segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Workshop sobre a utilização do ChatGPT na avaliação do trabalho científico dos alunos


Num post anterior (link acima) divulguei um estudo recente, de um catedrático da conhecida universidade Técnica de Delft,  no qual aquele utilizou o ChatGTP-4 para prever o impacto científico. 

Não menos interessante é também a sua recente publicação, que diz respeito a um workshop com cerca de 70 peritos em educação e académicos de outras áreas, sobre as potencialidades e as limitações da utilização do ChatGPT-4 para avaliar o trabalho científico dos alunos. Na parte das conclusões e recomendações, pode ler-se que há consenso quanto ao facto do ChatGPT-4, fornecer um feedback valioso sobre o trabalho científico daqueles, no entanto, necessita de supervisão humana nesse feedback.


Aditamento em 3 de Outubro - Nas conclusões de um estudo ainda mais recente, levado a cabo por dois investigadores Alemães (Jacobsen & Weber), pode ler-se que o ChatGPT-4 oferece um argumento sólido para sua integração como uma ferramenta de feedback no ensino superior, merecendo destaque, como principais vantagens, a sua qualidade e a sua eficiência. 

domingo, 1 de outubro de 2023

ChatGPT and the rise of semi-humans



Still following the previous post of June 27th (link above) about the very intelligent comment made by a (Portuguese) Professor at the University of Washington, concerning the biggest risk of artificial intelligence which is not having enough intelligence—it's worth noting that the latest issue of The Economist (page 54) stated that  "GPT-4 already exhibits a degree of consciousness"

Given the aforementioned context, it makes perfect sense to disclose the fact that yesterday, a paper titled "ChatGPT and the rise of semi-humans" was published here https://www.nature.com/articles/s41599-023-02154-3#Sec6 This paper delves into the important research question: "What are ChatGPT’s human-like traits as perceived by society?". The very notion of “semi-humans” illustrates how rapidly the discussion is moving beyond the technical capabilities of AI towards questions traditionally belonging to philosophy, psychology and the study of human identity.

One detail in the paper's bibliography was particularly striking: among the works cited is Theodore Kaczynski's 1995 Industrial Society and Its Future, better known as the Unabomber manifesto. The reference is certainly unusual, but perhaps not entirely accidental. Long before contemporary artificial intelligence, Kaczynski's text articulated an extreme and deeply problematic version of a recurring fear: that technological systems may progressively acquire a logic and momentum of their own, leaving human beings increasingly dependent upon structures they created but can no longer fully control.

The irony is difficult to miss. In 1995, such fears belonged largely to the margins of technological debate. Less than three decades later, questions about human autonomy, technological dependence, machine intelligence and even machine consciousness have entered mainstream scientific and public discussion. The interesting question is therefore not whether Kaczynski was right his conclusions and methods were indefensible but why some of the questions surrounding technological power have proved so persistent. 

Kaczynski, TJ (1995) Unabomber manifesto: Industrial society and its future. The Washington Post, Washington, DC. http://web.cecs.pdx.edu/~harry/ethics/Unabomber.pdf

sábado, 30 de setembro de 2023

Universidades Portuguesas reféns do estéril (alienado) e indolente arcaísmo comunista ?


"Nós, os comunistas, não aceitamos o jogo das eleições...não me importam nada as eleições.... Para mim, democracia significa liquidar o capitalismo...E ainda lhe digo mais: Portugal já não tem qualquer hipótese de estabelecer uma democracia...Garanto-lhe que em Portugal não haverá um parlamento...Portugal não será um país com as liberdades democráticas" https://www.publico.pt/2014/12/15/politica/opiniao/alvaro-cunhal-e-a-magna-carta-de-1215-1679397

É verdade que o comunista-chefe, Álvaro Cunhal, que jurou que se dependesse dele Portugal nunca sequer teria eleições, não conseguiu fazer de Portugal a Cuba da Europa, porém e mesmo já depois de ter partido deste mundo, deixou por cá muitos adeptos da sua pouco democrática filosofia de vida. E isso é bem patente nas universidades portuguesas, onde ainda há quem produza muito pouco, mas mesmo assim consiga ganhar mais do que quem produz muito, um sistema anacrónico, que como todos os sistemas comunistas, premeia a inércia e incentiva a preguiça https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/quanto-e-que-portugal-perde-com-um.html

É assim sem surpresa que li a noticia que ontem fez capa no semanário Nascer do Sol, que revelou que um professor auxiliar da universidade Nova de Lisboa, de seu nome José Neves, autor de lindas publicações com títulos como "Álvaro Cunhal e o Princípio da História" ou "Entrevista com Boaventura Sousa Santos - O intelectual de retaguarda", achou boa ideia denegrir a conhecida NovaSBE, precisamente a unidade orgânica daquela universidade, mais lucrativa (leia-se a que menos precisa do dinheiro dos contribuintes) e também aquela com a menor percentagem de endogamia, entre todas as unidades orgânicas de todas as universidades Portuguesas, onde os professores não são contratados por serem amigos e conhecidos "da casa", e muito menos por serem boys e girls com currículo exclusivamente partidário https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/03/novo-estudo-da-dgeec-revela-que.html

PS - Já sobre os graves problemas de assédio sexual, que ocorreram na unidade de investigação do "intelectual de retaguarda", Boaventura Sousa Santos ou sobre os milhões de euros do dinheiro dos contribuintes, recebidos pela referida unidade, em resultado de um desempenho científico muito inferior ao de outras unidades, é que nunca ninguém lhe ouvirá qualquer critica. 

Aditamento em 11 de Outubro - Fui hoje contactado por email pelo supracitado Professor Auxiliar José Neves, que afirmou não ser verdade que ele não tenha criticado aquilo que ocorreu na unidade do professor Boaventura Sousa Santos: "Para que fique claro, tenho muita estima intelectual pelo Boaventura Sousa Santos (de resto, o cientista social português com maior impacto mundial) e mais ainda pelo trabalho do CES. Mas não é isso que me impede de me pronunciar (sem prejuízo da presunção de inocência) sobre as questões de assédio que terão ocorrido naquela instituição. Fui, de resto, o único diretor de uma unidade de investigação a fazê-lo..."