segunda-feira, 26 de junho de 2023

O que sabe o omnisciente ChatGPT sobre os investigadores de engenharia civil Portugueses mais influentes a nível mundial ?

 

No grupo dos 100 investigadores Portugueses mais influentes a nível mundial, de acordo com o ranking de Stanford,  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/10/os-100-investigadores-portugueses-mais.html existem 4 (quatro) da área da engenharia civil, área científica que apesar de ser uma das que recebe menos dinheiro da Fundação para a Ciència e Tecnologia é ainda assim uma das mais competitivas, apresentando um desempenho que ao contrário de outras áreas não envergonha Portugal https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/01/as-areas-cientificas-tecnologicas-mais.html

Perguntado sobre o que consegue resumir em 100 palavras sobre cada um deles, o ChatGPT respondeu aquilo que é possível ler nos links que abaixo se reproduzem:

PS - O catedrático Nuno Silvestre da Universidade de Lisboa, que também consta do supracitado Top100, não aparece no referido grupo porque "renegou" a engenharia civil, quando se transferiu para um departamento de engenharia mecânica há quase uma década atrás.  

domingo, 25 de junho de 2023

O terrível perigo da Estupidez Artificial e o mercado da tortura personalizada


O Expresso desta semana, tinha além do artigo sobre as declarações do Reitor da Universidade do Minho sobre o ChatGPT (cujo post respetivo está prestes a tornar-se o mais visualizado de sempre deste blogue) e do artigo onde se ficou a saber que os Reitores das universidades públicas querem acabar de vez com o tal programa com três universidades Americanas que já custou 310 milhões de euros aos contribuintes, também um artigo do Pedro Domingos, professor na Universidade de Washington, que é recorde-se o terceiro cientista Português mais influente a nível mundial, (de acordo com um ranking de Stanford, onde aparece somente atrás do António Damásio e do João Hespanha), artigo esse onde aquele malha nos pouco inteligentes velhos do Restelo, que vêm na IA terríveis perigos. Reproduzo abaixo um pequeno trecho extraído do penúltimo paragrafo desse artigo: 
"...não conheço um único caso até à data de danos causados por IA demasiado inteligentes. Os danos causados por IA demasiados estúpidas, por outro lado, são incontáveis" https://expresso.pt/revista/2023-06-24-O-maior-risco-da-inteligencia-artificial-e-nao-haver-suficiente-36ca2996

Aquilo que porém já não constitui qualquer supressa, é o facto de ele escrever no último paragrafo que a IA irá "dar a cada um de nós uma infinidade de assistentes pessoais", que é algo que já tinha sido mencionado neste blogue em 21 de Dezembro de 2022: https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/12/missaogarantir-que-qualquer-ser-humano.html

Pessoalmente, agradeço antecipadamente os inúmeros "assistentes pessoais" que a IA me irá disponibilizar num futuro próximo, mas em boa verdade não me importo de esperar um pouco mais, se isso for o preço a pagar para que a IA se concentre numa missão ainda mais nobre, que é a de ajudar a policia a caçar online, os inúmeros sádicos (e sádicas) que existem por esse mundo fora, que produzem vídeos de tortura personalizada, e também obviamente aqueles sádicos (e sádicas) que os encomendam, como se ficou a saber recentemente aqui https://www.publico.pt/2023/06/20/mundo/noticia/bbc-revela-rede-internacional-tortura-crias-macaco-2054039

PS - No passado dia 10 de Junho (o dia da celebração do corte dos "ramos mortos que atingem a árvore toda"), uma análise na plataforma de publicações científicas Scopus deu conta da existência de quase 600 publicações indexadas sobre o ChatGPT, https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/portugal-aparece-abaixo-do-camboja-do.html nas duas semanas que decorreram desse dia até ao dia de hoje, esse número já subiu para 652, infelizmente porém, Portugal ainda continua representado pelas mesmas 3 (três), e a fazer companhia a países do terceiro mundo !

sábado, 24 de junho de 2023

Quem são os catedráticos Portugueses que mais beneficiaram com os 310 milhões que foram pagos a universidades Americanas ?


O semanário Expresso divulgou ontem que "Os Reitores contestam acordo de 310 milhões com escolas dos EUA". Nele se pode ler que o Governo de António Costa paga a três universidades Americanas, praticamente o mesmo que gasta com quase 10 mil investigadores que trabalham em Portugal. O que parece significar que se esse acordo não for renovado a FCT fica com dinheiro para poder contratar quase 10.000 investigadores !

Tendo há vários anos atrás criticado, repetidamente, o referido acordo, veja-se a este respeito, por exemplo a frase num post de 2020 "como o famoso programa MIT-Portugal (que um Colega apelidou de turismo científico atento o valor gasto em viagens de avião e estadias)", https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/a-professora-mais-corajosa-da-unova.html registo agora que os supracitados Reitores tenham necessitado de tantos anos, 17 (dezassete) anos para chegarem a essa conclusão. 

Sobre esse acordo, interessante seria saber quem são afinal os catedráticos Portugueses, que mais beneficiaram com o facto dos contribuintes Portugueses terem pago 310 milhões de euros a universidades Americanas ?

Um deles, é o catedrático do IST, Paulo Ferrão que eu critiquei em Janeiro deste ano aqui, que foi Presidente da FCT, entre 2016 e 2019, e que tem quase 30% das suas publicações, que são resultado de investigações financiadas pelo referido acordo com "escolas dos EUA". 

Declaração de interesses - Declaro que quando o catedrático Paulo Ferrão foi Presidente da FCT, não deixei de o criticar pelas suas opções, vide por exemplo, email de 19/04/2017, que abaixo se reproduz: 


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From: F. Pacheco Torgal 
Sent: quarta-feira, 19 de Abril de 2017 19:34
Subject: Avaliação dos laboratórios associados__Declarações do Presidente da FCT no parlamento
 

Um assessor de um grupo parlamentar enviou-me hoje ao fim da tarde um email com o seguinte esclarecimento:

 

"O presidente da FCT, professor doutor Paulo Ferrão, esteve em audição na Comissão de Educação e Ciência ontem, dia 18 de abril, e perguntado sobre essa situação respondeu, por duas vezes e sem deixar margens para dúvidas, que os Laboratórios Associados seriam avaliados como centros de investigação que são e que, posteriormente, seriam ainda avaliados para receberem “o selo” de laboratórios associados ou laboratórios de excelência pelo que não se confirma o que se poderia deduzir do que está publicado no site da FCT. A audição foi gravada pelo que poderá ser vista aqui: http://www.canal.parlamento.pt/?cid=1876&title=audicao-de-paulo-ferrao-presidente-do-conselho-diretivo-da-fundacao-p

 

Na parte da manhã já um deputado da actual maioria me tinha enviado um email, que abaixo integralmente se reproduz, onde o nome do mesmo entendi pertinente apagar, dizendo também que ao contrário do que está plasmado no PRAFU o Presidente da FCT foi ontem garantir ao Parlamento que haverá avaliação conjunta dos laboratórios associados e das restantes unidades do SCTN. Aquele deputado não se pronuncia porém sobre algo que designa como o papel dos mesmos em relação às necessidades públicas. Linguagem cifrada ou no mínimo pouco clara que parece esquecer que não se pode simultaneamente avaliar e não tirar consequências dessa avaliação. Se os LA forem avaliados conjuntamente com as outras unidades e alguns deles tiverem uma classificação inferior à de outras unidades não faz qualquer sentido dizer que irão manter o seu estatuto e ganhar por portas travessas o financiamento que perderam devido a essa baixa classificação. O MCTES via FCT até pode decidir beneficiar de forma razoável unidades que tenham um desempenho extraordinário, pois ao contrário do que muitos pensam o esforço merece ser devidamente recompensado, aquilo que não pode é dizer à partida que quem já foi muito beneficiado no passado irá continuar a sê-lo independentemente do resultado da avaliação. O actual MCTES fez em mal em recusar a anterior avaliação quando mais não fosse porque assim criou um perigoso precedente que irá permitir a um eventual futuro Governo utilizá-lo estratégicamente para também poder rejeitar a presente avaliação ou outra de forma discricionária. Um país que dificilmente consegue atrair reputados investigadores dificilmente se pode dar ao luxo de perder os poucos que ainda têm devido a um quadro de permanente instabilidade. Assim sendo convém que a avaliação que agora se vai iniciar seja cristalina e absolutamente inatacável. Como é por demais evidente a comunidade científica precisa e merece regras estáveis e não pode por isso estar sujeita aos humores de nenhum Governo, este ou qualquer outro. Não que a comunidade científica se arrogue um estatuto acima daquele legitimado pela vontade popular mas porque é a última depositária de importantes valores que sustentam a República e que (alguma) classe política que está no Parlamento menos para servir e mais para se servir a si própria, há muito esqueceu e ou até renegou.