terça-feira, 5 de março de 2024

10 critérios para uma política (muito disruptiva) de contratação de investigadores

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/academia-portuguesa-necessita-de.html

Na sequência de um post de 2021, sobre a rebeldia e o caos na Academia, acessível no link supra,  e na sequência de um post de 2022 de título "A anarquia como estratégia de organização da ciência no século XXI" e ainda na sequência de um terceiro post, muito recente, do passado dia 4 de Fevereiro, de título "O imperativo e urgente dever moral de fomentar a rebeldia científica" sou a reproduzir abaixo os 10 critérios que o ChatGPT aconselha como sendo aqueles que são os necessários para protagonizar essa revolução:

  1. Demonstrated Intellectual Courage:
    Look for candidates who have a history of challenging prevailing ideas or taking unconventional positions in their research. Intellectual courage involves the willingness to question established norms and explore uncharted territories in pursuit of knowledge.
  2. Risk-Taking Track Record:
    Assess the candidate's willingness to take calculated risks in their research. Individuals who have ventured into unknown areas, embraced uncertainty, and taken risks that led to valuable insights may demonstrate the kind of courage needed for innovative endeavors.
  3. Handling Critique and Failure:
    Gauge how candidates have responded to criticism and setbacks in their academic or research journey. Researchers who can face criticism, learn from failure, and persist in the face of adversity showcase resilience and courage.
  4. Initiative in Project Development:
    Seek individuals who have taken the initiative to lead or drive research projects. This initiative reflects a proactive approach and the courage to take ownership of one's work, guiding a project through the challenges it may encounter.
  5. Comfort with Ambiguity:
    Assess how well candidates navigate ambiguous situations. Researchers often encounter uncertainty in their work, and those with the courage to navigate through ambiguity and make informed decisions are valuable assets to a team.
  6. Openness to Collaboration:
    Look for candidates who are willing to collaborate across disciplines or with individuals holding diverse viewpoints. Collaborative courage involves engaging with others, respecting differences, and integrating varied perspectives into research projects.
  7. Advocacy for Unpopular Ideas:
    Inquire about instances where candidates have advocated for ideas that were initially unpopular or met with skepticism. Researchers who can champion their ideas, even in the face of initial resistance, demonstrate a form of courage that can drive innovation.
  8. Ethical Courage:
    Assess the candidate's commitment to ethical conduct in research. Researchers should have the courage to uphold ethical standards even when faced with external pressures or conflicting interests.
  9. Communication of Unpopular Findings:
    Evaluate whether candidates have experience communicating research findings that may challenge existing beliefs or practices. Researchers who can courageously present and defend findings that may be met with resistance contribute to the advancement of knowledge.
  10. Innovation Mindset:
    Look for an overall mindset of innovation and the courage to pursue unconventional approaches to problem-solving. Researchers who embrace change, challenge norms, and seek novel solutions are likely to bring a courageous perspective to their work.

domingo, 3 de março de 2024

O milionário novo emprego de Costa

 https://expresso.pt/politica/2024-03-01-Antonio-Costa-e-o-futuro-na-arbitragem-em-que-consiste--E-uma-funcao-lucrativa--Quais-os-requisitos-para-se-ser-arbitro--584ac3a8?n=1

O semanário Expresso informou que a nova ocupação de António Costa será a justiça arbitral, vide artigo no link supra, infelizmente o referido artigo não informa que um dos padrinhos de António Costa, para aquele poder entrar na Associação da Justiça Arbitral, foi nada menos do que o famoso José Miguel Júdice, e mais importante do que isso o que é que a dita justiça arbitral tem andado a fazer a este país. 

Talvez no Expresso já não se lembrem da reportagem choque que aquele mesmo semanário publicou em 2021 com o título "O negócio milionário da justiça arbitral do Estado",  onde se ficou a saber que o Estado Português anda a ser julgado em tribunais privados, que ocorrem "nos luxuosos escritórios das maiores sociedades de advogados" onde de forma regular tem vindo a ser condenado a pagar indemnizações milionárias, sendo que os honorários dos árbitros dos tribunais privados são da ordem de centenas de milhares de euros. Vide post que se tornou o campeão absoluto de visualizações do meu primeiro blogue https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/o-escandalo-milionario-na-justica.html

E em 2022 o mesmo semanário Expresso fez um outro artigo sobre a justiça arbitral onde se ficou a saber que por conta da dita houve um árbitro que ganhou milhões de euros https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/expresso-divulga-as-fortunas-ganhas.html

Haverá alguma diferença entre aquilo que vai fazer António Costa e aquilo que fez Durão Barroso na Goldman Sachs ? Recorde-se que António Costa, foi o mesmo que exerceu o cargo de Presidente da Câmara Muncipal de Lisboa, em exclusividade de funções, mas ao mesmo tempo recebia 7700 euros por mês da SIC, por conta da sua participação como comentador no programa Quadratura do Circulo, por conta do qual recebeu um total de 95.000 euros, um posicionamento ético radicalmente diferente da decisão do Ex-Presidente Ramalho Eanes quando decidiu prescindir de 1 milhão de euros de retroactivos a que tinha direito. 

PS - Sobre a milionária justiça arbitral, recordo que em 2011 já Marinho e Pinto afirmava publicamente que os tribunais arbitrais roubavam o Estado, mas mesmo que se admita que essa afirmação era exagerada (até porque juridicamente a tipificação de roubo requer o uso de violência), ainda assim é evidente que se os tribunais arbitrais apareceram para conseguirem obter sentenças de forma muito mais rápida dos que os tribunais comuns, é óbvio que aqueles (os do tal grupo poderoso que o catedrático Vital Moreira acusou de terem capturado o Estado) que conseguiram atrasar a justiça dos tribunais comuns (sendo que esses atrasos são 900% superiores aos da Alemanha), aprovando leis que permitem desde logo que os ricos possam submeter centenas de recursos, nunca farão nada que possa reduzir esses atrasos pois arriscavam-se assim a arruinar o argumento da lentidão da justiça, que é a única razão da existência dos (milionários) tribunais arbitrais. 

sábado, 2 de março de 2024

Catedrático ilustre dá conselho importante a jovens investigadores ambiciosos


Num interessante artigo publicado há vários meses atrás na revista Journal of informetrics, um ilustre catedrático das universidade de Sussex e de Amsterdam, divulgou a receita para maximizar a probabilidade de ganhar um Nobel de Economia https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/how-to-win-nobel-prize-in-economics.html

Agora num artigo publicado há poucas semanas na revista Scientometrics o mesmo catedrático mostra o resultado do seu novo estudo que incidiu sobre 727 prémios Nobel das várias áreas científicas. A parte interessante do artigo, é o valioso conselho, que em face dos resultados do estudo, ele dirige a jovens investigadores ambiciosos, que se reproduz: 

"For ambitious young researchers, the lesson is clear: Find an excellent mentor, preferably one who won the Nobel Prize, who has a good chance of winning one, or who has a strong Nobel descent." https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-04936-1#Sec11

Para os muitos jovens investigadores que não conseguirem arranjar orientadores (ou estabelecer colaborações com cientistas) que cumpram alguma das três condições acima mencionadas, dou eu (também) um conselho, que em alternativa aqueles, procurem cientistas que consigam preencher uma quarta condição, a da sua obra científica ter sido citada por vencedores de prémios Nobel, pois o número desses é muito maior. E se mesmo assim não o conseguirem sugiro então uma última condição, a de procurarem cientistas cuja obra tenha recebido um mínimo de citações de investigadores de Stanford-MIT-Harvard (instituições associadas a mais de 300 prémios Nobel), métrica (de baixo custo) para detectar investigação inovadora, que foi por mim proposta num post de 2021  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/using-stanford-mit-harvard-citations-as.html

Para conhecer o número de citações recebidas em publicações das instituições Stanford-MIT-Harvard, basta procurar na plataforma Scopus o perfil do investigador a analisar, clicar em “Cited by”, selecionar a opção “View list in search results format”, no menu vertical esquerdo entrar em “Country”, selecionar United States e clicar em “Limit to” e finalmente no menu vertical esquerdo entrar em “Affiliation”, selecionar "View all" e procurar o número das citações das instituições Stanford-MIT-Harvard.

PS - Tenho de criticar o referido catedrático, por mais uma vez, não ter citado o estudo de título Early coauthorship with top scientists predicts success in academic careers