segunda-feira, 8 de maio de 2023

A divida ambiental Portuguesa e os edifícios sustentáveis


Ontem o Expresso iniciou um artigo com a frase "A partir deste domingo, Portugal começa a gastar os recursos naturais por conta do próximo ano..." sobre o facto do nosso país consumir muito mais do que aquilo que os seus recursos naturais permitem,  nomeadamente mais do dobro da proteína animal do que devia. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/quem-e-contra-carne-de-vacae-o-mundo-da.html

Neste contexto, a descarbonização do parque edificado assume um papel de relevo, maior até do que a descarbonizaçáo dos transportes (porquanto economicamente mais eficiente), apesar das más noticias mencionadas num post anterior do inicio do passado mês de Abril https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/04/as-pessimas-noticias-do-projecto.html

Em Março deste ano ficou-se a saber que o Governo mobilizou 122 milhões para o programa de apoio aos edifícios mais sustentáveis, que é na verdade uma quantia miserável, pelo menos quando comparada com os milhares de milhões de euros gastos pelo mesmo Governo em SWAPS inclusive no tal pior SWAP do mundo https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/estado-portugues-paga-milhares-de.html

E isto já para não falar dos milhares de milhões de euros que desaparecem por conta da corrupção https://pachecotorgal.com/2022/01/28/financial-times-noticia-que-os-portugueses-estao-fartos-da-impunidade-dos-corruptos/

PS - É evidente que alguns Portugueses (e outros que vivem neste país) possuem uma divida ambiental muitíssimo superior à da média nacional, desde logo aqueles que regularmente se deslocam em jatos privados, os quais, como se ficou a saber no inicio do mês passado, até já dão má fama a Portugal  https://www.esquerda.net/artigo/jatos-privados-portugal-ocupa-podio-de-paises-com-maior-intensidade-carbonica/85787 Não percebo por isso o que é que o Governo Português está a espera para seguir a importante proposta produzida há poucos meses atrás, no sentido da aplicação de uma taxa especial a estes ricalhaços poluidores https://bettertransport.org.uk/blog/time-to-tax-polluting-private-jets/

sábado, 6 de maio de 2023

Os milhões recebidos pela unidade do Catedrático Boaventura e os desagradáveis "segredos" revelados pelas métricas


No respeitante a coisas espantosas, da área da ciência Portuguesa, a última edição do semanário Nascer do Sol, não trazia somente a tal justificação da Ministra Elvira Fortunato, que comentei aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/05/a-justificacao-da-ministra-fortunato.html trazia também um artigo problemático, sobre os milhões de euros recebidos pela unidade de investigação do famoso catedrático Boaventura Sousa Santos (que até já é noticia na imprensa estrangeira por assédio sexual), e as criticas de deputado Guimarães Pinto, que acusa aquela unidade de se dedicar mais à politica e menos à investigação e da qual disse, não ser um centro de investigação científica, mas um viveiro da esquerda mais radical, que recebe financiamento público para subsidiar "agendas partidárias".

Não vou obviamente comentar as afirmações do referido deputado (que não por acaso até critiquei em 2019), mas apenas aproveitar para recordar que no passado, critiquei inúmeras vezes, a última (pseudo) avaliação das unidades de investigação (a mesma que atribuiu à referida unidade um financiamento de vários milhões de euros), pela total ausência de métricas que permitissem comparar o desempenho das diferentes unidades, numa grosseira violação do principio da transparência, impedindo que se soubesse o que de facto cada uma delas tinha efectivamente produzido, como por exemplo o fiz na parte final de um post de 21 de Janeiro do corrente ano https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/01/uma-descoberta-merecedora-de-um-nobel.html

Recordo ainda, que na penúltima avaliação de unidades de investigação, aquela onde foram efectivamente utilizadas métricas, produzidas por uma instituição independente e credível (Elsevier) ficou-se a saber que no grupo das 14 unidades da área da Sociologia nacional, que foram avaliadas nessa altura, a unidade de investigaçáo do catedrático Boaventura Sousa Santos, teve um desempenho bastante fraco, muito longe da tal excelência, com que foi classificado na última avaliação e que lhe garantiu milhões de euros de financiamento público. 

Na métrica relativa ao h-índex aparece em 6º lugar, na métrica número de citações por output científico aparece em 6º lugar, na métrica relativa ao impacto normalizado por área (FWCI) ficou em 7º lugar, na métrica sobre as publicações no grupo 25% mais citadas por investigador aparece novamente em 7ºlugar, na métrica sobre o número de outputs por investigador com colaboração internacional ficou no 8º lugar, na métrica sobre o número de citações por investigador ficou no 9º lugar e na métrica número de outputs por investigador só conseguiu aparecer num desgraçado 10º lugar. E a sorte dessa unidade é que na altura não foram analisadas as importantes métricas euros/output e euros/citação pois nesse caso dificilmente a mesma teria conseguido melhor do que o 14ºlugar. 

ChatGPT responde à pergunta__ Quais as 20 empresas europeias de financiamento colaborativo que representam o melhor investimento financeiro ?



Ainda na sequência do post acessível no link acima, que foi o segundo mais visualizado nos últimos 7 dias, e principalmente do facto de há apenas 2 dias um artigo publicado no Financial Times afirmar que uma seleção de ações escolhidas pelo ChatGPT conseguiu apresentar um desempenho superior ao do de alguns dos principais fundos de investimento do Reino Unido, reproduzo abaixo a resposta do ChatGPT à questão formulada no título deste post:

“O financiamento colaborativo é um setor amplo e diversificado, que abrange diferentes tipos de empresas e modelos de negócios. Aqui estão algumas das principais empresas de financiamento colaborativo na Europa, em diferentes segmentos de mercado, que podem apresentar oportunidades de investimento interessantes:

  1. Funding Circle (Reino Unido) – empréstimos P2P para pequenas empresas
  2. Zopa (Reino Unido) – empréstimos P2P para consumidores
  3. Seedrs (Reino Unido) – investimentos em startups através de crowdfunding
  4. CrowdCube (Reino Unido) – investimentos em startups através de crowdfunding
  5. Bondora (Estônia) – empréstimos P2P para consumidores e empresas
  6. EstateGuru (Estônia) – empréstimos P2P para o setor imobiliário
  7. Lendix (França) – empréstimos P2P para pequenas e médias empresas
  8. October (França) – empréstimos P2P para empresas
  9. Mintos (Letônia) – mercado de empréstimos P2P
  10. Twino (Letônia) – empréstimos P2P para consumidores
  11. Robocash (Letônia) – empréstimos P2P para consumidores
  12. Grupeer (Letônia) – empréstimos P2P para consumidores e empresas
  13. ViaInvest (Letônia) – empréstimos P2P para consumidores
  14. Bolden (França) – empréstimos P2P para pequenas e médias empresas
  15. Auxmoney (Alemanha) – empréstimos P2P para consumidores
  16. Lemon Way (França) – soluções de pagamento para empresas de crowdfunding
  17. Exporo (Alemanha) – investimentos imobiliários através de crowdfunding
  18. Welendus (Reino Unido) – empréstimos P2P para consumidores
  19. Rebuildingsociety (Reino Unido) – empréstimos P2P para pequenas empresas
  20. Housers (Espanha) – investimentos imobiliários através de crowdfunding
Infelizmente o ChatGPT não incluiu na sua lista, o nome da plataforma GoParity, criada por Portugueses em 2017, e que desde essa data já angariou 23 milhões de euros junto de 10 mil utilizadores (sobretudo particulares) para financiamento de projetos de mais de uma centena de empresas, que têm de cumprir pelo menos um dos objetivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.