quinta-feira, 8 de agosto de 2024

A pergunta mais importante que pode existir e a inevitável tragédia europeia

No passado mês de Maio, comparei o desempenho de três modelos de IA generativa, quando questionados sobre qual era a pergunta mais importante que pode existir https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/a-comparative-analysis-among-three.html

Na resposta a esse pedido, um dos referidos modelos (Scopus AI) listou várias publicações, nomeadamente uma de título "Attention is All You Need", que não só tornou os seus autores super-ricos, mas que em apenas 7 (sete) anos recebeu mais de 50.000 citações na referida plataforma, o que é um feito extraordinário, pois quando se analisam as mais de meio milhão de publicações, produzidas em Portugal e indexadas nessa plataforma, constata-se que nunca houve alguma que tivesse chegado perto de 50.000 citações. O artigo mais citado de sempre, com co-autoria de um cientista Português é um artigo de titulo "The electronic properties of graphene", onde participou um catedrático da Universidade do Minho e dois vencedores do prémio Nobel da Fisica, artigo esse que até hoje recebeu 21.000 citações. 

Curiosamente há poucos dias atrás, um artigo publicado na prestigiada revista Nature, fazia referência à tal altamente citada publicação, de título "Attention is All You Neeed". Nesse artigo fica-se a saber que são de nacionalidade Norte-Americana e Chinesa as empresas que andam a publicar os artigos mais citados na área da inteligência artificial. Vide infografia abaixo. As empresas europeias, essas parece que andam a ver passar os comboios, ao invés de prestarem a devida atenção aquilo que é não só muito importante como até crucial para o futuro da economia europeia, sobre o qual pairam várias ameaças. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/03/the-economist-impending-economic.html

PS - No contexto supra vale a pena revisitar o post do passado dia 14 de Junho "Os políticos Portugueses são distraídos ou padecem de tacanhez mental profunda?"

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

A insuportável vaca catedrática, o direito legal dos homens Portugueses à primeira violação e o médico de secreta identidade


Voltar à vaca fria, significa voltar a um assunto premente e ou urgente. No caso concreto do presente post, significa voltar ao tema das graves consequências que afectam a vida dos Portugueses, por conta da nefasta acção de muitos catedráticos de Direito, cujo trabalho tem inspirado as muitas, injustas e incompreensíveis versões do Código Penal. 

A título de declaração de interesses, devo declarar que uma pesquisa nos meus blogues pelos termos Catedráticos e Direito, devolve bastantes posts, desses basta-me citar apenas três deles, para se perceber a extensão do problema, um de 2020, a propósito de um caso vergonhoso, de um individuo que passou os bens à mulher antes do divórcio e que ficou sem bens para pagar uma divida de 4 milhões de euros ao Novo Banco,  um outro post de 2023, que questionou a escabrosa razão do nosso código penal, ao contrário do da França, não mandar para a cadeia os políticos que "arranjam" empregos para familiares e amigos e finalmente um de 2024, sobre um casal maravilhoso, que foi acusado e condenado por mais de uma centena de crimes de corrupção activa, tendo porém todos esses crimes acabado por prescrever https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/quantos-milhoes-vale-dignidade-da.html

Continuando na citada "vaca fria", atente-se num recente artigo do jornal Público, onde está escrito que o Código Penal em vigor (catedraticamente inspirado), permite que qualquer homem tem direito legal a violar uma mulher, tendo certeza que terá direito a uma pena suspensa. O título desse artigo é aliás muito esclarecedor "Para a justiça portuguesa, a primeira violação não tem puniçãohttps://www.publico.pt/2024/07/24/opiniao/opiniao/justica-portuguesa-primeira-violacao-nao-punicao-2098581

Para terminar, aproveito para perguntar, pode a inspiração catedrática ser tão incompetente que vai ao ponto de impedir que os Portugueses possam conhecer a identidade de médicos, cuja negligência resultou na morte de pacientes, como sucedeu por exemplo com aquele médico, que o Tribunal da Relação condenou por negligência grosseira, da qual resultou a morte de uma mulher de 44 anos, vide processo 6730/08.1TDLSB.L1.S1, processo que passados tantos anos ainda corre termos agora no T.Constitucional? E será justo ou sequer minimamente compreensível que enquanto decorrem os longos prazos da justiça Portuguesa, ao longo de quase duas décadas, haja mulheres que não tenham direito a conhecer a sua identidade, correndo o risco de poderem ser vitimas de idêntico destino ?

PS - Como não há regra sem excepção, hoje mesmo, um catedrático de Direito da Universidade Nova, informa os Portugueses que parece que a Constituição deste país permite que o Presidente da República se comporte quase como se fosse o Rei de Portugal:
"esta norma é inconstitucional pela razão inversa: porque coloca o Presidente na posição do “privilégio” — que se agrava quando refere antigos chefes de Estado, que já não são chefes de coisa nenhuma" https://www.publico.pt/2024/08/07/opiniao/opiniao/posicao-presidente-republica-cpi-gemeas-2100041

terça-feira, 6 de agosto de 2024

An Unbreakable World Record Until 2029

 

Last November, I shared a post that may have been hard to understand at the time due to a lack of supporting data. In that post, I claimed that within my scientific field, no one on Planet Earth has more books indexed on the renowned Scopus platform than I do. This record, I stated, would be extremely difficult to break https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/amazon-livros-mais-vendidos.html

Nine months later, I am now able to substantiate my claim. A search on this platform reveals that the third spot globally, among authors with the most indexed books in my field, is shared by several individuals, each with a total of 12 indexed books. However, the identities of these authors and the dynamics of their production are irrelevant. Even if, by some improbable chance, they were to start publishing three books per year, they would still fall short of breaking the record by 2029—the year of my retirement.

The only real danger lies in the professor (at a university in Australia) who occupies 2nd place in the world, holder of an impressive Scopus h-index=94, and who has 20 indexed books. It turns out, however, that he needed 20 years to produce them, so it will not be now, at almost 70 years of age, that he will start producing at a rate 300% greater than what he has produced in the last two decades. But even if by some miracle this improbable thing were to happen, it wouldn't be possible to break my record, for the simple reason that I haven't stopped yet, nor will I stop producing anytime soon.