sábado, 29 de outubro de 2022

A supina hipocrisia do marido da catedrática


Hoje um hipócrita ex-Ministro da Justiça do Governo de José Sócrates (foto acima) jura na imprensa diária, que é justa e equilibrada, a pena de 25 anos de cadeia recentemente aplicada pelo tribunal de Castelo Branco a um individuo culpado por ter ateado 16 fogos.

Mas que moral tem este senhor, que até foi responsável pela mais vergonhosa reforma penal que algum dia ocorreu em Portugal, a qual não só descriminalizou as burlas como passou também a permitir um regabofe de penas suspensas, inclusive em crimes como por exemplo, a tortura com electrochoques, o rapto com tortura ou o abuso sexual de crianças com cópula, para vir dizer que a referida pena de 25 anos é justa e equilibrada ?

Mas afinal é justa e equilibrada comparada com o quê ? Comparada com a pena de zero anos que cumprem os banqueiros Portugueses, que somente entre 2008 e 2020 conseguiram fazer desaparecer 21836 milhões de euros um valor que é equivalente a mais de 200 vezes o valor da famosa fraude do Alves dos Reis ? Ou será que é justa e equilibrada, quando se compara com a pena de zero anos, que cumpre a gatunagem (Medina Carreira dixit) que há 50 anos, rouba com total impunidade este país?  

Declaração de interesses - Declaro que em posts anteriores já critiquei o referido marido da catedrática, como por exemplo aqui https://pachecotorgal.com/2022/01/29/o-patetico-marido-da-catedratica/

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A0 e A+__As duas novas categorias de desempenho energético de edifícios e os advogados especialistas em garantir a impunidade de criminosos


É profundamente irónico, que à medida que se acentuam as exigências a que deve responder o parque edificado, não só em termos de resiliência às alterações climáticas, mas também em termos de desempenho energético, vide as novas exigências da União Europeia, divulgadas há 2 dias, onde se podem ler, por exemplo, as metas para os novos edifícios que terão de ter emissões zero a partir de 2030 (2028 para os edifícios públicos) e também sobre a criação de duas novas categorias de desempenho energético (Ao e A+) para os edifícios de emissões zero e para os edifícios de emissões nulas e que produzem energia renovável, se constate que a soma das colocações da primeira e segunda fases, no curso de engenharia civil tenha sido decepcionante (577 alunos colocados este ano contra 649 alunos colocados em 2021) e isto ao mesmo tempo que, como referi anteriormente, o curso de Direito esgotou logo na primeira fase a totalidade das quase 2000 vagas iniciais.  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/09/engenharia-civil-politecnico-do-porto.html 

Bastante razão tinha a Presidente do Santander que até se queixou publicamente que eram necessários mais engenheiros porém continuava a aumentar o número de advogados. Qual é afinal a razão para esta bizarra obsessão nacional pelo curso de Direito, quando no nosso país até já existe um notório excesso de advogados (500% a mais do que a Suécia e 800% a mais do que a Finlândia, após correcção da diferença populacional). Será que necessitamos realmente de mais advogados, como por exemplo do calibre daqueles cuja especialidade é litigar até que os processos acabem por prescrever (vide recentes declarações do Director da PJ sobre "terrorismo judiciário, com recursos permanentes..."), ou daqueles que ajudaram Isabel dos Santos a desviar centenas de milhões de Angola ou como aquele sobre o qual escreveu a revista Sábado, cuja especialidade parece que é garantir a impunidade daqueles que são apanhados em excesso de velocidade ?

PS - Ainda sobre as novas exigências do desempenho energético dos edifícios, mencionadas no inicio deste post, é importante recordar um artigo publicado na conhecida revista The Economist, que mostrou que é (economicamente) muito pouco eficiente substituir veículos de combustíveis fósseis por veículos elétricos, ao contrário de intervenções energéticas no parque edificado que conseguem as mesmas reduções mas com um custo muitíssimo inferior. 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Os culpados pela irrelevância científica de Portugal


Na sequência do recente email abaixo, e especialmente na sequência do recente ranking de países, baseado no mesmo estudo bibliométrico, e no qual Portugal ocupa o último lugar (abaixo do Chipre e da Grécia) revisite-se o conteúdo do post de 15 de Agosto sobre o processo de irrelevância científica em curso e também o post de 22 de Agosto onde listei as universidades e Politécnicos com mais culpas pela irrelevância científica de Portugal. 

PS - Entre os referidos culpados também estão aqueles que parece que não sabem quais são as diferenças entre a missão das Universidade e a missão dos Institutos Politécnicos, vide questão que coloquei no final de um post de 18 de Junho e que novamente reproduzo, "será que o facto das universidades andarem "viciadas" em investigação aplicada, que não faz parte da sua missão natural (que consiste em investigação "fronteira" envolvendo multidisciplinaridade, transdisciplinaridade ou interdisciplinaridade), não prejudica a missão do ensino superior ?"



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De: Gabinete de Comunicação e Imagem
Enviado: 24 de outubro de 2022 09:35
Para: Gabinete de Comunicação e Imagem
Assunto: UMinho tem 57 cientistas entre os mais influentes do mundo
 
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UMinho tem 57 cientistas entre os mais influentes do mundo

 

A Universidade do Minho tem 57 cientistas no grupo dos 2% mais influentes do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier. A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2022”, inclui 200 mil cientistas, sendo 763 deles em Portugal. A UMinho surge com 15 centros de I&D representados e o seu primeiro cientista na lista global é Fernando Pacheco-Torgal (5881º lugar).


O documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 22 áreas e 176 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus até setembro de 2022. Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação.


CEB - Centro de Engenharia Biológica (14 cientistas): António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Eduardo Gudiña, Joana Azeredo, José António Teixeira, Lígia Rodrigues, Lucília Domingues, Madalena Alves, Mariana Henriques, Miguel Gama, Nuno Cerca, Rosário Oliveira, Russell Paterson e Sónia Silva;

Centro ALGORITMI (7): Anabela Carvalho Alves, João Luís Afonso, Joaquín Torres-Sospedra, Paulo Cortez, Pedro Arezes, Sérgio Pereira e Vítor Monteiro;

CF - Centro de Física (7): Carlos Miguel Costa, Clarisse Ribeiro, Filipe Vaz, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Martins e Vasco Teixeira;

CMEMS - Centro de Microssistemas Eletromecânicos (7): Fatih Toptan, Flávio Bartolomeu, Filipe Samuel Silva, Hélder Puga, Júlio Souza, Paulo Flores e Vanessa Cardoso;

Grupo 3B’s - Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis (5): Manuela Gomes, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis e Subhas Kundu;

ISISE - Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (4): Daniel Oliveira, Joaquim Barros, Luís Ramos e Paulo Lourenço;

2C2T - Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (2): Andrea Zille e Raul Fangueiro;

CBMA - Centro de Biologia Molecular e Ambiental (2): Jorge M. Pacheco e Ronaldo Sousa;

ICVS - Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (2): António Salgado e Nuno Sousa;

CIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança (1): Assunção Flores;

CQ - Centro de Química (1): Rita Figueira;

CTAC - Centro de Território, Ambiente e Construção (1): Fernando Pacheco-Torgal;

EMed - Escola de Medicina (1): Manuel João Costa;

ICS - Instituto de Ciências Sociais (1): Anabela Carvalho;

ICT - Instituto de Ciências da Terra (1): José Brilha;

NIPE - Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais (1): José Carlos Pinho. 

 

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Gabinete de Comunicação e Imagem
Universidade do Minho
Braga . Guimarães | Portugal