domingo, 22 de maio de 2022

Catedrático feroz malha forte em catedrático medieval

 

Desenganem-se aqueles que acham que tenho por hábito escrever coisas pouco santas,  pois na verdade isso é muito mais a excepção do que a regra, como quando muito raramente utilizei a expressão filhos da puta, em Outubro de 2020, em Fevereiro de 2021 e em Abril de 2021Atente-se por exemplo no recente post, de 16 de Maio, onde de forma bastante polida questionei em abstracto as consequências da eventual violação do dever de rigor de um professor universitário

E agora compare-se o referido post, com o recente artigo do catedrático Aguiar-Conraria da Universidade do Minho, que esta semana no Expresso, e sobre o mesmíssimo caso, não se coibiu de escrever que, o catedrático de Direito Almeida e Costa é incompetente e tem falta de integridade, pois procura factos para sustentar as suas preconceituosas opiniõeshttps://expresso.pt/opiniao/2022-05-19-Um-juiz-do-seculo-XIII-para-o-Tribunal-Constitucional--5cba7428

Recorde-se que o mesmo Luís Aguiar-Conraria, já no passado escreveu coisas muito mais ferinas, como quando escreveu sobre alguns Portugueses que foram galardoados pela Presidência da República, que ele designou de grupo de malfeitores e que até comparou ao mafioso assassino Michael Corleone https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/os-amigos-e-conhecidos-do-presidente.html

PS - No final de um post de Julho de 2020, escrevi que o MCTES deveria exigir a todos os professores universitários que tem o estatuto de "tenure" que fizessem prova que alguma vez na sua vida disseram ou investigaram algo incómodo, aos olhos dos poderes instituídos ou fáticos, que justifique esse estatuto. Pelo menos o catedrático Aguiar-Conraria, ao contrário de muitos outros catedráticos, já cumpriu o seu dever, pois já deu abundantes provas de ter escrito coisas incómodas. 

As consequências do impacto de um asteróide na zona entre a Madeira e os Açores

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/artigo-calculo-da-probabilidade-de.html

Ainda na sequência do post acima, divulgo abaixo um recente artigo de investigadores Portugueses que analisaram o que aconteceria se três asteróides de diferentes dimensões (204m, 370 m, e 5 km) colidissem com o nosso Planeta, na zona oceânica, que se situa entre a Madeira e os Açores https://www.mdpi.com/2218-1997/8/5/279

PS - A imagem acima diz respeito aos muitos asteróides, de reduzidas dimensões (entre 1 m e 20 m), resgistados pela NASA em menos de duas décadas, no período 1994-2013, que felizmente, se desintegraram na atmosfera. Imagine-se o que seria se cada um dos referidos asteróides tivesse 60 metros, como aquele que tinha sido mencionado no post acima, que seria capaz de matar mais de 1 milhão de pessoas, caso atingisse Nova Iorque ! 

sábado, 21 de maio de 2022

Produção de livros indexados na Scopus durante o quinquénio 2017-2021 e o triénio 2019-2021 por instituição

 

Ainda na sequência do post acessível no link acima, relativo à produção de livros indexados durante o quinquénio 2016-2020, apresenta-se abaixo a informação para o quinquénio 2017-2021 e também para o triénio 2019-2021. Na primeira lista constata-se a ausência da UALG, que radica na circunstância de no quinquénio em causa não ter conseguido produzir um minimo de 10 livros, necessário para aparecer na lista. Quanto à segunda lista, para a qual se fixou um limite minimo de participação de 7 livros, a constatação mais evidente é que a Universidade de Aveiro não está disposta a largar o primeiro lugar. Em ambas as listas é evidente o decepcionante desempenho das universidades de Lisboa e do Porto. 

U.Aveiro...............9 livros por cada 100 docentes ETI no quinquénio 2017-2021
ISCTE..................8
U.Minho...............5
UNova..................5
UBI.......................4
U.Coimbra............4
U.Évora................3
U.Porto.................3
U.Lisboa...............3
Pol. Porto..............2

U.Aveiro..............4 livros por cada 100 docentes ETI no triénio 2019-2021
ISCTE..................3
U.Minho...............2
UNova..................2
UBI.......................2
U.Coimbra............2
U.Évora................1
U.Porto.................1
U.Lisboa...............1
Pol. Porto..............1

Uma análise da produção de livros indexados no triénio 2019-2021, entre Portugal e o Reino Unido, por milhão de habitantes, revela que o segundo leva uma vantagem de "apenas" 320%. E digo apenas, sem qualquer ironia, mas porque de facto isso significa que Portugal está lentamente a aproximar-se do Reino Unido, país que convém recordar possui em termos globais uma produção de livros indexados, por milhão de habitantes, que é 570% superior à de Portugal. É claro que como resulta dos números nas listas acima, para esse resultado, há instituições de ensino superior que contribuiram mais, outras que contribuiram menos e ainda outras que infelizmente contribuiram quase nada, como por exemplo o Instituto Politécnico de Lisboa, que  no triénio 2019-2021 produziu um único livro indexado, que no quinquénio 2017-2021 produziu dois livros indexados e que nos últimos 10 anos produziu muito menos livros indexados (na base Scopus) do que o autor deste blogue. 

PS - E nem sequer falo das universidades privadas, onde até mesmo a universidade Católica, aquela com o melhor desempenho, cuja totalidade do corpo docente, produziu ao longo da última década, menos livros indexados na base Scopus, do que o autor deste blogue.