segunda-feira, 26 de agosto de 2024

O péssimo trabalho da imprensa a esconder a incompetência de algumas universidades



No passado dia 15 de Agosto, quando se ficou a conhecer os maus resultados de algumas universidades Portuguesas no prestigiado no ranking Shanghai, onde Portugal agora já só tem três universidades entre as 500 melhores e onde uma rica universidade Lisboeta, mais uma vez se afundou estando agora abaixo de várias universidades de países de terceiro mundo, a imprensa Portuguesa, não cumpriu o seu dever de procurar saber junto dos responsáveis universitários as causas e os culpados desse péssimo resultado. Vide post acessível no link supra. 

Em vez disso, hoje, o jovem jornalista Tiago Ramalho do jornal Público, optou por fazer algo absolutamente impensável (pelo menos para mim), tentar descredibilizar os rankings universitários. E se de facto há rankings da pura treta, que eu denunciei repetidamente, porque se baseiam em critérios da treta, mas que ironicamente até foram promovidos pelo mesmo jornal onde trabalha o referido jornalista https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/jornal-publico-volta-dar-destaque-um.html há porém outros como o referido ranking Shanghai, que são rigorosos e respeitados e é por isso que esse é o único ranking que aparece num documento da Comissão Europeia sobre a excelência na investigação. https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2019/631062/IPOL_STU%282019%29631062_EN.pdf  Infelizmente a lamentável peça jornalística, optou por juntar tudo no mesmo saco, misturando alhos, com bugalhos, assim contribuindo, muito oportunamente, para esconder o mau desempenho de algumas universidades Portuguesas.

Eu, assinante do jornal Público, há vários, que pago para ler artigos rigorosos não fiquei nada contente em saber que paguei para ler aquela pouco rigorosa peça jornalística. A única parte positiva da mesma é quando recorda o conteúdo do  estudo "Do Made in ao Created in — Um Novo Paradigma para a Economia Portuguesa", coordenado pelo catedrático da Universidade do Minho, Fernando Alexandre, o novo ministro da Educação, Ciência e Inovação, onde está inscrita uma proposta para  criar contratos entre o ministério e as universidades, tendo como objectivo para até 2030 ter “pelo menos uma universidade entre as 100 melhores do mundo e cinco áreas científicas entre as 75 melhores do mundo no ranking de Xangai” https://ffms.pt/pt-pt/estudos/do-made-ao-created-um-novo-paradigma-para-economia-portuguesa  

Porém o jornalista Tiago Ramalho mostrou que não sabe, porque nada disse sobre isso, que o segundo objectivo já é cumprido actualmente, vide quatro síntese, já o primeiro objectivo, nunca foi, não é, e garantidamente nunca será cumprido, nem que Cristo desça à terra, pela simples razão que há até mesmo nas melhores universidades Portuguesas, várias áreas cientificas, nada, absolutamente nada competitivas. E esse problema não se resolve simplesmente com mais dinheiro, mas com uma exigência muito superior na contratação de professores, exactamente como decidiu fazer a Itália, há vários anos atrás.  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/qual-sera-razao-porque-as-universidades.html

Faço notar que a inexistência nas universidades Portuguesas, de uma qualificação cientifica mínima, como aquela que existe em Itália, é especialmente prejudicial para o futuro dos jovens investigadores, que forem Orientados por professores com uma obra científica irrelevante, como o prova o estudo publicado em 14 de Agosto que foi divulgado aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/o-melhor-conselho-que-se-pode-dar-um.html

PS - Uma prova inequívoca do péssimo resultado de várias universidades Portuguesas no referido ranking, pode também aferir-se pela ausência de comentários do Ministro Educação, Ciência e Inovação sobre esse resultado, um posicionamento muito diferente do Ministro Francês do Ensino Superior, que afirmou que os resultados das universidades Francesas no ranking Shanghai constituem um motivo de orgulho para a França "This year’s ranking is excellent for us...it is a source of pridehttps://www.campusfrance.org/en/actu/classement-de-shanghai-2024-une-fierte-pour-la-france

domingo, 25 de agosto de 2024

Advancing Tutor Training Through GPT-4: A Breakthrough Study from Carnegie Mellon

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/04/the-new-study-of-swiss-federal.html

Building on the April 7 post (link above) about the potential of generative AI to realize the Holy Grail of personalized tutoring, and referencing the study by the Swiss Federal Institute of Technology (EPFL) that could enable edtech companies to challenge universities globally, it’s worth exploring a recent paper published in the International Journal of Artificial Intelligence in Education by researchers from Carnegie Mellon University's Human-Computer Interaction Institute.

The study harnesses the capabilities of GPT-4 to design an advanced automated feedback system aimed at improving the training of novice tutors. This innovative system effectively addresses the persistent challenge of providing timely and expert-level feedback without the need for continuous human involvement. Through rigorous testing on a cohort of 383 trainees, the system demonstrated a remarkable level of accuracy, matching the performance of human experts. https://link.springer.com/article/10.1007/s40593-024-00408-y

Qual será a explicação mais provável para o resultado do curso de Engenharia Civil na 1ª fase de acesso ao ensino superior ?



Relativamente à primeira fase do concurso do ano passado quando então foram colocados 497 alunos (o ano anterior a esse de 2022 mostrou um valor similar), sendo que desses, 84 foram para o ensino politécnico, listam-se agora abaixo os resultados para os cursos de engenharia civil, com mais colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que tenham tido pelo menos um colocado

O total de colocados deste ano foi de 558 novos alunos, uma subida relevante de 61 alunos face ao ano passado, numa percentagem que é o dobro da percentagem de crescimento de alunos nos cursos STEAM (STEAM- Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics). https://www.portugal.gov.pt/pt/gc24/comunicacao/noticia?i=resultados-da-1-fase-do-concurso-nacional-de-acesso-ao-ensino-superior-2024

É importante referir que desse total global dos referidos 558 alunos desta primeira fase, 120 pertencem no ensino politecnico. O Politécnico de Lisboa (ISEL) apresentou o maior crescimento, ultrapassando as universidades de Coimbra e do Minho, sendo que também o Politécnico de Coimbra consegue subir na lista ultrapassando várias universidades. 

1 - Universidade de Lisboa...........138 colocados   
2 - Universidade do Porto.............121
3 - Pol. Porto...................................51
4 - Universidade Nova....................47
5 - Pol. Lisboa.................................41
6 - Universidade de Coimbra..........39
7 - Universidade do Minho.............34
8 - Universidade de Aveiro..............25
9 - Pol. Coimbra..............................14
10 - Universidade da Madeira.........12
11 - UTAD.........................................8
12 - UALG.........................................7
13 - Pol. Leiria...................................6
14 - UBI.............................................6
15 - Pol. Viana Castelo......................4
16 - Pol. Bragança.............................2
17 - Pol. Viseu...................................1
19 - Pol. Castelo Branco....................1

A relevante subida de colocações desta fase mostra que a nova obsessão nacional com a engenharia aeroespacial, que já possui três cursos entre os dez com maior média de entrada,  não está a fazer-se sentir no curso de engenharia civil, que depois do ano negro de 2014, quando o total de colocações na primeira fase foi somente de uns inacreditáveis 158 alunos, iniciou desde essa altura uma tendência sustentada de crescimento.  Vide post sobre a evolução de colocações no curso de engenharia civil nos últimos 18 anos https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/09/engenharia-civil-evolucao-de-colocacoes.html 

PS - Explicações possíveis há várias, como a da importante crise de habitação no nosso país, mas eu pessoalmente acho mais provável a relacionada com os importantes e dispendiosos desafios das alterações climáticas para o ambiente construído  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/04/the-economist-gorda-factura-das.html