela, bastante instrutiva, que abaixo se reproduz: 

  1. Reduced Human Connection: AI lacks the empathy and intuition that human educators provide. Building motivation, fostering curiosity, and responding to students' emotional needs often require a human touch that AI can’t replicate.

  2. Over-Reliance and Decline in Critical Thinking: Excessive reliance on AI for answers can reduce students' critical thinking skills. Instead of analyzing problems themselves, students might default to AI-generated responses without fully understanding the underlying concepts.

  3. Privacy and Ethical Issues: AI systems often collect significant amounts of student data, raising concerns around privacy, data security, and potential misuse of personal information, especially in educational contexts involving minors.

  4. Access and Equity Challenges: Not all students have equal access to the technology needed for AI-based learning, potentially widening the gap between students of different socioeconomic backgrounds.

  5. Potential for Bias and Inaccuracy: AI models can inherit biases from their training data, which can lead to biased or incorrect outputs. If unmonitored, these inaccuracies can misinform students and introduce unfairness in automated assessments.

  6. Risk of Teacher Displacement and Curriculum Narrowing: AI could be seen as a cost-saving substitute for human teachers, potentially diminishing the quality of education. Additionally, over-reliance on AI tools may push curricula toward standardized approaches, limiting space for creative and critical thinking.

  7. Algorithm Dependence: AI-driven learning can create dependence on standardization, which may discourage unique, non-standard approaches that showcase deep, creative understanding of complex material.