sábado, 11 de julho de 2026

A U.Minho mantém a liderança e a U.Porto desilude num importante indicador estratégico de competitividade internacional


Na sequencia do post de 17 de Agosto de 2025 sobre as colaborações das 7 (sete) universidades mais competitivas de Portugal (as únicas que aparecem no Top 1000 do ranking Shanghai) para as publicações indexadas na plataforma Scopus, durante o quinquénio 2020-2024, em co-autoria com cientistas dos países mais competitivos do mundo, os EUA, a China, a Suécia, campeão europeu de inovação em 2025 (2º lugar mundial) e a Suiça, o país campeão mundial de inovação, 14 anos consecutivos, e recordista em termos do rácio prémios Nobel por milhão de habitantes, faz todo o sentido que agora analise o desempenho das referidas universidades para 2025 e 2026. Vide imagem supra. 

Os resultados evidenciam dois fenómenos distintos. Por um lado, a U.Lisboa e a U.Coimbra mantêm a liderança nas colaborações internacionais, consolidando redes científicas já muito desenvolvidas. Por outro, a UBI e a U.Aveiro destacam-se como as instituições mais dinâmicas, registando os maiores aumentos relativos. O dado mais relevante é a forte aceleração das colaborações com a China, cujo crescimento médio supera o dos restantes países. 

Combinando o nível de colaboração e a sua evolução entre os dois períodos analisados, distinguem-se três grupos de instituições. No primeiro grupo situam-se a U.Lisboa, a U.Coimbra e a U.Minho. A U.Lisboa mantém a liderança em praticamente todos os indicadores, enquanto a U.Coimbra apresenta um desempenho igualmente sólido. A U.Minho destaca-se por liderar as colaborações nacionais com investigadores chineses, um facto que merece reconhecimento em face de uma universidade daquele país ter batido um recorde mundial de mais de 10 anos da universidade de Harvard 
https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/06/o-recorde-mundial-de-mais-de-10-anos-da.html

O segundo grupo integra a UBI, que embora esteja em 7ºlugar nacional no total de colaborações lidera o crescimento das colaborações com a China, a Suécia e a Suíça, registando igualmente um forte aumento com os EUA. Pois apesar de partir de valores absolutos mais baixos, é a instituição que mais rapidamente expandiu a sua internacionalização. Destaque também para a U.Aveiro (6º lugar absoluto) que apresenta também crescimentos muito expressivos com os EUA, a China e a Suécia. Relativamente aos desempenhos menos favoráveis destaca-se pela negativa a U.Porto, pois foi a única instituição entre as sete "irmãs" onde diminuiu a percentagem de publicações com investigadores chineses. 
Acresce que relativamente ao total de colaborações com os quatro países analisados a UPorto aparece em 4º lugar nacional, atrás da U.Lisboa, U.Coimbra e U.Minho. 

PS - Uma análise mais fina dos resultados da UMinho, não apenas para 2025, 2026, mas para o total de colaborações, desde sempre, revela que as três áreas científicas com mais colaborações com universidades Chinesas são a Física, a Engenharia e a área dos Materiais. E quando essa análise incide nas 10 revistas científicas mais utilizadas, destacam-se desde logo as revistas da área da física a que se segue uma revista da área dos materiais de construção, cuja esmagadora maioria dos artigos, quase 90%, pertence a investigadores da minha unidade de investigação, que não por acaso tem também a liderança nacional nas colaborações com investigadores Chineses publicadas nessa revista.