segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Relatório Draghi: A Europa não terá futuro se seguir a idiota "estratégia" Portuguesa


Na sequência do relatório que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitou ao antigo primeiro-ministro, Enrico Letta, que entretanto passou a dirigir o Instituto Jacques Delors, no sentido de fazer um diagnóstico sobre o estado do mercado único europeu, incluindo a elaboração de recomendações para recuperar a competitividade da economia europeia, o qual divulguei em 19 de Maio,  faz todo o sentido agora comentar telegráficamente o Relatório Draghi, hoje divulgado, que também incide sobre a competitividade da economia europeia, Vide artigo no jornal Públicoonde se fica saber que a Europa terá de investir um valor adicional de mais de 800.000 milhões de euros por ano, com destaque para três áreas de intervenção prioritárias. . 

1ª - inovação. 

2ª  - “todas as políticas têm de estar sintonizadas com os objectivos climáticos”. 

3ª - redução das dependências, sejam económicas...de segurança e geopolíticas

Sobre a primeira, que não por acaso, também foi bastante mencionada no supracitado relatório do Enrico Letta, já sabemos como está a situação de Portugal, o desgraçado país que há poucos anos sofreu um violento trambolhão no ranking europeu da inovação, o mesmo país cujo o anterior Governo preferiu meter mais de 3000 milhões de euros na TAP, deixando um buraco de 100 milhões de euros na FCT. 

Aquilo porém a que o artigo do jornal Público não fez qualquer referência, foi ao facto do relatório Draghi mencionar várias vezes as palavras "red tape", o que significa que o referido relatório apela a um corte bastante substancial na burocracia. Mas também aqui a situação de Portugal é péssima, pelo menos na área da ciência, como se pode perceber através de vários posts que publiquei, como por exemplo os dois abaixo:

24 de Abril - Os truques e subterfúgios da FCT que infernizam a vida aos investigadores

26 de Julho - Sobre Ciência_A estupidez Portuguesa, a inteligência Alemã, o bom senso Francês e o princípio da confiança

Curiosamente na página 241 do Relatório Draghi (Parte B-Politicas Sectoriais) é afirmado que na Europa os investigadores não tem incentivos para criarem empresas geradoras de riqueza. É uma afirmação genericamente verdadeira, porém muito mais nuns países do que noutros, é desde logo especialmente verdadeira em Portugal, vide post de 8 de Agosto de 2021, com o sugestivo título "Quanto é que Portugal perde com um sistema (comunista a todos os títulos) que premeia a inércia e incentiva a preguiça ?"

PS - Sobre a criação de empresas, revisite-se o post de 26 de Fevereiro, onde foi divulgado um estudo que concluiu que os diplomados saídos das melhores universidades, mostram uma predisposição muito maior para criarem empresas. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/estudo-recente-sobre-qualidade-dos.html

domingo, 8 de setembro de 2024

Uma proposta de melhoria inequívoca do rigor da qualificação catedrática


"...Mais valia por isso que não perdessem tempo com esses vergonhosos pseudoconcursos e nomeassem logo os tais candidatos, com mais de 10 anos, na categoria superior, como foi feito há algumas dezenas de anos atrás com os famosos catedráticos decretinoshttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/ensino-superiorconcursos-revelia-da-lei.html

O trecho supra foi retirado de um post de Outubro de 2019, e nele se faz referência a professores que transitaram para o lugar de catedrático por decreto. Quem o recordou em 2018, foi um corajoso catedrático de engenharia da universidade de Lisboa, num texto de titulo "Os bolseiros e os seus donos", que na altura me foi enviado por um Catedrático do Técnico, o qual divulguei por milhares de Colegas e o qual ainda hoje está acessível no link  https://www.docdroid.net/k7CnX4E/bolseiros-e-os-seus-donos.pdf

Pessoalmente acho que a designação "catedráticos decretinos" não só é nitidamente maliciosa como ainda por cima se presta a enorme confusão, desde logo porque entre os tais catedráticos nomeados por decreto, há muitos com um currículo muitíssimo superior, aqueles outros que chegaram a catedráticos em concursos correntes (na esmagadora maioria com jurados amigos). Faz por isso todo o sentido perguntar, que valor tem o facto de alguém chegar a catedrático, através de um concurso que respeitou a 100% toda a legislação aplicável, se essa pessoa possui afinal um miserável h-index=0?

Assim, a presente proposta, passa por acompanhar sempre a palavra catedrático, do valor do seu h-index Scopus, à data do provimento nesse lugar, independentemente de isso ter acontecido por concurso público ou por decreto, o que permite alcançar aquilo que realmente interessa, distinguir, aqueles possuidores de uma obra científica de elevado valor, dos outros com uma obra científica inexistente ou irrelevante, os tais que a ciência já mostrou devem ser evitados, a todo o custo, por jovens investigadores e também por aspirantes a essa carreira, sob pena de a comprometerem de forma irreversível. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/o-melhor-conselho-que-se-pode-dar-um.html

PS - É claro que até isso ocorrer, o que obviamente será no dia de S.Nunca, esses catedráticos (de h-index nulo ou quase nulo) serão denominados à boca pequena por outros termos, inequivocamente jocosos, como CatedráNicos ou CatedráXicos. 

Prisão perpétua ? Sim, imediatamente !


Em Janeiro de 2022, manifestei a minha concordância com a hipótese de Portugal poder dispor do mesmo regime de prisão perpétua, que já existe em países mais civilizados do que o nosso https://pachecotorgal.com/2022/01/29/prisao-perpetua-sim-por-favor/

Nesse contexto, aproveito a vergonha da recente fuga de vários criminosos da prisão de Vale dos Judeus, para voltar a esse tema. Entre os referidos criminosos evadidos, encontra-se um argentino de nome Rodolf Lohrmann, que foi condenado no seu país a prisão perpétua, por ter liderado um gang que matou dezenas de pessoas, crimes esses onde se inclui terem enterrado viva a filha do ex-presidente do Paraguai e terem morto o filho do ministro da Saúde da Argentina na mesma noite em que a família pagou o resgate. 

Inacreditavelmente, a justiça Portuguesa recusa-se a entregar este famoso criminoso à Argentina, para que aí cumpra a pena de prisão perpétua a que foi condenado, pelo simples facto de Portugal não possuir prisão perpétua. Essa inominável aberração jurídica, cuja paternidade pertence a conhecidos e muito ingénuos catedráticos de Direito Penal, faz do nosso país um excelente refúgio para todos os criminosos deste mundo que nos seus países tenham sido condenados a prisão perpétua. 

Portugal necessita por isso, de alterar com a maior urgência possível, a sua Constituição para permitir a criação do crime de prisão perpétua, nos mesmos moldes em que existe noutros países europeus, nem que seja para evitar que Portugal se torne um refúgio seguro para os piores criminosos deste Planeta. 

Declaro de interesses - Declaro que tenho o hábito (leia-se vicio) de criticar os catedráticos de Direito Penal deste desgraçado país. A última vez que o fiz foi no passado dia 7 de Agosto https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/a-catedratica-vaca-o-direito-violacao-e.html

PS - E aproveitando a supracitada oportunidade, deve-se também alterar a Constituição, para que finalmente se consiga criminalizar o enriquecimento ilícito, exactamente nos mesmos moldes como essa criminalização já é feita noutros países europeus https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/a-eternamente-adiada-criminalizacao-do.html