terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Estudo internacional revela a receita simples para um jovem pós-doutorado conseguir um lugar nas melhores universidades dos países do primeiro mundo


Um artigo muito recente que foi publicado na conhecida revista científica  Nature, baseado na análise da carreira de mais de 40.000 investigadores, mostra que a melhor forma de após a conclusão do pós-doutoramento, se conseguir um contrato como investigador ou professor, nas universidades da primeira divisão dos países do primeiro mundo, passa por se ter conseguido publicar, durante o pós-doutoramento, pelo menos um artigo que esteja no grupo dos 5% mais citados https://www.nature.com/articles/d41586-025-00142-y

Já nos países do segundo mundo, como é manifestamente o caso de Portugal, com universidades da segunda e até mesmo de terceira divisão (embora nalgumas delas haja áreas científicas que pertencem à primeira divisão), a melhor receita para conseguir um lugar, ainda é a de ser descendente de um catedrático, em 1º ou 2º grauhttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/em-portugal-ser-filho-de-alguem.html e é por isso que é especialmente importante, a tal medida proposta há pouco tempo pelo Ministro da tutela, que é certo não é muito ambiciosa, mas que pode ser um primeiro passo para atacar o nepotismo, que há muito estrangula o desenvolvimento das universidades Portuguesas. 

PS - Recordo que uma das formas mais eficientes de se conseguir ter artigos altamente citados é ser orientado por professores ou investigadores altamente citados, pois há vários estudos que já fizeram abundante prova disso mesmo https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/o-melhor-conselho-que-se-pode-dar-um.html

domingo, 26 de janeiro de 2025

Estudo envolvendo participantes de 40 países revela a infelicidade escondida dos países que lideram o ranking da felicidade


Um estudo, que envolveu milhares de participantes de quarenta países, mostrou que um elevado número de pessoas que vivem nos tais países que lideram o ranking da felicidade (World Happiness report 2024), não se sentem nada felizes, muito antes pelo contrário, muito por conta da pressão social (leia-se quase ditadura) para serem felizes (ou pelo menos parecerem que o são). https://www.nature.com/articles/s41598-021-04262-z 

Algo que na verdade não constitui uma novidade assim tão surpreendente, porque a obsessão pela felicidade, que irónicamente sustenta uma indústria que movimenta milhões de euros, paga por aqueles e aquelas que parece não saberem viver sem produtos ou serviços que lhes forneçam uma "felicidade" permanente, o que traz consigo não só uma baixa resistência à frustração e também o risco da desvalorização de outros aspetos essenciais da vida, como a resiliência, o sofrimento e a procura de significado, vide post anterior de 2022 de titulo "Porque é que uma vida com significado é impossível sem sofrimento?" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/porque-e-que-uma-vida-com-significado-e.html 

Num Planeta que caminha em velocidade acelerada para um inevitável desastre climático, (situação que é agravada pelo facto da engenharia a nível mundial, maioritariamente a cargo de empresas privadas, preferir preocupar-se mais com tecnologias lucrativas e menos com a salvação da Humanidade, que pelos vistos não dá lucro suficiente https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/01/os-10-principais-sucessos-da-engenharia.html) é por isso especialmente importante que as pessoas consigam tornar-se mais resilientes ás más noticias que o futuro irá trazer, o que implica desde logo que deixem de se refugiar em realidades alternativas de felicidades fabricadas e plastificadas que expõe nas suas redes sociais, mas que muitas vezes servem apenas para esconder uma grande infelicidade. 

PS - Em 2022 a revista The Economist colocou na capa de uma das suas edições a frase "Say Goodbye to 1.5ºC", que na altura comentei num post de título "O fim de uma ingénua (hipócrita) ilusão", infelizmente não foi preciso muito tempo para que esse título se tornasse uma realidade pois em 2024 essa meta foi finalmente e pela primeira vez ultrapassada !

sábado, 25 de janeiro de 2025

"No mundo como está, precisamos de gente dura e não de gente mole"


"gente dura...É gente fiel aos princípios que fizeram o pouco de “civilização” que ainda sobra nestes tempos de ascensão do Inferno" https://www.publico.pt/2025/01/25/opiniao/opiniao/mundo-precisamos-gente-dura-nao-gente-mole-2120093

Aquilo que o Pacheco Pereira se esqueceu de referir no seu artigo de hoje, foi que nestes tempos "de ascenção do inferno", os membros da Academia tem obrigações acrescidas em termos de mostrarem que não são moles, pois são eles, que como escreveu Chomsky, tem o dever de enfrentar aqueles possuidores de muito poder e que se acham acima da critica  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/the-responsibility-of-intellectuals-to.html

Declaração de interesses - Declaro que no passado critiquei por diversas vezes a falta de coragem de muitos académicos e que cheguei inclusive a sugerir publicamente, que aqueles que tem o especial "estatuto reforçado" de emprego, tenure, tivessem que fazer a devida prova que alguma vez na sua vida disseram ou no mínimo dos minimos, investigaram algo incómodo, aos olhos dos poderes instituídos ou fáticos, que justifique esse mesmo estatuto: 
"A few years ago, I proposed to the Portuguese Minister responsible for higher education and science that a measure should be implemented to require tenured professors to demonstrate a track record of engaging in intellectually challenging or controversial research or discourse, as discussed in Chomsky's essay on the responsibility of intellectuals.   In my perspective, if a professor has never found it necessary to exercise their tenure, it raises questions about their eligibility to maintain it. The guiding principle should be: tenure, use it or risk losing it."