sexta-feira, 10 de junho de 2022

Uma licenciatura com um tempo médio de duração de 14.8 anos


Quando em Maio deste ano tive de recusar (por duas vezes) um honroso convite que me foi feito, vide link acima, justifiquei a minha decisão, com o facto inegável, de me estar a aproximar do (esperado) ano da minha aposentação, com todas as consequências que esse facto implica em termos do decréscimo das minhas capacidades físicas e psíquicas. E como nada convoca tanto a nostalgia do passado, do que a sensação de proximidade do fim da vida profissional (e da inevitável proximidade da morte), aproveito esse importante contexto para recordar, uma juventude (similar a muitas outras) que desapareceu há muito. 

Abaixo três improváveis fotos do (coriáceo e "perigoso litigante") autor do presente blog, do ano em que ingressou no então penoso curso de engenharia civil da Universidade de Coimbra, há 35 anos atrás, muito antes do Google ter sido inventado. É garantido que daqui a 35 anos estarei sem qualquer dúvida morto (asim como também o estarão alguns/muitos daqueles que agora lêem estas palavras) e ter chegado até aqui já foi um faustoso acaso do destino, pois como disse de forma visualmente "eloquente" o realizador Michael Mann, o tempo é sorte, como o prova aliás de forma bastante crua, o facto de ter tido vários familiares, que não obstante terem nascido depois de mim entretanto já faleceram. 

Felizmente porém que nos idos de 1987 montar o raivoso leão que fazia companhia à estátua do Luís de Camões (o qual foi mais fácil de dominar do que o curso de engenharia civil onde tive que penar durante cinco anos), não era um crime tipificado no Código Penal e mesmo que por improvável o fosse, por conta de algum eventual lobby de deputados sportinguistas, é por demais evidente que nesse caso já esse crime tinha prescrito há muito. 

PS - No texto acima, foi utilizado o adjectivo penoso para descrever a frequência do curso de engenharia civil da Universidade de Coimbra, no final da década de 80. A melhor prova desse facto é uma noticia do jornal Público de Março de 1990, onde aparece mencionado um estudo do Conselho Pedagógico que apontava para "um tempo médio de duração do curso de 14.8 anos" https://www.docdroid.net/wogtBF8/eng-civil-univ-coimbra-1990-pdf

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Orgulho académico pacóvio ou uma universidade com uma deplorável falta de ambição ?


O semanário Expresso serviu ontem de repositório ao orgulho pacóvio do Reitor da Universidade do Porto, com um artigo patético (um hino ao jornalismo pouco rigoroso) sobre a posição daquela universidade no não menos patético ranking da firma Quacquarelli Symonds- QS  https://expresso.pt/sociedade/2022-06-08-Universidade-do-Porto-atinge-melhor-lugar-portugues-de-sempre-entre-as-melhores-do-mundo.-O-reitor-explica-como-Queremos-formar-pessoas-80b99f70

Sobre o referido ranking reveja-se um post anterior, com o esclarecedor título "O Expresso ao serviço de um ranking universitário da treta" onde reproduzi o conteúdo de um email, no qual constava o nome de vários académicos, que reduziram o ranking QS a pouco mais do que lixo, como se pode perceber por exemplo, pela frase de um conhecido e reputado catedrático que afirmou:
 "This ranking is complete rubbish and nobody should place any credence in it. The results are based on an entirely flawed methodology that underweights the quality of research and overweights fluff"  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/o-expresso-ao-servico-de-um-ranking-fake.html 

Porque será que a Universidade do Porto desistiu de competir no campeonato das melhores universidades do Planeta para passar a competir no campeonato das universidades desgraçadinhas, como sucede com as universidades Russas

Alguém acha que as universidades de Harvard ou de Stanford iriam abandalhar o seu prestigio fazendo publicidade a um ranking sem qualquer rigor, um ranking de merda ?

Ou será que a Universidade do Porto antecipa más noticiais, leia-se uma má classificação no ranking Shanghai, o único ranking que a nível mundial contabiliza prémios Nobel (onde desgraçadamente no ano passado já só havia 3 universidades Portuguesas nos primeiros 500 lugares) e cujos resultados de 2022 serão conhecidos daqui a aproximadamente dois meses ?

PS - Cada ano que passa, sem que a ciência Portuguesa consiga ganhar um prémio Nobel é um ano de vergonha para o nosso país, porém, nesse capítulo, a culpa é em grande parte de um poder politico, que a comunidade científica tem que (a bem ou a mal) meter no seu devido lugar, não obviamente com subservientes reclamações catedráticasmas com corajosas tácticas de confrontação directa, inclusive de "guerrilha", como aconselhou o conhecido matemático Jean-Pierre Bourguignon, ex-Presidente do European Research Council https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/best-funding-practices-that-should.html

Destruir, desfigurar ou atrasar até à prescrição todos os principais processos relacionados com corrupção e crimes de colarinho branco que afundaram Portugal

 https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/finalmente-fez-se-luz.html

Ainda sobre o post acima, veja-se hoje o artigo no jornal Público acessível no link abaixo sobre o famoso juiz da ilha da Madeira (que os Timorenses tiveram a coragem de despedir em 2009 e inclusive de mandar prender) onde se pode ler que o referido juiz está em vias de conseguir destruir, desfigurar ou atrasar até à prescrição todos os principais processos relacionados com corrupção e crimes de colarinho branco que afundaram Portugal  https://www.publico.pt/2022/06/09/opiniao/opiniao/ivo-rosa-problemas-relacao-2009399