terça-feira, 28 de julho de 2026

Uma "estrela" que brilhou pouco e as duas estrelas da ciência de que ninguém fala

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/a-produtividade-cientifica-de-uma.html

Há alguns anos atrás, vide post acessível no link supra, critiquei o facto de amigos do então Presidente da República, Cavaco Silva, terem reconhecido "méritos excecionais e relevantes na ciência" à jovem investigadora Zita Martins, distinção que conduziu à sua condecoração, em 2015, com a Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Recordo que, nessa altura, o seu currículo científico incluía aproximadamente três dezenas de publicações indexadas na Scopus, com um impacto bibliométrico ainda bastante modesto à época. 

Quando agora se consultam os resultados da última edição do ranking de cientistas Stanford–Elsevier, no qual estranhamente a supracitada investigadora "estrela" ainda não conseguiu entrar, e se analisa o desempenho de jovens investigadores portugueses, dois nomes destacam-se claramente, Joana Prata e Natália Cruz-Martins. A imagem supra, obtida a partir do processo que descrevi aqui, compara a evolução passada e a projeção futura dos respetivos índices-h na base de dados Scopus, tornando particularmente evidente a dinâmica científica ascendente de ambas, claramente acima do desempenho da referida "estrela" da ciência.