quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

A prova da estupidez e da prepotência com que a FCT maltrata os investigadores



O pequeno extracto supra, foi retirado de um post escrito há poucos meses atrás, com um título bastante elucidativo "Sobre Ciência_A estupidez Portuguesa, a inteligência Alemã, o bom senso Francês e o princípio da confiança", e no referido post critiquei a estupidez monumental das regras que regem a ciência em Portugal e que são nada mais do que um vergonhoso hino à burocracia mais rasteira e também mais soezNesse post esqueci-me porém de mencionar que por vezes  essa estupidez se transforma em prepotência

No passado dia 30 de Dezembro, recebi um email inqualificável da Fundação para Ciência e Tecnologia-.FCT, que relativamente a um projecto que cordenei há poucos anos e onde ficou por executar um valor inferior a 600 euros, se pode ler algo que transpira prepotência por todos os lados, que ou o investigador responsável pelo projecto, transfere para a FCT o valor não executado, no prazo máximo de 20 dias úteis, ou a universidade do Minho terá de pagar na integra todo o dinheiro do projecto, no valor de dezenas de milhares de euros !!!! 

Como é evidente, a reduzida verba que foi não executada no projecto que eu coordenei, está numa conta bancária da Universidade do Minho e é preciso agora proceder internamente a uma tramitação especifica, com diversas autorizações, para que a universidade do Minho possa efectuar a sua devolução à FCT, tramitação essa que se torna ainda mais demorada no período actual de transição entre anos fiscais, sendo por isso ridículas e até afrontosas as "ameaças" da FCT,  que se não receber os tais menos de 600 euros no prazo de 20 dias irá exigir o pagamento de dezenas de milhares de euros de todo o projecto. E logo à universidade do Minho, a quem os Governos desta desgraçada República devem dezenas de milhões de euros, como foi publicamente denunciado pelo próprio Reitor, que nessa denúncia até foi ao ponto de utilizar a palavra calotehttps://www.diariodominho.pt/noticias/braga/uminho-denuncia-divida-de-20-milhoes-do-estado-254312#google_vignette

Resumindo e concluindo, enquanto que a França, o país que mete na cadeia, políticos Franceses que andaram a desbaratar dinheiros públicos a contratar familiares e amigospermite que os cientistas Franceses possam gastar noutras despesas científicas as verbas que não foram executadas num determinado projecto, o que até serve de incentivo para que eles tentem poupar na gestão dos projectos, já em Portugal, de forma radicalmente oposta, exige-se aos investigadores que rapidamente devolvam qualquer sobra financeira dos projectos, ameaçando até com a cobrança do montante de todo o projecto, mas ao mesmo tempo permite-se que os políticos Portugueses gastem dezenas de milhares de euros em almoçaradas e se eles gastarem verbas públicas a contratar familiares e amigos nada lhes acontece. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/vicio-das-raspadinhas-utilizado-para.html Hoje mesmo num artigo do jornal Público ficou-se a saber que na referida Santa Casa, uma única família, conseguiu arranjar emprego para mais de 20 familiares. E alguns deles até recebem salários superiores ao de um professor catedrático  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/a-magnitude-do-enxovalho-aos.html

Declaração de interesses - Declaro que ao longo dos últimos anos critiquei por diversas vezes a FCT, como por exemplo em 2017 quando critiquei a absoluta descriminação financeira das pequenas unidades de investigação https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/ciencia.html ou como quando em 2019 critiquei o facto dos contratos de investigadores CEEC chegarem a demorar 6 meses para serem realizados, num post onde aproveitei para divulgar que uma conceituada investigadora (hoje Presidente do famoso GIMM) tinha publicamente qualificado a FCT como sendo uma instituição incompetente https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/publicoa-incompetencia-da-fct.html ou como quando em 2024 divulguei criticas da comunidade científica num post de título "Os truques e subterfúgios da FCT que infernizam a vida aos investigadoreshttps://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/04/os-truques-e-subterfugios-da-fct-que.html

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Newton's triumph and Darwin's tragedy: Lessons for 21st century researchers?

 

A professor at a US university, renowned for authoring highly cited articles indexed in Scopus—one of which has already received more than 5,000 citations—recently published an intriguing article. In it, he advocates for a new epistemological framework he calls Holistic Action Research and Design Science- HARDS. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0268401224001142#sec0035

In his article, the professor argues that the application of HARDS principles was instrumental in catapulting Isaac Newton to both scientific and economic success. Conversely, he contends that the absence of these principles contributed to the tragedy of Charles Darwin. Despite Darwin’s groundbreaking theory of evolution, he received little scientific recognition during his lifetime and missed financial opportunities he could have easily seized by adhering to such principles. 

One critical aspect overlooked in the article is the stark difference in global challenges faced by Isaac Newton and Charles Darwin compared to those confronting 21st-century researchers. In Newton and Darwin's eras, the dominant concerns revolved around advancing knowledge in isolated domains, with no awareness of global crises like climate change. Today, researchers face an interconnected world grappling with the looming threat of a climate apocalypse. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/mansholt-happiness-and-climate_24.html Paradoxically, modern society, despite being equipped with unprecedented access to scientific data and advanced predictive tools, seems alarmingly indifferent to the gravity of this existential crisis. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/naturethe-wrong-priorities-and-rigth.html