segunda-feira, 15 de junho de 2026

O recorde mundial de mais de 10 anos da Universidade de Harvard acaba de ser batido por uma universidade Chinesa



No post acessível no link supra, comentei para os meus leitores estrangeiros — em especial os dos EUA e da Alemanha, que nos últimos tempos têm sido os que mais visitam o meu blogue — que a famosa universidade de Harvard, por muitos anos ídolo científico do Ocidente e símbolo máximo da sua autoconfiança académica, acaba de perder o primeiro lugar do Nature Index 2026 para a Zhejiang University. O prestígio acumulado não publica artigos, não cria massa crítica nem garante liderança nenhuma; apenas anestesia quem prefere viver da reputação passada em vez de olhar para os números do presente.

Recordo que não foi certamente por acaso que, desde 2021, venho defendendo a necessidade de uma colaboração estratégica muito mais intensa entre as universidades portuguesas e as universidades chinesas. No texto abaixo, identifiquei frontalmente as instituições nacionais que mais cedo perceberam a importância dessas parcerias — e, por contraste, aquelas que, por crassa ignorância ou grossa incompetência, continuaram presas a colaborações com países irremediavelmente pouco ou mesmo nada competitivos. https://pachecotorgal.com/2023/07/29/colaboracoes-internacionais-das-instituicoes-de-ensino-superior__negligencia-ou-incompetencia/

Há dois anos, a minha percentagem de publicações, na conhecida base de literatura científica indexada Scopus, em coautoria com investigadores chineses era de 17%. Entretanto, subiu para 19%. Não se trata de um mero detalhe estatístico: é um indicador de alinhamento com uma transformação profunda da ciência mundial. E é uma percentagem muito superior à de vários investigadores portugueses altamente citados, que continuam, por conta de uma inexplicável miopia estratégica, a aproveitar de forma manifestamente insuficiente a extraordinária ascensão científica da China. https://pachecotorgal.com/2024/12/08/estarao-os-investigadores-mais-citados-de-portugal-a-aproveitar-devidamente-a-notavel-ascensao-da-ciencia-chinesa/