sábado, 29 de abril de 2023

Marcelo Rebelo de Sousa - o mais cobarde Presidente da República Portuguesa?


Inicio o presente post com uma declaração de interesses, declaro que em Julho de 2021 (não por acaso o mesmo ano em que uma sondagem revelava que quase 90% dos Portugueses acreditavam haver corrupção no Governo) terminei um post, sobre as falsificações de uma Reitora (ex-Ministra do desgraçado Governo do não menos desgraçado José Sócrates) e também sobre o fatídico acidente da viatura do acelerado Ministro Cabrita (outro inqualificável que pertenceu ao Governo de José Sócrates), com a esclarecedora pergunta "Será que Marcelo Rebelo de Sousa ficará para a história como o mais cobarde Presidente da República Portuguesa?"  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/reitora-acusada-de-forcar-falsificacao.html

Infelizmente, a referida questão volta novamente a fazer todo o sentido, agora que Marcelo Rebelo de Sousa, evidencia ter aceite servir de capacho, às óbvias e até descaradas, agendas pessoais dos antigos Ministros do Governo de Sócrates, António Costa e Santos Silva. E isto ao mesmo tempo, que o nosso país, vai empobrecendo de ano para ano https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/03/a-estrategia-do-governo-para-empobrecer.html

PS - Quando se entra na página do SIS (leia-se serviços de espionagem), fica-se a saber que aquele organismo, não compete, de todo, ir buscar computadores ou outra parafernália informática, seja lá onde for, compete somente a "missão exclusiva de produção de informações" https://www.sis.pt/quem-somos/o-sis mas por conta do inédito galambar, qualquer dia os agentes do SIS, que recorde-se são bastante bem pagos, andam não só a buscar computadores, mas quiçá também a buscar snacks, ou outros géneros comestíveis, para alimentar os senhores Ministros socialistas. Infelizmente porém a realidade é muito pior do que isso, pois em 18 de Outubro de 2018, já um artigo na revista Sábado dizia que os serviços de espionagem Portugueses eram utilizados pelo poder politico (leia-se o Governo) "como uma matilha pronta para atacar inimigoshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/os-servicos-de-espionagem-portugueses-e.html

Conhecidos professores universitários "apanhados em falcatruas"


O semanário "Nascer do Sol" acaba de produzir um artigo com um título nada meigo, inclusive com recurso à palavra "falcatruas", que também utilizei no título deste post, onde acusa a Ministra Elvira Fortunato e ainda outros conhecidos professores universitários, que quando exerceram funções governativas ou de gestão universitária, viram crescer "nalguns casos exponencialmente, as suas publicações científicas".

E isso logo quando era suposto que por terem passado a dedicar muitíssimo menos tempo à investigação, ou mesmo tempo nenhum, a sua produção científica passasse a ser muitíssimo menor, como aconteceu com o ex-Ministro Heitor que deixou de publicar quando exerceu funções governativas, ou como também sucedeu com os Reitores das universidade do Minho e de Aveiro, mencionados no referido artigo.  

Neste contexto, entendo pertinente recordar que em Abril de 2021, divulguei a sensata opinião de um grupo de investigadores da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, sobre o regulamento de avaliação de desempenho daquela unidade orgânica, opinião essa que apontava para a necessidade de valorizar muito mais três conhecidas posições na autoria dos artigos, pois essa é uma forma de combater, a prática de enfiar "a martelo" o nome de cientistas em publicações para as quais nada contribuíram.  Post esse onde também comparei o escasso desempenho da catedrática Elvira Fortunato, em termos de percentagens de artigos nessas posições, face a outros investigadores  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/avaliacao-de-desempenho-e-importancia.html

Recordo também que é exatamente por causa disso, que o ranking de Stanford, que é o único ranking credível de investigadores (porque é o único que cumpre três condições fundamentais, a da desambiguação, a da remoção de auto-citações e a da utilização da contagem fraccionada, que permite anular a vantagem artificial dos artigos com centenas ou milhares de co-autores) também valoriza mais apenas algumas posições dos autores.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Os cientistas que "alugam a sua afiliação" a ricas universidades Sauditas


Afinal a recente noticia sobre o tal cientista Espanhol, altamente prolifico, que foi despedido porque parece que andou a meter dinheiro Saudita ao bolso, por conta de ter andado a "ajudar" uma universidade daquele país a subir no ranking Shanghai https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/04/foi-despedido-o-super-cientista-que.html destapou uma panela de segredos, que agora permitem que se saiba, que no país vizinho ele está longe de ser caso único e que até há muitos como ele. 

Porém é justo que se diga, que pelo menos um desses (foto acima), tem uma defesa (reproduzida abaixo) que não é hipócrita, muito pelo contrario. Afirma esse cientista, que não só não tem um contrato em exclusividade, mas mais do que isso, que ao mesmo tempo que era investigador em tempo integral, ainda teve de arranjar um part-time como professor do ensino secundario para poder ter um vencimento decente !

"However, Jordi Sardans blames the Spanish scientific system for forcing him to affiliate falsely with King Abdulaziz University. According to his website, Sardans has “a doctorate in biology, two master’s degrees in terrestrial ecology and chemical analysis, and two bachelor’s degrees in pharmacy and chemistry.” He has published over 110 studies, including many in prestigious journals like Nature..However, Sardans says that for seven years he had to juggle a part-time job as a high school teacher with a full-time job at the Center for Ecological Research and Forestry Applications (affiliate with the Autonomous University of Barcelona). “My contract has no exclusivity provision. I’m free to work for anyone and the Spanish government hasn’t given me anything. I’m doing top-flight science and my wallet is empty. So, if I can earn a few bucks because I’m on the Clarivate list and opportunities come my way, then I feel morally justified in accepting them,” he said" https://english.elpais.com/science-tech/2023-04-18/saudi-arabia-pays-spanish-scientists-to-pump-up-global-university-rankings.html

Em Portugal, embora não se conheçam casos de "aluguer de afiliação", a situação dos investigadores não é melhor do que os da Espanha, e se é verdade que os investigadores em inicio de carreira ganham apenas o mesmo que ganha um motorista (do Gabinete do Primeiro-Ministro) já os investigadores no geral recebem agora menos 25% do que aquilo que recebiam há alguns anos atrás, o que é o mesmo que dizer, que a cada ano que passa não recebem o subsidio de férias, nem o subsidio de Natal e nem sequer o vencimento do mês de Dezembro, https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/04/a-peticao-pela-valorizacao-dos-salarios.html o que é também quase o mesmo que estarem em exclusividade de funções, mas sem receberem o respetivo subsidio. Será que essa omissão de pagamento aos investigadores, por parte do Estado Português (a quem nunca falta dinheiro para pagar elevados salários aos boys e girls das empresas públicas) significa que também eles podem ir "alugar a sua afiliação" a universidades Sauditas ?

Declaração de interesses - Em 18 de Julho de 2021, recusei um convite que recebi de um Director de uma conhecida Universidade Saudita, através de um email com o título "STAR Faculty Search - Top Saudi Arabia university search for scientists with "excellent publications and a high h-index"

PS - Nem todos na Academia Portuguesa se podem queixar do seu vencimento, como por exemplo aquele catedrático da universidade Nova, que teve autorização do Reitor daquela universidade para acumular com o vencimento anual de 143 mil euros, enquanto Administrador não executivo no banco Santander. https://www.dn.pt/poder/diretor-da-nova-sbe-tem-exclusividade-mas-ganha-143-mil-euros-no-santander-12407318.html Quem também não se pode queixar, são aqueles catedráticos de Direito, que mesmo em exclusividade, facturam anualmente várias centenas de milhares de euros em pareceres juridicos, pelo módico preço de 20.000 a 30.000 euros cada um https://www.dn.pt/portugal/crise-faz-aumentar-guerra-dos-pareceres-milionarios-1225319.html/