domingo, 18 de fevereiro de 2024

Portugal’s new "environmental offender": A critical examination of misplaced priorities



Six years ago, I pinpointed an individual (Michael Phelps) who accomplished an extraordinary feat by securing 28 Olympic medals in swimming, consequently attaining the title of the most decorated Olympic athlete in history. I labeled this accomplished athlete as an "environmental offender" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/is-it-possible-to-achieve-good-life-for.html 

To maintain consistency in my argument, it is crucial for me to now extend this classification to the new "environmental offender" from Portugal, Diogo Ribeiro. In essence, both individuals have adopted a lifestyle characterized by the consumption of well over a dozen thousand calories, intending to emulate certain behaviors observed in the animal kingdom. Despite their dedicated efforts, they have not succeeded in surpassing the performance exhibited by creatures such as crocodiles or sea turtles.

What benefit does humanity derive from allocating resources in this manner, particularly when it seems to be progressing unwittingly towards a future where there won't be enough food for everyone, including many residents of rich countries?  In this context, let's recall the dramatic words articulated by Frans Timmermans, the EU Executive Vice-President, during the 2021 COP-26 in Glasgow, when he poignantly conveyed profound apprehensions regarding the future well-being of his own grandson: This morning, or an hour ago, my son Marc sent me a picture of my grandson, Kees, who is one year old. I was thinking Kees will be 31 when we're in 2050, and it's quite a thought to understand that if we succeed, he'll be living in a world that's liveable. He'll be living in an economy that is clean, with air that is clean, at peace with his environment. If we fail, and I mean fail now within the next couple of years, he will fight with other human beings for water and food”

Continuing the discussion on environmental offenders,' I invite you to visit the blog post where I delve into the paper titled 'What Makes a Hero? Theorising the Social Structuring of Heroism.' as an introductory foundation for my critique of another pathetic "environmental offender" Sir Lewis Hamilton  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html

To exacerbate matters, it is an undeniable truth that competitive sports are intricately woven into a narrative centered on the dichotomy of winners and losers. Regrettably, this narrative frequently perpetuates a narrow definition of success, predominantly highlighting material wealth, status, or power. This constrained viewpoint often obscures vital aspects of human flourishing, such as personal fulfillment, well-being, and the pursuit of knowledge, relegating these essential elements to the periphery.

Lastly, it is crucial to mention that I recently spotlighted scientist Peter Kalmus's insights in a blog post titled 'New Moral Obligations of University Professors and Researchers.' Yet, in the current context, where nonsensical priorities in mainstream media prioritize inconsequential sports "events" over climate-related issues, it is imperative to reassess Kalmus's perspectives. Particularly noteworthy are his remarks on ignorance and madness, outlined here. https://www.theguardian.com/commentisfree/2021/dec/29/climate-scientist-dont-look-up-madness

sábado, 17 de fevereiro de 2024

A canalha político-mediática e a corja político-partidária


Depois de ouvir com evidente desagrado e até algum nojo, o politico profissional Ferro Rodrigues (a quem os contribuintes são obrigados, por conta de um cambalacho infame entre o PS e o PSD, a pagar uma subvenção vitalícia parasita) exigir que o PS e o PSD se unam para tratar da saúde ao Ministério Público-MP, isto é, depois de terem parido um sistema de justiça que não consegue condenar políticos (exigindo uma prova de  "extrema complexidade e dificuldade") agora queriam dificultar ainda mais a acção do MP, para que os políticos não pudessem sequer ser acusados (o sonho molhado de José Sócrates), é por isso com agrado que hoje leio no jornal Público isto https://www.publico.pt/2024/02/17/opiniao/opiniao/derrota-ministerio-publico-vitoria-escola-ivo-rosa-2080601  

E mais ainda depois de ler num blogue de um implacável magistrado aposentado (que já citei várias vezes no passado, como por exemplo aqui), onde aquele escreveu de foram bastante incisiva sobre esta polémica e onde não poupou a "canalha político-mediática" e também a "corja político-partidáriahttps://portadaloja.blogspot.com/2024/02/pgr-lucilia-e-isto-e-nada-mais-que-isto.html

Ainda sobre a referida polémica e relativamente aqueles que não tomam parte nos assuntos públicos e que por conta disso, a fazer fé nas palavras de um famoso politico e general Ateniense, citadas por um feroz e resiliente catedrático da U.Nova, "são inúteis", ou os outros que andam distraídos ou literalmente a dormir, aproveito para fazer um breve resumo do "estado da arte":

a) Na França e noutros países civilizados a impunidade dos políticos não existe, pelo que de forma bastante expedita conseguem condenar até mesmo ex-Presidentes e ex-Primeiros-Ministros, a penas de cadeia efectiva, quando aqueles se metem em "atalhos" de financiamento partidário (caso do Nicholas Sarkozy) ou quando arranjam empregos a familiares, como aconteceu com o François Fillon https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/socialista-sem-pingo-de-vergonha-na-cara.html

b) Já em Portugal a punição das acções criminosas levadas a cabo pelas rapaces elites político-económicas, nunca se alcançará enquanto não houver no nosso país instrumentos legais, que sejam capazes de tornar a justiça eficaz e dissuasória, quem o afirmou foi o corajoso Procurador Geral Adjunto Jubilado  Euclides Dâmaso https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/procurador-geral-adjunto-jubilado-acusa.html

c)  Desgraçadamente porém, as tais leis que permitiriam tornar a justiça eficaz e dissuasória nunca serão aprovadas pelo Parlamento Português, pela mesma razão que aquele também nunca aprovou uma lei contra o enriquecimento ilícito, porque o nosso país tem um sistema de justiça (Romano-Germânico) que favorece a epidemia de corrupção (que há muito nos empobrece) ao mesmo tempo que vai enchendo o bolso aos catedráticos de Direito  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/gpt-4-consegue-reduzir-custos-com.html

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

As novas obrigações morais de professores universitários e investigadores



Se é certo que as restrições éticas à entrada na carreira académica e de investigação, que foram mencionadas no post supra, se podem remeter (cómoda mas hipocritamente) para o médio ou longo prazo, já as obrigações morais de professores universitários e investigadores, no respeitante a terem um comportamento sustentável, já não possível descartá-las com essa facilidade, pois se aqueles ligados à ciência, que tanto estudam, escrevem e falam sobre emergência climática e a urgência de comportamentos sustentáveis, não são capazes de liderar pelo exemplo, pelo que muito dificilmente conseguirão convencer os seus concidadãos, para que também eles possam o mais cedo possível perceber a sua indeclinável quota parte de responsabilidade nessa tarefa coletiva. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-role-of-academia-towards-type-1.html

É verdade que muito poucos professores universitários e investigadores conseguirão fazer o que faz o cientista Peter Kalmus (titular de um Scopus h-index=57), que conseguiu reduzir a sua pegada carbónica anual a apenas 2 toneladas,  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/peter-kalmus-teaches-incoherent_29.html  mas esses (como eu próprio) sempre podem em alternativa comprar créditos de carbono (para compensarem as suas emissões) em programas levadas a cabo em países do terceiro mundo, dessa forma também contribuindo para reduzir o gravíssimo problema da desigualdade económica mundial, que o conhecido catedrático Thomas Piketty, no seu último livro, aponta como constituindo um obstáculo intransponível na reconciliação entre a Humanidade e a Natureza. 

Declaração de interesses - Declaro que não tenho qualquer ligação à plataforma Climate Stewards onde é fácil saber qual a pegada carbónica individual e que até disponibiliza a expedita possibilidade de compra de créditos de carbono a 30 euros a tonelada, o que significa que qualquer professor universitário ou investigador, que não seja viciado em viagens de avião, (nem consuma meio quilo de carnes vermelhas por dia) consegue facilmente suportar a compensação das suas emissões de carbono. 

PS - O supracitado cientista é um daqueles que "sucumbiu" ao apelo dos catedráticos C.Gardner (Kent U.) e C.Wordley (Cambridge U.) que em 2019, num artigo publicado na revista Nature, apelaram aos cientistas para que se juntem a movimentos de desobediência civil, introduzindo assim uma dimensão adicional de responsabilidade às obrigações universitárias   https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/the-scientists-who-have-abandon.html responsabilidade essa que se tornou muitíssimo mais evidente face à gravidade do discurso de dois outros catedráticos, Gills and Morgan: "Dramatic action is now urgently needed by all—from governments, financial entities, corporations, communities, households, and individuals...without it our nightmares may become realities"