quinta-feira, 17 de março de 2022

O Chega e a refinada hipocrisia do Expresso

 

Depois que na passada sexta-feira, o Expresso achou uma excelente ideia fazer uma miserável entrevista ao Embaixador da Rússia em Portugal (que deve ter deixado com os cabelos em pé os Ucranianos que vivem em Portugal há vários anos e que na semana passada tiveram a má sorte de comprar aquele semanário), no qual aquele individuo aproveitou para debitar a sua propaganda habitual e também para agradecer a vários generais Portugueses, que andam pelas televisões a explicar a bondade militar da invasão Russa da Ucrânia, talvez o Expresso devesse esta semana convidar uma comentadora do género feminino, como por exemplo aquela jovem muito esclarecida, cuja foto, onde ouve atentamente as lições do grande ideólogo Jerónimo de Sousa, abrilhanta o presente post, a mesma que é muito amiga das suas amigas e obviamente, como qualquer comunista, muito imparcial sobre todos os assuntos que digam respeito à Rússia, e que só tem algumas limitações formativas sobre museus, mas que não a impediram de ser directora de um museu, porque uma comunista é por definição uma mulher total com capacidade para qualquer cargo, seja ele qual for. Tem também umas lacunas sobre animais mitológicos de nome gulag mas isso é somente porque se trata de um animal muito raro. Mas se por um grande azar não for essa a escolhida pelo Expresso eu só peço que pelo menos não seja ninguém do partido Chega, que esse pessoal é sabido que é tudo gente muitíssimo pior do que o Putin, apesar de alguns deles, como aquele que eu chamei em tempos de "reles oportunista" ter sobre a invasão Russa da Ucrânia, estranhamente, a mesma opinião da Raquel Varela. 

PS - O jornal Público informou hoje ao fim do dia, que a Câmara Municipal do Seixal, de maioria comunista, demandou judicialmente a revista Visão, somente porque aquela revista teve o atrevimento de informar os seus leitores, que a referida Câmara utilizou o dinheiro dos impostos dos contribuintes deste país (em vez de ser como era suposto com o dinheiro do PCP que tem milhões ou do Sr. Putin), para pagar horas extraordinárias aos seus funcionários que trabalharam na festa do Avante. A Câmara em questão perdeu no tribunal de primeira instância e não contente recorreu dessa sentença para o tribunal da Relação onde voltou a perder.  Resta agora saber se vão pedir ao Sr. Putin que ordene a este último tribunal que reverta a sua decisão sob pena de bombardear o nosso país.  

Aditamento em 17 de Março - O jornal Público dá hoje conta de uma proposta de um famoso académico Francês e outros académicos menos conhecidos, para que a União Europeia crie uma unidade de investigação para descobrir e apreender todo o dinheiro Russo que está escondido em paraísos fiscais, o que faz todo o sentido até porque o Washington Post noticiou há poucos minutos que a Rússia vai, pela primeira vez, desde 1918 entrar em default (falência técnica) no pagamento de juros de uma divida total que ascende  a 150 biliões de dólares.  

quarta-feira, 16 de março de 2022

Três estarolas (e uma tiazinha) que perderam o pio e a receita científica para ganhar 1 milhão

Há não muito tempo três estarolas (e uma tiazinha) tinham rasgado as vestes, manifestando-se contra a alteração da famosa lei de legalização de descendentes de judeus sefarditas, jurando que a lei em causa (que dava milhões) era simplesmente maravilhosa.  https://pachecotorgal.com/2022/02/24/um-hino-a-hipocrisia-de-tres-estarolas-e-uma-tiazinha/

Porém este Governo, empurrado pela força esmagadora das circunstâncias, como por exemplo pelo facto da tal lei maravilhosa abranger um universo de descendentes, que como lembrou no Expresso o catedrático da universidade do Minho, Luís Aguiar Conraria, poderia facilmente chegar à casa dos milhões, e até mesmo ultrapassar os 10 milhões que actualmente vivem em Portugal, mas também e muito mais pelo resultado escabroso das recentes buscas da Policia Judiciária e a constituição de arguido do conhecido sobrinho da não menos conhecida Maria Belém Roseira, Francisco Almeida Garrett, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção activa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada e associação criminosa”, não teve outro remédio, como hoje informa o jornal Público, que não fosse o de aprovar alterações à referida legislação, as quais irão tornar muito mais difícil legalizar judeus à pressão e por conseguinte irão acabar com os pornográficos lucros milionários que a infame anterior legislação permitiu https://www.publico.pt/2022/03/16/desporto/noticia/governo-exige-real-ligacao-portugal-atribuir-nacionalidade-judeus-sefarditas-1998932

PS - Quem quiser ganhar um milhão de forma honesta só tem de resolver este problema aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/como-ganhar-1-milhao-de-dolares-de.html

Um corajoso catedrático Coimbrão que pode ter um fim trágico

 

Quando no dia 1 de Março, sugeri no email abaixo, apelar ao congelamento da revisão e edição de artigos de autores Russos (algo que já fiz quando fui chamado a pronunciar-me sobre um desses artigos, enquanto membro do corpo editorial de uma revista indexada que tem um IF=3.6, mas somente a  título individual) estava longe de imaginar que haveria alguém com coragem para fazer o que fez o Português Rui Fausto (foto acima), catedrático no departamento de Química na Universidade de Coimbra e Editor-Chefe da revista Journal of Molecular Structure, propriedade da Elsevier, que devido ao genocidio Ucraniano e ás ameaças nucleares de Putin, não aceita artigos de cientistas ligados a instituições Russas. Esperemos que ele consiga manter a decisão e não seja vitima do longo (vingativo e criminoso) braço do Kremlin. 





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De: F. Pacheco-Torgal 
Enviado: 1 de março de 2022 16:13
Assunto: Fwd: Elsevier - Should Editors and reviewers refuse to handle papers having Russian co-authors ?
 

The email below that i just received from Elsevier does not support the aforementioned hypothesis still i ask:


1 - Can the science community keep with the publishing business as usual forgetting that Russia is responsible for having "destroyed the longest peacetime period in more than two thousand years of Europe's history" ?  

2 - Should we really be concerned that the papers of Russian scientists are frozen for 1 or 2 weeks or even for 1 month at the same time the army of their country is killing Ukrainian scientists and their relatives?

3 - What is more important to science, to try to avoid more deaths or to publish papers ?



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De: Elsevier 
Enviado: 1 de março de 2022 12:39
Para: F. Pacheco Torgal
Assunto: Handling submissions that include Russian researchers
 
 
 
Elsevier

If you are unable to view this message correctly, click here

Dear Dr. Pacheco-Torgal,

In view of the current conflict in Ukraine, we understand you may have questions about whether you as editors are expected to take any action.

At Elsevier, our role is to help researchers advance science and improve outcomes for the benefit of society, and for that we need the free flow of ideas and quality, peer reviewed research from researchers globally. Given the international and collaborative nature of research, any restrictions on scientific publishing not only harm individual researchers – who may themselves have different political views from their governments – but also authors from other countries entirely.

As of the time of writing, no government sanctions are in place which impact the handling of papers that include Russian authors, and we ask editors to follow usual practice on “Fair Play”: “The editor should evaluate manuscripts for their intellectual content without regard to race, gender, sexual orientation, religious belief, ethnic origin, citizenship, or political philosophy of the authors.”

This is an evolving crisis and we will keep you updated on any developments that may impact your work. We stand by our belief that restrictions on publishing are inappropriate, and any exceptions should be narrowly crafted. We will work with the STM publishing industry associations, other companies, and research communities, to analyze any future changes in trade sanction policies with respect to Russia.

Elsevier wishes to express its support for all civilians caught up in conflict worldwide, and our thoughts are with the people of Ukraine at this difficult time.

All the best,
Laura Hassink
Managing Director, STM Journals

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